Mulheres da CUT vão ocupar Brasília no próximo dia 24

Sindicalistas reforçam que só a unidade e a luta podem barrar retrocessos

Escrito por: Érica Aragão - CUT Nacional • Publicado em: 17/05/2017 - 12:36 Escrito por: Érica Aragão - CUT Nacional Publicado em: 17/05/2017 - 12:36

Roberto Parizotti / CUT Da esquerda pra direita: Mara Feltes, Eleonora Menecucci, Junéia Martins e Carmen Foro

“Temos provas e convicções de que nós mulheres somos capazes de reverter processos conservadores da história do Brasil e do mundo”. A afirmação foi feita pela ex-ministra da Secretaria de Políticas das Mulheres, Eleonora Menicucci, na tarde desta terça-feira (16), na sede da CUT em São Paulo, em reunião do Coletivo Nacional de Mulheres da CUT.

Eleonora provocou as sindicalistas dizendo que “precisamos transformar nossa indignação em luta e as mulheres precisam dizer não para a consolidação do golpe que está em curso”. A ex-ministra refere-se ao desmonte das políticas sociais e dos direitos, duramente conquistados, que o governo ilegítimo do Michel Temer tem feito desde que tiraram a presidenta Dilma Rousseff do cargo, há um ano.

Eleonora lembra que as “mulheres sempre foram protagonistas na resistência ao golpe e tem papel fundamental na luta pela democracia e pelo Estado de direito”.

As mulheres CUTistas discutiram a participação delas no Ocupa Brasília, no próximo dia 24/05. para barrar os desmontes em curso: as reformas da Previdência e trabalhistas, que podem ser votadas na próxima semana, no Congresso nacional. Foto: Roberto Parizotti Foto: Roberto Parizotti

“Estes projetos são ataques ao modelo democrático de Estado que estava em curso nos últimos anos, o que estão implantando agora é um Estado de exceção, no qual se organiza de outra forma: na retirada de direitos e a repressão”, disse a vice-presidenta da CUT, Carmen Foro.

Carmen lembrou do roteiro de desmontes que o governo ilegítimo vem construindo e destaca a máquina de manipulação da imprensa, “massacrando a população com propagandas enganosas sobre as reformas e os outros projetos que desmontam o Estado”, em alusão à privatização geral que o projeto Temer está colocando em prática.

A vice-presidenta da CUT alertou sobre a criminalização da política que a mídia também promove, com ajuda de Temer e seus aliados. “Eles vendem que a política não presta, mas não largam o osso. Eles querem ter o controle do Estado brasileiro”, analisou Carmen.

Ela frisou que são as mulheres que mais sofrem com todo esse desmonte do Estado e destacou o papel fundamental da CUT em todo o processo de enfrentamento. “Nós temos a tarefa maior de convencer a sociedade de que só com a luta, a unidade e a resistência poderão reverter o atual momento político”, completou.

A secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Junéia Martins Batista, disse da importância do encontro das sindicalistas nesse processo. “As mulheres serão as mais prejudicadas com todos esses desmontes. Como disse Simone Beauvoir, basta uma crise política, econômica e religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados”.

A dirigente citou exemplos de outros países que superaram crises parecidas com o que o Brasil está passando e disse como foi que saíram destes momentos tão difíceis.  “Só com uma Frente Ampla Progressista é que teremos a esperança de reconquistarmos a democracia no nosso país”.

Título: Mulheres da CUT vão ocupar Brasília no próximo dia 24, Conteúdo: “Temos provas e convicções de que nós mulheres somos capazes de reverter processos conservadores da história do Brasil e do mundo”. A afirmação foi feita pela ex-ministra da Secretaria de Políticas das Mulheres, Eleonora Menicucci, na tarde desta terça-feira (16), na sede da CUT em São Paulo, em reunião do Coletivo Nacional de Mulheres da CUT. Eleonora provocou as sindicalistas dizendo que “precisamos transformar nossa indignação em luta e as mulheres precisam dizer não para a consolidação do golpe que está em curso”. A ex-ministra refere-se ao desmonte das políticas sociais e dos direitos, duramente conquistados, que o governo ilegítimo do Michel Temer tem feito desde que tiraram a presidenta Dilma Rousseff do cargo, há um ano. Eleonora lembra que as “mulheres sempre foram protagonistas na resistência ao golpe e tem papel fundamental na luta pela democracia e pelo Estado de direito”. As mulheres CUTistas discutiram a participação delas no Ocupa Brasília, no próximo dia 24/05. para barrar os desmontes em curso: as reformas da Previdência e trabalhistas, que podem ser votadas na próxima semana, no Congresso nacional. “Estes projetos são ataques ao modelo democrático de Estado que estava em curso nos últimos anos, o que estão implantando agora é um Estado de exceção, no qual se organiza de outra forma: na retirada de direitos e a repressão”, disse a vice-presidenta da CUT, Carmen Foro. Carmen lembrou do roteiro de desmontes que o governo ilegítimo vem construindo e destaca a máquina de manipulação da imprensa, “massacrando a população com propagandas enganosas sobre as reformas e os outros projetos que desmontam o Estado”, em alusão à privatização geral que o projeto Temer está colocando em prática. A vice-presidenta da CUT alertou sobre a criminalização da política que a mídia também promove, com ajuda de Temer e seus aliados. “Eles vendem que a política não presta, mas não largam o osso. Eles querem ter o controle do Estado brasileiro”, analisou Carmen. Ela frisou que são as mulheres que mais sofrem com todo esse desmonte do Estado e destacou o papel fundamental da CUT em todo o processo de enfrentamento. “Nós temos a tarefa maior de convencer a sociedade de que só com a luta, a unidade e a resistência poderão reverter o atual momento político”, completou. A secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Junéia Martins Batista, disse da importância do encontro das sindicalistas nesse processo. “As mulheres serão as mais prejudicadas com todos esses desmontes. Como disse Simone Beauvoir, basta uma crise política, econômica e religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados”. A dirigente citou exemplos de outros países que superaram crises parecidas com o que o Brasil está passando e disse como foi que saíram destes momentos tão difíceis.  “Só com uma Frente Ampla Progressista é que teremos a esperança de reconquistarmos a democracia no nosso país”.



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