Seminário em Sorocaba debate impactos da reforma trabalhista na vida das mulheres

Evento do Sindicato do Vestuário contou ainda com palestra sobre violência contra a mulher

Escrito por: STI Vestuário de Sorocaba • Publicado em: 13/03/2018 - 14:46 Escrito por: STI Vestuário de Sorocaba Publicado em: 13/03/2018 - 14:46

Diego Orejuela

O Sindicatos dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Sorocaba e Região realizou, nesta segunda-feira, 12, um Seminário com participação de mais de cem pessoas no qual foram debatidos os impactos da reforma trabalhista na vida e no trabalho das mulheres. A programação, que compôs a Jornada Estadual de Luta das Mulheres em Defesa da Democracia e dos Direitos, contou ainda com uma palestra sobre violência contra a mulher e uma oficina de autodefesa para mulheres, coordenada pelo Movimento Empodere-se.

A desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho Dra. Ivani Contini Bramante, falou sobre diversos pontos contidos na nova legislação trabalhista e seus impactos específicos para a mulher trabalhadora. Em sua palestra, a magistrada tratou de explicar o quanto a reforma trabalhista retrocede nos direitos específicos das trabalhadoras. Questões como isonomia, discriminação, diferença de salários, licença gestante, estabilidade das trabalhadoras grávidas e condições análogas, licença paternidade, proteção no mercado de trabalho, trabalho insalubre, intervalos para amamentação, dentre outros pontos foram esclarecidos em sua palestra. “A nova legislação representa um grande retrocesso nos direitos da mulher trabalhadora. Mais do que isso: existem pontos que afrontam nossa Constituição”, concluiu a desembargadora. 

Violência contra a mulher

A presidenta do Conselho dos Direitos a Mulher de Sorocaba, Dra. Emanuela Oliveira de Almeida Barros dialogou com o público sobre as diversas formas de violência sofrida diariamente pelas mulheres e os índices assustadores de feminicídios no Brasil, no Estado de São Paulo e na região de Sorocaba.

Logo após a palestra, o público participou de uma oficina de autodefesa. “O empoderamento das mulheres deve se dar em todos os níveis, inclusive na percepção de que o nosso corpo é capaz de se defender”, afirmou Paula Proença, presidenta do Sindicato.

Márcia Viana, diretora do Sindicato e Secretária Estadual da Mulher Trabalhadora da CUT-SP, falou da Jornada promovida pela Central Única dos Trabalhadores e da importância das iniciativas locais para a construção do debate de uma agenda de luta sobre a pauta das mulheres. “Cada sindicato tem o papel de desenvolver ações junto às suas bases para a promoção da igualdade entre homens e mulheres, mas ações conjuntas são essenciais para que todos e todas se empenhem para a construção de uma nova consciência social, sem machismo, sem homofobia, sem racismo e livre de todas as formas de preconceito”, ressaltou a sindicalista.

Título: Seminário em Sorocaba debate impactos da reforma trabalhista na vida das mulheres, Conteúdo: O Sindicatos dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Sorocaba e Região realizou, nesta segunda-feira, 12, um Seminário com participação de mais de cem pessoas no qual foram debatidos os impactos da reforma trabalhista na vida e no trabalho das mulheres. A programação, que compôs a Jornada Estadual de Luta das Mulheres em Defesa da Democracia e dos Direitos, contou ainda com uma palestra sobre violência contra a mulher e uma oficina de autodefesa para mulheres, coordenada pelo Movimento Empodere-se. A desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho Dra. Ivani Contini Bramante, falou sobre diversos pontos contidos na nova legislação trabalhista e seus impactos específicos para a mulher trabalhadora. Em sua palestra, a magistrada tratou de explicar o quanto a reforma trabalhista retrocede nos direitos específicos das trabalhadoras. Questões como isonomia, discriminação, diferença de salários, licença gestante, estabilidade das trabalhadoras grávidas e condições análogas, licença paternidade, proteção no mercado de trabalho, trabalho insalubre, intervalos para amamentação, dentre outros pontos foram esclarecidos em sua palestra. “A nova legislação representa um grande retrocesso nos direitos da mulher trabalhadora. Mais do que isso: existem pontos que afrontam nossa Constituição”, concluiu a desembargadora.  Violência contra a mulher A presidenta do Conselho dos Direitos a Mulher de Sorocaba, Dra. Emanuela Oliveira de Almeida Barros dialogou com o público sobre as diversas formas de violência sofrida diariamente pelas mulheres e os índices assustadores de feminicídios no Brasil, no Estado de São Paulo e na região de Sorocaba. Logo após a palestra, o público participou de uma oficina de autodefesa. “O empoderamento das mulheres deve se dar em todos os níveis, inclusive na percepção de que o nosso corpo é capaz de se defender”, afirmou Paula Proença, presidenta do Sindicato. Márcia Viana, diretora do Sindicato e Secretária Estadual da Mulher Trabalhadora da CUT-SP, falou da Jornada promovida pela Central Única dos Trabalhadores e da importância das iniciativas locais para a construção do debate de uma agenda de luta sobre a pauta das mulheres. “Cada sindicato tem o papel de desenvolver ações junto às suas bases para a promoção da igualdade entre homens e mulheres, mas ações conjuntas são essenciais para que todos e todas se empenhem para a construção de uma nova consciência social, sem machismo, sem homofobia, sem racismo e livre de todas as formas de preconceito”, ressaltou a sindicalista.



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