Mídia internacional dá voz à CUT e repercute perdas de direitos no Brasil

Central no estado de São Paulo é fonte de reportagens pelo mundo

Escrito por: Rafael Silva e Vanessa Ramos - CUT São Paulo • Publicado em: 19/05/2017 - 16:10 Escrito por: Rafael Silva e Vanessa Ramos - CUT São Paulo Publicado em: 19/05/2017 - 16:10

Reprodução/Al Jazeera

Os movimentos sindical e sociais permanecerão nas ruas do país até que ocorra a saída do ilegítimo presidente da República. A luta neste momento se dá pelas diretas já e, mais do que nunca, há um entendimento de que Michel Temer (PMDB) teve conhecimento e até mesmo incentivou a mesada para silenciar Eduardo Cunha, o que significa que queriam evitar o avanço das investigações da Operação Lava Jato e o que explica o golpe dado para tirar a presidenta eleita Dilma Rousseff.

Em todo estado de São Paulo, atos estão programados até o final de maio. Outra bandeira é a revogação das reformas trabalhista e previdenciária, enfrentamento feito em todo Brasil para que direitos conquistados ao longo dos últimos anos não sejam retirados, a exemplo do que tem sido feito por parlamentares favoráveis ao golpe.

A CUT, assim como tantas outras entidades, está na linha de frente desta batalha provando com atos, paralisações e greves gerais sua capacidade de mobilização. Em todo país, São Paulo é um estado representativo, um dos principais centros da economia. E, no meio de toda esta luta, os veículos internacionais estão presentes.

Durante a greve geral do dia 28 de abril, uma das maiores da história do Brasil, os veículos de comunicação tradicionais do país orquestraram uma narrativa de ataque ao movimento da classe trabalhadora que paralisou o país naquela sexta-feira. Além da imprensa alternativa, coube à mídia internacional apresentar para o mundo esse momento de luta que mobilizou mais de 40 milhões de trabalhadores.

Dirigentes da CUT-SP foram entrevistados por esses veículos para mostrar o quanto as medidas do governo golpista de Michel Temer prejudicam a população brasileira, sobretudo a mais pobre.

Na Argentina, o site Pátria Grande fez uma entrevista com o presidente da Central estadual, Douglas Izzo, com um balanço da greve. A publicação mostrou a marcha promovida pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo até a casa de Temer, em São Paulo, e valorizou a paralisação por seu tamanho. “Foi uma jornada de greve histórica também contra o atual sistema político, totalmente deslegitimado pelos numerosos casos de corrupção”, aponta trecho do texto.

Já no site de língua inglesa The Dawn, que traz notícias do campo popular, o dirigente também foi entrevistado e destacou que a greve geral ocorreu no ano do centenário de uma greve em São Paulo que garantiu importantes conquistas aos trabalhadores da época. Ressaltou, ainda, a unidade da mobilização deste ano. “Hoje somos protagonistas da primeira greve geral brasileira do século XXI, que conseguiu reunir todas as categorias de trabalhadores, das áreas rurais e urbanas, do setor privado e do setor público”, disse.

Na China, o secretário-geral da CUT-SP, João Cayres, foi entrevistado pela CCTV, maior rede de televisão do país, para falar sobre as perdas de direitos promovidas pelo governo golpista.

Ainda na Ásia, a Al Jazeera, mais importante rede de comunicação do mundo árabe, elaborou a matéria Thousands of Brazilians to take part in protest against labour law reform (Milhares de brasileiros participam de protestos contra a reforma trabalhista), que contou com a entrevista do presidente da entidade, Douglas Izzo.

No dia 7 deste mês, a Al Jazeera produziu novamente uma extensa reportagem: Brazil general strike: Behind the media silence (Brasil na greve geral: Por trás do silêncio dos meios de comunicação), falando sobre como a mídia abordou a questão no Brasil. O jornalista contextualizou o golpe ocorrido em 2016 e as constantes insatisfações da população desde então. Na matéria, a secretária de Comunicação da CUT-SP, Adriana Magalhães, disse que, apesar de toda a mídia ter feito a cobertura 24 horas daquele dia, só eram ouvidos representantes do governo e pessoas contrárias ao movimento. “Nossos argumentos para a greve geral nunca foram ouvidos”, ressaltou.

