Trabalhadores da construção de Campinas paralisam obras e fecham rodovias

Cidade também teve passeata e ato na tarde do dia 15 de março

Escrito por: Redação - Sinticom • Publicado em: 16/03/2017 - 17:09 Escrito por: Redação - Sinticom Publicado em: 16/03/2017 - 17:09

Os trabalhadores e trabalhadoras da construção, montagem industrial e mobiliário de Campinas e região se uniram com a diretoria funcionários do Sinticom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Campinas e Região) no Dia Nacional de Paralisação contra a reforma da previdência social. Neste 15 de março ocorreram paralisações nas empresas Odebrecht, Brooksfield, Projeto Sírius (Campinas) e na Refinaria do Planalto, em Paulínia.

Na obra da Odebrecht, o diretor Luiz Albano da Silva enfatizou que "os trabalhadores da construção serão penalizados e não vão conseguir se aposentar devido à atividade insalubre e alta rotatividade do setor". Depois de promover uma assembleia na obra, os trabalhadores seguiram em passeata e bloquearam a rodovia Anhanguera por alguns instantes com forma de protesto.

Na Refinaria do Planalto (Replan), os trabalhadores bloquearam as duas pistas da rodovia Campinas-Paulínia. A Polícia Militar foi acionada, mas os companheiros e companheiras não arredaram pé e a rodovia ficou cerca de 40 minutos bloqueada. "O trabalhador nunca conseguirá contribuir por 49 anos, é trabalhar até morrer ou morrer trabalhando", enfatizou o diretor Amilton.

Já na obra da Brooksfield, o diretor Francisco realizou uma assembleia com os trabalhadores e reforçou a necessidade dos trabalhadores se manterem mobilizados "pois a luta tem de ser permanente. Temos de pressionar os deputados federais do estado de São Paulo para impedir que eles votem a favor do golpe que está sendo tramado contra a classe trabalhadora".

No projeto Sírius, o diretor Paulo Martins realizou uma assembleia com trabalhadores e explicou a perversidade da reforma trabalhista. "Não é humano pensar que um operário que trabalha com argamassa, com seus 60 anos vai ter força suficiente para jogar massa na parede. Também não é humano esperar que um ladrilheiro com mais de 60 anos, com sua coluna muito desgastada, consiga executar sua função".

Após a atividade nas obras, os diretores do sindicato e parte dos trabalhadores se dirigiram para o centro de Campinas onde durante todo o dia houve passeatas e um ato às 17h para reforçar a palavra de ordem: não à reforma da Previdência.
 

Título: Trabalhadores da construção de Campinas paralisam obras e fecham rodovias, Conteúdo: Os trabalhadores e trabalhadoras da construção, montagem industrial e mobiliário de Campinas e região se uniram com a diretoria funcionários do Sinticom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Campinas e Região) no Dia Nacional de Paralisação contra a reforma da previdência social. Neste 15 de março ocorreram paralisações nas empresas Odebrecht, Brooksfield, Projeto Sírius (Campinas) e na Refinaria do Planalto, em Paulínia. Na obra da Odebrecht, o diretor Luiz Albano da Silva enfatizou que "os trabalhadores da construção serão penalizados e não vão conseguir se aposentar devido à atividade insalubre e alta rotatividade do setor". Depois de promover uma assembleia na obra, os trabalhadores seguiram em passeata e bloquearam a rodovia Anhanguera por alguns instantes com forma de protesto. Na Refinaria do Planalto (Replan), os trabalhadores bloquearam as duas pistas da rodovia Campinas-Paulínia. A Polícia Militar foi acionada, mas os companheiros e companheiras não arredaram pé e a rodovia ficou cerca de 40 minutos bloqueada. "O trabalhador nunca conseguirá contribuir por 49 anos, é trabalhar até morrer ou morrer trabalhando", enfatizou o diretor Amilton. Já na obra da Brooksfield, o diretor Francisco realizou uma assembleia com os trabalhadores e reforçou a necessidade dos trabalhadores se manterem mobilizados "pois a luta tem de ser permanente. Temos de pressionar os deputados federais do estado de São Paulo para impedir que eles votem a favor do golpe que está sendo tramado contra a classe trabalhadora". No projeto Sírius, o diretor Paulo Martins realizou uma assembleia com trabalhadores e explicou a perversidade da reforma trabalhista. "Não é humano pensar que um operário que trabalha com argamassa, com seus 60 anos vai ter força suficiente para jogar massa na parede. Também não é humano esperar que um ladrilheiro com mais de 60 anos, com sua coluna muito desgastada, consiga executar sua função". Após a atividade nas obras, os diretores do sindicato e parte dos trabalhadores se dirigiram para o centro de Campinas onde durante todo o dia houve passeatas e um ato às 17h para reforçar a palavra de ordem: não à reforma da Previdência.  



Informa CUT-SP

Cadastre-se e receba periodicamente
nossos boletins informativos.