Servidores de Santo André reprovam contraproposta do governo

Assembleia geral vai intensificar plano de mobilização na cidade

Escrito por: Viviane Barbosa - Sindserv Santo André • Publicado em: 14/05/2018 - 10:55 Escrito por: Viviane Barbosa - Sindserv Santo André Publicado em: 14/05/2018 - 10:55

Foto: Viviane Barbosa/Mídia Consulte

Os servidores e servidoras endureceram o “tom” na assembleia da campanha salarial realizada na noite de sexta-feira (11), na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, em Santo André. 

Os trabalhadores estão indignados com a posição intransigente do Paço que, após quatro longas e tensas rodadas de negociação com o Sindserv Santo André, não avançou na pauta dos trabalhadores e insiste em pagar nos salários e demais benefícios econômicos somente 2,68% (reposição da inflação calculada pelo IPCA dos 12 meses da data-base 1º de abril). 

A Prefeitura também negou a proposta do Sindserv, aprovada na última assembleia, de reajustar os salários e demais benefícios pelo índice de 3,07% (reposição da inflação calculada pelo IPC/DI- FGV) além da incorporação de R$ 100,00 nos salários (proposta que contemplaria o retroativo da campanha salarial do ano passado. Vale lembrar que Paulo Serra, do PSDB, assumiu o compromisso em pagar na campanha deste ano).

Os trabalhadores reforçaram que a contraproposta da Prefeitura é prejudicial, porque não repõe as perdas salariais e além do mais os aumentos nos preços do gás de cozinha, aluguel, refeição, gasolina e transporte pesam no bolso do servidor. 

“Temos colegas que ganham um salário que não consegue nem pagar alimentação. Vamos intensificar nossa luta por uma valorização digna nos nossos salários para que possamos sustentar nossas famílias”, argumentaram vários trabalhadores na assembleia.

O Paço negou a reivindicação dos trabalhadores, alegando “dificuldade financeira” nas contas da Prefeitura.  Alguns avanços, embora não contemplem todos os trabalhadores, foram o aumento na cesta básica para R$ 110,00, que será estendido até a tabela 6 (beneficiará cerca de 5 mil servidores); o pagamento de cursos do Sest/Senat e exame toxicológico para os motoristas e o reconhecimento da aposentaria especial para os trabalhadores com deficiência física.

Proposta rejeitada

Por unanimidade, os servidores reprovaram na assembleia a contraproposta do Paço e aprovaram um plano de mobilização permanente, que será definido na próxima assembleia do dia 17 de maio (quinta-feira), às 17h30, no Paço Municipal.

Sem servidor, a cidade para!
Paulo Serra assumiu a prefeitura de Santo André em 2017 com o compromisso de “recuperar o orgulho do andreense” e com isso propôs um choque de gestão na cidade.  Pois é, completou-se 1 ano de mandato e apenas o que se constatou foi o aumento da desaprovação de seu governo.

Os servidores e a população de Santo André não têm razões para se “orgulhar”.  Os motivos: 

UBS fechadas e superlotação nas unidades básicas de saúde;
Aumento do transporte público; 
Descontos indevidos na folha de pagamento dos educadores e diversos servidores de outras áreas;

Continuidade do fornecimento das Marmitex de péssima qualidade (e até com larvas) servidas aos servidores; 

Mudança arbitrária na concessão do Vale-Transporte feita sem diálogo com o Sindicato;
Tentativa de mudança da Assistência médica que levaria a uma precarização total;
Na educação, projetos que colocam em risco a qualidade da educação das escolas municipais;

Mau uso do dinheiro da educação;
Obras paradas, filas e falta de remédios.

E o descontentamento mais recente é a falta de valorização nos salários e o pagamento do retroativo para o funcionalismo andreense – promessa feita por Paulo Serra na campanha salarial passada.

Essa é a verdadeira face do Governo Paulo Serra que tem maquiado a “realidade” com gastos exorbitantes em publicidade. Recursos que, por exemplo, poderiam ser gastos para amenizar o caos na Saúde pública e valorizar os servidores.

Por isso, é hora de mobilizar, ir pra rua, protestar contra esses descasos. A nossa unidade neste momento é fundamental para avançarmos na nossa pauta de reivindicações, construindo um Acordo de Coletivo de Trabalho digno para todos os servidores andreenses.