Clique aqui e veja os canais de informações que a CUT-SP recomenda.

Título: Mídia internacional dá voz à CUT e repercute perdas de direitos no Brasil, Conteúdo: Os movimentos sindical e sociais permanecerão nas ruas do país até que ocorra a saída do ilegítimo presidente da República. A luta neste momento se dá pelas diretas já e, mais do que nunca, há um entendimento de que Michel Temer (PMDB) teve conhecimento e até mesmo incentivou a mesada para silenciar Eduardo Cunha, o que significa que queriam evitar o avanço das investigações da Operação Lava Jato e o que explica o golpe dado para tirar a presidenta eleita Dilma Rousseff. Em todo estado de São Paulo, atos estão programados até o final de maio. Outra bandeira é a revogação das reformas trabalhista e previdenciária, enfrentamento feito em todo Brasil para que direitos conquistados ao longo dos últimos anos não sejam retirados, a exemplo do que tem sido feito por parlamentares favoráveis ao golpe. A CUT, assim como tantas outras entidades, está na linha de frente desta batalha provando com atos, paralisações e greves gerais sua capacidade de mobilização. Em todo país, São Paulo é um estado representativo, um dos principais centros da economia. E, no meio de toda esta luta, os veículos internacionais estão presentes. Durante a greve geral do dia 28 de abril, uma das maiores da história do Brasil, os veículos de comunicação tradicionais do país orquestraram uma narrativa de ataque ao movimento da classe trabalhadora que paralisou o país naquela sexta-feira. Além da imprensa alternativa, coube à mídia internacional apresentar para o mundo esse momento de luta que mobilizou mais de 40 milhões de trabalhadores. Dirigentes da CUT-SP foram entrevistados por esses veículos para mostrar o quanto as medidas do governo golpista de Michel Temer prejudicam a população brasileira, sobretudo a mais pobre. Na Argentina, o site Pátria Grande fez uma entrevista com o presidente da Central estadual, Douglas Izzo, com um balanço da greve. A publicação mostrou a marcha promovida pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo até a casa de Temer, em São Paulo, e valorizou a paralisação por seu tamanho. “Foi uma jornada de greve histórica também contra o atual sistema político, totalmente deslegitimado pelos numerosos casos de corrupção”, aponta trecho do texto. Já no site de língua inglesa The Dawn, que traz notícias do campo popular, o dirigente também foi entrevistado e destacou que a greve geral ocorreu no ano do centenário de uma greve em São Paulo que garantiu importantes conquistas aos trabalhadores da época. Ressaltou, ainda, a unidade da mobilização deste ano. “Hoje somos protagonistas da primeira greve geral brasileira do século XXI, que conseguiu reunir todas as categorias de trabalhadores, das áreas rurais e urbanas, do setor privado e do setor público”, disse. Na China, o secretário-geral da CUT-SP, João Cayres, foi entrevistado pela CCTV, maior rede de televisão do país, para falar sobre as perdas de direitos promovidas pelo governo golpista. Ainda na Ásia, a Al Jazeera, mais importante rede de comunicação do mundo árabe, elaborou a matéria Thousands of Brazilians to take part in protest against labour law reform (Milhares de brasileiros participam de protestos contra a reforma trabalhista), que contou com a entrevista do presidente da entidade, Douglas Izzo. No dia 7 deste mês, a Al Jazeera produziu novamente uma extensa reportagem: Brazil general strike: Behind the media silence (Brasil na greve geral: Por trás do silêncio dos meios de comunicação), falando sobre como a mídia abordou a questão no Brasil. O jornalista contextualizou o golpe ocorrido em 2016 e as constantes insatisfações da população desde então. Na matéria, a secretária de Comunicação da CUT-SP, Adriana Magalhães, disse que, apesar de toda a mídia ter feito a cobertura 24 horas daquele dia, só eram ouvidos representantes do governo e pessoas contrárias ao movimento. “Nossos argumentos para a greve geral nunca foram ouvidos”, ressaltou. Clique aqui e veja os canais de informações que a CUT-SP recomenda.



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