Trabalhadores protestam em São Paulo contra a venda de usinas em MG

Sindicatos paulistas alertam para tentativas de privatização de Alckmin no estado

Escrito por: Vanessa Ramos - CUT São Paulo • Última modificação: 27/09/2017 - 19:04 • Publicado em: 27/09/2017 - 18:59 Escrito por: Vanessa Ramos - CUT São Paulo Publicado em: 27/09/2017 - 18:59 Última modificação: 27/09/2017 - 19:04

Roberto Parizotti /CUT

Centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais protestaram no centro da capital paulista nesta quarta-feira (27) contra a privatização das usinas da Companhia Elétrica de Minas Gerais (Cemig).

O protesto foi em frente à B3, a bolsa de São Paulo. Com bandeiras e faixas, diversas categorias, dentre as quais bancários, eletricitários e urbanitários, se solidarizaram aos trabalhadores mineiros e se posicionaram contra o pacote de privatizações no setor energético e aos ataques promovidos pelo governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB).

Até o primeiro semestre, as usinas Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande eram gerenciadas pela Cemig em regime de concessão pela União, mas o governo federal não criou condições para que isso continuasse neste formato.

Apesar das mobilizações, as quatro usinas hidrelétricas foram vendidas. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o valor arrecadado foi de R$ 11 bilhões.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica (Sinergia) de Campinas, Carlos Alberto Alves, avalia que o povo brasileiro é quem será prejudicado.

“Tanto nós quanto os trabalhadores mineiros já realizamos vários atos em defesa das empresas públicas. O governo federal não fez nenhum movimento para que as usinas continuassem como patrimônio do povo brasileiro. E como o sistema elétrico brasileiro é interligado, isso significará aumento de tarifa para a população”, explica.

Em um vídeo postado em sua página do Facebook, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) criticou o governo Temer.

“Hoje é um dia triste para Minas Gerais. Usinas hidrelétricas importantes que foram operadas pela Cemig com eficiência nesses últimos 30 anos foram leiloadas pelo governo federal e agora passarão ao controle de empresas estrangeiras. Tentamos de todas as formas possíveis uma negociação com a União. Infelizmente não encontramos espaço”, lamentou.

Segundo Alves, a venda das usinas deixará de ajudar até mesmo ações sociais. “Nas mãos do Estado, essas usinas geravam recursos destinados em melhoria da qualidade de vida para a parte da população mais carente. Ou seja, parte do dinheiro era usado para o fomento de desenvolvimento do país, para gerar qualidade de vida aos mais necessitados, já que energia é um bem público. Agora, a venda dessas usinas significará menor apoio às ações sociais e desemprego imediato”, diz.

Pacote de maldades

A secretária de Comunicação da CUT-SP, Adriana Magalhães, também critica a venda do patrimônio brasileiro. “Além do setor elétrico, estamos nos organizando para defender todas as empresas públicas contra a privatização. Querem que o serviço público se torne precário e mais caro. A população precisa entender os prejuízos que terá com a venda das empresas públicas”, afirma.

Diante da venda das usinas da Cemig, a empresa teve que anunciar o Programa de Desligamento Voluntário (PDV).

“Sabemos que a terceirização vai aumentar, vão colocar trabalhadores sem qualificação específica, com baixa remuneração, com redução drástica de benefícios porque vão querer maximizar o lucro de quem comprou já que a tarifa tem como objetivo remunerar as manutenções das usinas e os acionistas. Afinal, eles querem o retorno do investimento”, fala Alves.

Ele alerta que está na ordem do dia a privatização das usinas de São Paulo, geridas pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp). “Alckmin usa como desculpa que têm muitas empresas de infraestrutura sendo vendidas no Brasil e, por causa disso, ele defende que tem que melhorar as condições da venda para que os acionistas possam comprar.”

Nessa terça (26), estava previsto o leilão de venda da Cesp, mas o governo paulista decidiu adiar a privatização para melhorar a proposta mercadológica dos patrimônios públicos.

O dirigente lembra que o PSDB foi responsável pelo desmonte no estado de São Paulo. “No setor elétrico, as vendas começaram em 1996, com Mário Covas. Só restaram três usinas: Porto Primavera, Jaguariúna e Jaguari, que agora querem vender. Diante disso, estamos fazendo toda a luta possível junto com as centrais, sindicatos de diferentes categorias e os movimentos sociais para barrar a privatização.”

Agenda de luta

No próximo dia 3, além de engrossarem as fileiras no Rio de Janeiro, os trabalhadores do setor de energia do estado de São Paulo farão mobilização por 24h em frente o Porto Primavera. No mesmo local, que fica no município de Rosana, eles organizam um ato no dia 10 de outubro.

