Manifestação contra a homofobia fecha a Avenida Paulista

Manifestantes protestam contra discriminação cometida pelo candidato à presidência pelo PRTB

Escrito por: Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil • Publicado em: 01/10/2014 - 00:30 Escrito por: Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil Publicado em: 01/10/2014 - 00:30

Uma manifestação contra a declaração feita pelo candidato à Presidência da República pelo PRTB, Levy Fidelix, fechou na noite dessa terça (30) a Avenida Paulista, região central da cidade de São Paulo. A declaração de Fidelix, ao responder pergunta sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo feita pela candidata Luciana Genro (PSOL) no debate da TV Record, ocorrido domingo (28), foi considerada homofóbica pelos participantes do ato.

O protesto começou com um “beijaço”. Os manifestantes saíram do vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e seguiram, em passeata, até a Praça do Ciclista, na altura da Rua da Consolação.

No debate, o candidato do PRTB classificou o homossexualismo como um distúrbio psicológico. “Esses, que têm esses problemas, sejam atendidos no plano psicológico e afetivo. Mas, bem longe da gente, porque aqui não dá”, disse o candidato. Ele também convocou a sociedade a “enfrentar” as lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT). “Vamos ter coragem, nós somos maioria, vamos enfrentar essa minoria”, disse.

Por causa da declaração, o PSTU, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Lucina Genro entraram com representações contra Fidelix no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PV pediu ao Ministério Público de São Paulo que investigue a conduta do candidato.

Uma das responsáveis pela organização do ato pelas redes sociais, a antropóloga Ana Fiori disse que o “beijaço” é uma forma de afirmar a presença dos homossexuais na sociedade. “A gente tem que combater o ódio com um gesto coletivo de amor, de saída do armário”, disse. Na opinião dela, os candidatos deveriam ter condenado a declaração de Fidelix ainda durante o debate. “Eles têm que parar de fazer corpo mole e encarar mais as questões dos direitos humanos, da não violência, da proteção das minorias”, acrescentou.

Heterossexual, a consultora em sustentabilidade Júlia Drezza disse que se sentiu “violentada” com a declaração do candidato. “Causou-me muito incomodo”, enfatizou. Por isso, participou do protesto para “reafirmar que não existem diferenças. Reafirmar o amor”.

O estudante de arquitetura Eduardo Castanho manifestou a sua indignação com a declaração de Fidelix. “Eu fiquei chocado, enjoado de ouvir aquilo dentro do meu quarto. E com todos os meus amigos foi a mesma coisa, todo mundo ficou meio sem chão”, disse. Para ele, a presença na manifestação é importante para marcar uma posição de repúdio contra esse tipo de pensamento. “Eu acho um absurdo um candidato a presidente do Brasil poder falar aquilo em rede nacional e não ter nenhuma repercussão contra”.

A assessoria de Levy Fidelix não retornou os contatos feitos pela reportagem da Agência Brasil.

Título: Manifestação contra a homofobia fecha a Avenida Paulista, Conteúdo: Uma manifestação contra a declaração feita pelo candidato à Presidência da República pelo PRTB, Levy Fidelix, fechou na noite dessa terça (30) a Avenida Paulista, região central da cidade de São Paulo. A declaração de Fidelix, ao responder pergunta sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo feita pela candidata Luciana Genro (PSOL) no debate da TV Record, ocorrido domingo (28), foi considerada homofóbica pelos participantes do ato. O protesto começou com um “beijaço”. Os manifestantes saíram do vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e seguiram, em passeata, até a Praça do Ciclista, na altura da Rua da Consolação. No debate, o candidato do PRTB classificou o homossexualismo como um distúrbio psicológico. “Esses, que têm esses problemas, sejam atendidos no plano psicológico e afetivo. Mas, bem longe da gente, porque aqui não dá”, disse o candidato. Ele também convocou a sociedade a “enfrentar” as lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT). “Vamos ter coragem, nós somos maioria, vamos enfrentar essa minoria”, disse. Por causa da declaração, o PSTU, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Lucina Genro entraram com representações contra Fidelix no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PV pediu ao Ministério Público de São Paulo que investigue a conduta do candidato. Uma das responsáveis pela organização do ato pelas redes sociais, a antropóloga Ana Fiori disse que o “beijaço” é uma forma de afirmar a presença dos homossexuais na sociedade. “A gente tem que combater o ódio com um gesto coletivo de amor, de saída do armário”, disse. Na opinião dela, os candidatos deveriam ter condenado a declaração de Fidelix ainda durante o debate. “Eles têm que parar de fazer corpo mole e encarar mais as questões dos direitos humanos, da não violência, da proteção das minorias”, acrescentou. Heterossexual, a consultora em sustentabilidade Júlia Drezza disse que se sentiu “violentada” com a declaração do candidato. “Causou-me muito incomodo”, enfatizou. Por isso, participou do protesto para “reafirmar que não existem diferenças. Reafirmar o amor”. O estudante de arquitetura Eduardo Castanho manifestou a sua indignação com a declaração de Fidelix. “Eu fiquei chocado, enjoado de ouvir aquilo dentro do meu quarto. E com todos os meus amigos foi a mesma coisa, todo mundo ficou meio sem chão”, disse. Para ele, a presença na manifestação é importante para marcar uma posição de repúdio contra esse tipo de pensamento. “Eu acho um absurdo um candidato a presidente do Brasil poder falar aquilo em rede nacional e não ter nenhuma repercussão contra”. A assessoria de Levy Fidelix não retornou os contatos feitos pela reportagem da Agência Brasil.



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