Rádio e TV: negociações da Campanha Salarial recomeçam dia 9

Preservar Convenção Coletiva é prioridade diante da ameaça de retirada de direitos

Escrito por: Flaviana Serafim - Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo • Publicado em: 08/01/2018 - 16:42 Escrito por: Flaviana Serafim - Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo Publicado em: 08/01/2018 - 16:42

A Campanha Salarial de Rádio e TV 2017-2018 prossegue no próximo dia 9 de janeiro (terça-feira), quando ocorre a quinta rodada de negociação em reunião do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), na sede do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo (Sertesp), na região oeste da capital paulista.

Nas quatro primeiras rodadas, entre novembro e dezembro passado, a prioridade da bancada dos jornalistas foi a defesa das cláusulas já existentes na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para preservar as garantias construídas pelos profissionais ao longo de anos, além da luta pela  reposição das perdas sofridas nos salários e benefícios porque o reajuste do período entre 2014 e 2016 ficou abaixo da inflação.  

Na quarta rodada, no último dia 18 de dezembro, os patrões propuseram um reajuste salarial de 2,5%, percentual que repõe a inflação de 1,95% (INPC) acumulada desde a última base, em 1º de dezembro, com 0,5% de aumento real. Porém, a proposta dos empresários está distante dos 5,7% de perdas acumuladas nas campanhas anteriores.

Por isso, a contraproposta dos jornalistas foi repor as perdas em duas vezes, com reajuste dos itens da pauta econômica em 2,5%  referentes a 2017 e mais 1,95% em 2018, proposta que está em avaliação pelos empresários.

Para a direção do SJSP, os empresários estão se aproveitando da reforma trabalhista para promover uma ampla retirada de direitos da CCT, entre os quais: o fim quinquênio, que corresponde ao acréscimo de 3% do salário a cada cinco anos; a substituição da diária de viagem por controle da jornada com pagamento simples da hora extra; a possibilidade de indenizar e demitir a jornalista após a licença-maternidade, acabando com a estabilidade da gestante; fim da estabilidade provisória e do salário adicional a quem se aposentar. Diante do quadro, a manutenção da CCT continua prioritária nas negociações, segundo os sindicalistas.

Com o intuito de apresentar os detalhes das negociações à categoria, o SJSP organizou um documento e planeja realizar assembleias em todo o estado paulista na semana entre os dias 8 e 12 de janeiro. Outras notícias e informações da Campanha Salarial de Rádio e TV também estão disponíveis clicando aqui.

A sexta rodada de negociação está prevista para 16 de janeiro, na sede do Sertesp.

Título: Rádio e TV: negociações da Campanha Salarial recomeçam dia 9, Conteúdo: A Campanha Salarial de Rádio e TV 2017-2018 prossegue no próximo dia 9 de janeiro (terça-feira), quando ocorre a quinta rodada de negociação em reunião do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), na sede do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo (Sertesp), na região oeste da capital paulista. Nas quatro primeiras rodadas, entre novembro e dezembro passado, a prioridade da bancada dos jornalistas foi a defesa das cláusulas já existentes na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para preservar as garantias construídas pelos profissionais ao longo de anos, além da luta pela  reposição das perdas sofridas nos salários e benefícios porque o reajuste do período entre 2014 e 2016 ficou abaixo da inflação.   Na quarta rodada, no último dia 18 de dezembro, os patrões propuseram um reajuste salarial de 2,5%, percentual que repõe a inflação de 1,95% (INPC) acumulada desde a última base, em 1º de dezembro, com 0,5% de aumento real. Porém, a proposta dos empresários está distante dos 5,7% de perdas acumuladas nas campanhas anteriores. Por isso, a contraproposta dos jornalistas foi repor as perdas em duas vezes, com reajuste dos itens da pauta econômica em 2,5%  referentes a 2017 e mais 1,95% em 2018, proposta que está em avaliação pelos empresários. Para a direção do SJSP, os empresários estão se aproveitando da reforma trabalhista para promover uma ampla retirada de direitos da CCT, entre os quais: o fim quinquênio, que corresponde ao acréscimo de 3% do salário a cada cinco anos; a substituição da diária de viagem por controle da jornada com pagamento simples da hora extra; a possibilidade de indenizar e demitir a jornalista após a licença-maternidade, acabando com a estabilidade da gestante; fim da estabilidade provisória e do salário adicional a quem se aposentar. Diante do quadro, a manutenção da CCT continua prioritária nas negociações, segundo os sindicalistas. Com o intuito de apresentar os detalhes das negociações à categoria, o SJSP organizou um documento e planeja realizar assembleias em todo o estado paulista na semana entre os dias 8 e 12 de janeiro. Outras notícias e informações da Campanha Salarial de Rádio e TV também estão disponíveis clicando aqui. A sexta rodada de negociação está prevista para 16 de janeiro, na sede do Sertesp.



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