O Sindicato orienta que neste momento é importante intensificar a luta e a resistência. Sua participação na assembleias e nos atos convocados do Sindicato é fundamental!

Título: Servidores de Santo André reprovam contraproposta do governo, Conteúdo: Os servidores e servidoras endureceram o “tom” na assembleia da campanha salarial realizada na noite de sexta-feira (11), na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, em Santo André.  Os trabalhadores estão indignados com a posição intransigente do Paço que, após quatro longas e tensas rodadas de negociação com o Sindserv Santo André, não avançou na pauta dos trabalhadores e insiste em pagar nos salários e demais benefícios econômicos somente 2,68% (reposição da inflação calculada pelo IPCA dos 12 meses da data-base 1º de abril).  A Prefeitura também negou a proposta do Sindserv, aprovada na última assembleia, de reajustar os salários e demais benefícios pelo índice de 3,07% (reposição da inflação calculada pelo IPC/DI- FGV) além da incorporação de R$ 100,00 nos salários (proposta que contemplaria o retroativo da campanha salarial do ano passado. Vale lembrar que Paulo Serra, do PSDB, assumiu o compromisso em pagar na campanha deste ano). Os trabalhadores reforçaram que a contraproposta da Prefeitura é prejudicial, porque não repõe as perdas salariais e além do mais os aumentos nos preços do gás de cozinha, aluguel, refeição, gasolina e transporte pesam no bolso do servidor.  “Temos colegas que ganham um salário que não consegue nem pagar alimentação. Vamos intensificar nossa luta por uma valorização digna nos nossos salários para que possamos sustentar nossas famílias”, argumentaram vários trabalhadores na assembleia. O Paço negou a reivindicação dos trabalhadores, alegando “dificuldade financeira” nas contas da Prefeitura.  Alguns avanços, embora não contemplem todos os trabalhadores, foram o aumento na cesta básica para R$ 110,00, que será estendido até a tabela 6 (beneficiará cerca de 5 mil servidores); o pagamento de cursos do Sest/Senat e exame toxicológico para os motoristas e o reconhecimento da aposentaria especial para os trabalhadores com deficiência física. Proposta rejeitada Por unanimidade, os servidores reprovaram na assembleia a contraproposta do Paço e aprovaram um plano de mobilização permanente, que será definido na próxima assembleia do dia 17 de maio (quinta-feira), às 17h30, no Paço Municipal. Sem servidor, a cidade para! Paulo Serra assumiu a prefeitura de Santo André em 2017 com o compromisso de “recuperar o orgulho do andreense” e com isso propôs um choque de gestão na cidade.  Pois é, completou-se 1 ano de mandato e apenas o que se constatou foi o aumento da desaprovação de seu governo. Os servidores e a população de Santo André não têm razões para se “orgulhar”.  Os motivos:  UBS fechadas e superlotação nas unidades básicas de saúde; Aumento do transporte público;  Descontos indevidos na folha de pagamento dos educadores e diversos servidores de outras áreas; Continuidade do fornecimento das Marmitex de péssima qualidade (e até com larvas) servidas aos servidores;  Mudança arbitrária na concessão do Vale-Transporte feita sem diálogo com o Sindicato; Tentativa de mudança da Assistência médica que levaria a uma precarização total; Na educação, projetos que colocam em risco a qualidade da educação das escolas municipais; Mau uso do dinheiro da educação; Obras paradas, filas e falta de remédios. E o descontentamento mais recente é a falta de valorização nos salários e o pagamento do retroativo para o funcionalismo andreense – promessa feita por Paulo Serra na campanha salarial passada. Essa é a verdadeira face do Governo Paulo Serra que tem maquiado a “realidade” com gastos exorbitantes em publicidade. Recursos que, por exemplo, poderiam ser gastos para amenizar o caos na Saúde pública e valorizar os servidores. Por isso, é hora de mobilizar, ir pra rua, protestar contra esses descasos. A nossa unidade neste momento é fundamental para avançarmos na nossa pauta de reivindicações, construindo um Acordo de Coletivo de Trabalho digno para todos os servidores andreenses. O Sindicato orienta que neste momento é importante intensificar a luta e a resistência. Sua participação na assembleias e nos atos convocados do Sindicato é fundamental!



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