Prefeitura aposta em modelo proibicionista e truculento na cracolândia

Governo utiliza métodos que só fazem os usuários se espalharem pelas ruas do entorno

Escrito por: Sindicato dos Psicólogos de São Paulo • Publicado em: 13/04/2018 - 14:25 Escrito por: Sindicato dos Psicólogos de São Paulo Publicado em: 13/04/2018 - 14:25

Alan White/ Fotos Públicas

A gestão tucana na prefeitura de São Paulo, antes com João Doria Júnior e agora com Bruno Covas, vem patrocinando retrocessos nas políticas de redução de danos enquanto estratégia de cuidado com os usuários e frequentadores da região da cracolândia.

Ao contrário do caminho que vinha sendo tomado pela gestão do ex-prefeito Fernando Haddad, focado na recuperação das pessoas em situação de vulnerabilidade por meio de emprego e respeitos aos seus direitos, o governo Doria/Covas vem utilizando métodos truculentos, por meio da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar, que só fazem os usuários se espalharem pelas ruas do entorno.

O mais novo golpe é o fechamento dos hotéis conveniados do programa De Braços Abertos, com o argumento de que eles se encontravam em condições insalubres. Ao invés do simples fechamento, que deixa dezenas de famílias sem ter pra onde ir, a prefeitura deveria, junto com as Organizações Sociais, fiscalizar e garantir condições dignas. Agora os moradores estão sendo realocados para Centros Temporários de Acolhimento, que são equipamentos muito diferentes dos hotéis, de caráter transitório e com acomodações coletivas, rompendo com o projeto de respeito à singularidade como premissa para reabilitação dos usuários.

A Defensoria Pública de São Paulo conseguiu uma grande vitória no último dia 3/04, quando o juiz Randolfo Ferraz de Campos ordenou que a prefeitura reabrisse os dois hotéis que foram fechados na região da Luz. Acontece que a prefeitura já conseguiu cassar essa liminar até o dia 9/5.

Por fim, o SinPsi acredita que o De Braços Abertos deve ser ampliado e melhorado, e não simplesmente destruído. Defendemos a volta integral dos hotéis, com o devido acompanhamento de profissionais da psicologia no território para o exercício da psicologia com compromisso social e defesa dos Direitos Humanos.

Direção do Sindicato dos Psicólogos de São Paulo

Título: Prefeitura aposta em modelo proibicionista e truculento na cracolândia, Conteúdo: A gestão tucana na prefeitura de São Paulo, antes com João Doria Júnior e agora com Bruno Covas, vem patrocinando retrocessos nas políticas de redução de danos enquanto estratégia de cuidado com os usuários e frequentadores da região da cracolândia. Ao contrário do caminho que vinha sendo tomado pela gestão do ex-prefeito Fernando Haddad, focado na recuperação das pessoas em situação de vulnerabilidade por meio de emprego e respeitos aos seus direitos, o governo Doria/Covas vem utilizando métodos truculentos, por meio da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar, que só fazem os usuários se espalharem pelas ruas do entorno. O mais novo golpe é o fechamento dos hotéis conveniados do programa De Braços Abertos, com o argumento de que eles se encontravam em condições insalubres. Ao invés do simples fechamento, que deixa dezenas de famílias sem ter pra onde ir, a prefeitura deveria, junto com as Organizações Sociais, fiscalizar e garantir condições dignas. Agora os moradores estão sendo realocados para Centros Temporários de Acolhimento, que são equipamentos muito diferentes dos hotéis, de caráter transitório e com acomodações coletivas, rompendo com o projeto de respeito à singularidade como premissa para reabilitação dos usuários. A Defensoria Pública de São Paulo conseguiu uma grande vitória no último dia 3/04, quando o juiz Randolfo Ferraz de Campos ordenou que a prefeitura reabrisse os dois hotéis que foram fechados na região da Luz. Acontece que a prefeitura já conseguiu cassar essa liminar até o dia 9/5. Por fim, o SinPsi acredita que o De Braços Abertos deve ser ampliado e melhorado, e não simplesmente destruído. Defendemos a volta integral dos hotéis, com o devido acompanhamento de profissionais da psicologia no território para o exercício da psicologia com compromisso social e defesa dos Direitos Humanos. Direção do Sindicato dos Psicólogos de São Paulo



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