E no dia 25 de outubro, eles preparam uma audiência pública contra a privatização na Assembleia de Legislativa de São Paulo.

Título: Trabalhadores protestam em São Paulo contra a venda de usinas em MG, Conteúdo: Centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais protestaram no centro da capital paulista nesta quarta-feira (27) contra a privatização das usinas da Companhia Elétrica de Minas Gerais (Cemig). O protesto foi em frente à B3, a bolsa de São Paulo. Com bandeiras e faixas, diversas categorias, dentre as quais bancários, eletricitários e urbanitários, se solidarizaram aos trabalhadores mineiros e se posicionaram contra o pacote de privatizações no setor energético e aos ataques promovidos pelo governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB). Até o primeiro semestre, as usinas Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande eram gerenciadas pela Cemig em regime de concessão pela União, mas o governo federal não criou condições para que isso continuasse neste formato. Apesar das mobilizações, as quatro usinas hidrelétricas foram vendidas. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o valor arrecadado foi de R$ 11 bilhões. Presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica (Sinergia) de Campinas, Carlos Alberto Alves, avalia que o povo brasileiro é quem será prejudicado. “Tanto nós quanto os trabalhadores mineiros já realizamos vários atos em defesa das empresas públicas. O governo federal não fez nenhum movimento para que as usinas continuassem como patrimônio do povo brasileiro. E como o sistema elétrico brasileiro é interligado, isso significará aumento de tarifa para a população”, explica. Em um vídeo postado em sua página do Facebook, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) criticou o governo Temer. “Hoje é um dia triste para Minas Gerais. Usinas hidrelétricas importantes que foram operadas pela Cemig com eficiência nesses últimos 30 anos foram leiloadas pelo governo federal e agora passarão ao controle de empresas estrangeiras. Tentamos de todas as formas possíveis uma negociação com a União. Infelizmente não encontramos espaço”, lamentou. Segundo Alves, a venda das usinas deixará de ajudar até mesmo ações sociais. “Nas mãos do Estado, essas usinas geravam recursos destinados em melhoria da qualidade de vida para a parte da população mais carente. Ou seja, parte do dinheiro era usado para o fomento de desenvolvimento do país, para gerar qualidade de vida aos mais necessitados, já que energia é um bem público. Agora, a venda dessas usinas significará menor apoio às ações sociais e desemprego imediato”, diz. Pacote de maldades A secretária de Comunicação da CUT-SP, Adriana Magalhães, também critica a venda do patrimônio brasileiro. “Além do setor elétrico, estamos nos organizando para defender todas as empresas públicas contra a privatização. Querem que o serviço público se torne precário e mais caro. A população precisa entender os prejuízos que terá com a venda das empresas públicas”, afirma. Diante da venda das usinas da Cemig, a empresa teve que anunciar o Programa de Desligamento Voluntário (PDV). “Sabemos que a terceirização vai aumentar, vão colocar trabalhadores sem qualificação específica, com baixa remuneração, com redução drástica de benefícios porque vão querer maximizar o lucro de quem comprou já que a tarifa tem como objetivo remunerar as manutenções das usinas e os acionistas. Afinal, eles querem o retorno do investimento”, fala Alves. Ele alerta que está na ordem do dia a privatização das usinas de São Paulo, geridas pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp). “Alckmin usa como desculpa que têm muitas empresas de infraestrutura sendo vendidas no Brasil e, por causa disso, ele defende que tem que melhorar as condições da venda para que os acionistas possam comprar.” Nessa terça (26), estava previsto o leilão de venda da Cesp, mas o governo paulista decidiu adiar a privatização para melhorar a proposta mercadológica dos patrimônios públicos. O dirigente lembra que o PSDB foi responsável pelo desmonte no estado de São Paulo. “No setor elétrico, as vendas começaram em 1996, com Mário Covas. Só restaram três usinas: Porto Primavera, Jaguariúna e Jaguari, que agora querem vender. Diante disso, estamos fazendo toda a luta possível junto com as centrais, sindicatos de diferentes categorias e os movimentos sociais para barrar a privatização.” Agenda de luta No próximo dia 3, além de engrossarem as fileiras no Rio de Janeiro, os trabalhadores do setor de energia do estado de São Paulo farão mobilização por 24h em frente o Porto Primavera. No mesmo local, que fica no município de Rosana, eles organizam um ato no dia 10 de outubro. E no dia 25 de outubro, eles preparam uma audiência pública contra a privatização na Assembleia de Legislativa de São Paulo.



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