Povos Indígenas que lutam por um Espaço Cultural em Osasco têm apoio da subsede da CUT

Comunidade originária que vive no município reivindica área específica há sete anos

Escrito por: Vanessa Ramos - CUT São Paulo • Publicado em: 01/02/2013 - 11:32 Escrito por: Vanessa Ramos - CUT São Paulo Publicado em: 01/02/2013 - 11:32

Participantes da reunião da última segunda-feira (28) - Foto: Vanessa Ramos - SECOM CUT/SPParticipantes da reunião da última segunda-feira (28) - Foto: Vanessa Ramos - SECOM CUT/SP

A Subsede da CUT/SP em Osasco se reuniu, na última segunda-feira (28), junto a outros representantes do Fórum Permanente Intersetorial Indígena do município, com o coordenador de Extensão e de Gestão Ambiental Urbana, Marco Aurélio, do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. A atividade ocorreu na regional do Sindicato dos Bancários, localizada à Rua Presidente Castelo Branco, nº 150, no centro osasquense.

O Espaço de Referência dos Povos Indígenas, reivindicado pelas comunidades tradicionais do município há sete anos, foi o assunto do dia. As representantes indígenas, Ednalva Eufrozina e Alaíde Xavier Feitoza, do povo Pankararé, estiveram presentes e ressaltaram o sonho antigo de ter um centro cultural. “Queremos ver as construções se iniciarem no Parque Jardim Bonança”, afirmaram.

O sonho de ter uma área específica, onde possam realizar suas atividades culturais, dentre as quais a produção de artesanatos, a dança do Toré e os cantos tradicionais - sempre esteve marcado pela perspectiva de transmissão da cultura e da tradição às crianças, aos adolescentes e aos mais jovens. “Vamos ter aqui na cidade o nosso Poró”, disse Alaíde. Para os Pankararé, este lugar é uma espécie de casa onde os indígenas evocam as forças espirituais e fazem as suas rezas tradicionais.

Segundo Marco Aurélio, o Centro Universitário Belas Artes está disposto a elaborar o projeto para o Espaço de Referência dos Povos Indígenas em apoio aos Pankararé de Osasco, sem nenhum custo. “É preciso, contudo, que tenhamos as orientações do Fórum Intersetorial Indígena, bem como a permissão da prefeitura para isso”, ressaltou o representante.

Para o coordenador da subsede da CUT/SP em Osasco, Valdir Fernandes, o Tafarel, “a reunião é um marco fantástico do envolvimento das entidades neste projeto”, disse. Além do apoio necessário do prefeito eleito Jorge Lapas (PT), Tafarel destaca que a contribuição da escola Belas Artes será fundamental. “Por ser uma instituição conceituada na área, o Espaço de Referência servirá no futuro como um equipamento para as organizações sociais e para o incentivo do turismo”, concluiu.

Histórico

O Povo Pankararé é originário do nordeste da Bahia, da região desértica do Raso da Catarina. Sua vinda para São Paulo e municípios próximos em busca de trabalho começou na época da seca de 1955. Desde então, um constante fluxo migratório se dá entre o seu território de origem e a região metropolitana de São Paulo.

Na capital paulista, os Pankararé moram, sobretudo, em bairros da Zona Leste e nos municípios de Osasco e Guarulhos, com cerca de 600 pessoas. Em Osasco, há uma nucleação de 38 famílias Pankararé que vivem nos bairros periféricos, dentre eles Jardim Aliança, Jardim Bonança, Jardim Helena Maria, Jardim Munhoz, Jardim D’Ávila, Jardim Mutinga entre outros.

Título: Povos Indígenas que lutam por um Espaço Cultural em Osasco têm apoio da subsede da CUT, Conteúdo: A Subsede da CUT/SP em Osasco se reuniu, na última segunda-feira (28), junto a outros representantes do Fórum Permanente Intersetorial Indígena do município, com o coordenador de Extensão e de Gestão Ambiental Urbana, Marco Aurélio, do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. A atividade ocorreu na regional do Sindicato dos Bancários, localizada à Rua Presidente Castelo Branco, nº 150, no centro osasquense. O Espaço de Referência dos Povos Indígenas, reivindicado pelas comunidades tradicionais do município há sete anos, foi o assunto do dia. As representantes indígenas, Ednalva Eufrozina e Alaíde Xavier Feitoza, do povo Pankararé, estiveram presentes e ressaltaram o sonho antigo de ter um centro cultural. “Queremos ver as construções se iniciarem no Parque Jardim Bonança”, afirmaram. O sonho de ter uma área específica, onde possam realizar suas atividades culturais, dentre as quais a produção de artesanatos, a dança do Toré e os cantos tradicionais - sempre esteve marcado pela perspectiva de transmissão da cultura e da tradição às crianças, aos adolescentes e aos mais jovens. “Vamos ter aqui na cidade o nosso Poró”, disse Alaíde. Para os Pankararé, este lugar é uma espécie de casa onde os indígenas evocam as forças espirituais e fazem as suas rezas tradicionais. Segundo Marco Aurélio, o Centro Universitário Belas Artes está disposto a elaborar o projeto para o Espaço de Referência dos Povos Indígenas em apoio aos Pankararé de Osasco, sem nenhum custo. “É preciso, contudo, que tenhamos as orientações do Fórum Intersetorial Indígena, bem como a permissão da prefeitura para isso”, ressaltou o representante. Para o coordenador da subsede da CUT/SP em Osasco, Valdir Fernandes, o Tafarel, “a reunião é um marco fantástico do envolvimento das entidades neste projeto”, disse. Além do apoio necessário do prefeito eleito Jorge Lapas (PT), Tafarel destaca que a contribuição da escola Belas Artes será fundamental. “Por ser uma instituição conceituada na área, o Espaço de Referência servirá no futuro como um equipamento para as organizações sociais e para o incentivo do turismo”, concluiu. Histórico O Povo Pankararé é originário do nordeste da Bahia, da região desértica do Raso da Catarina. Sua vinda para São Paulo e municípios próximos em busca de trabalho começou na época da seca de 1955. Desde então, um constante fluxo migratório se dá entre o seu território de origem e a região metropolitana de São Paulo. Na capital paulista, os Pankararé moram, sobretudo, em bairros da Zona Leste e nos municípios de Osasco e Guarulhos, com cerca de 600 pessoas. Em Osasco, há uma nucleação de 38 famílias Pankararé que vivem nos bairros periféricos, dentre eles Jardim Aliança, Jardim Bonança, Jardim Helena Maria, Jardim Munhoz, Jardim D’Ávila, Jardim Mutinga entre outros.



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