"Indústria 4.0 afetará empregos e trabalhadores devem estar no debate"

Modelo utiliza tecnologia avançada, mas traz risco de diminuição dos postos de trabalho

Escrito por: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC • Publicado em: 17/05/2017 - 12:03 Escrito por: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Publicado em: 17/05/2017 - 12:03

Divulgação

O governo federal vai criar um grupo de trabalho para discutir as estratégias do País para a Indústria 4.0 sem a participação dos trabalhadores nem de setores empresariais como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp.

“O governo não chamar os atores que fazem parte do processo produtivo já está errado. A Indústria 4.0 afetará os empregos e postos de trabalho do futuro e, por isso, o debate sobre como os trabalhadores vão se inserir nessa nova configuração precisa ser tratado por nós”, defendeu o CSE na Volks, Wellington Messias Damasceno.

“Se não, perderemos os empregos na indústria mais rápido e não haverá recolo­cação de posto de trabalho”, explicou.

O modelo de Indústria 4.0 utiliza a aplicação de tecnologia avançada na busca por excelência e inteligência nos proces­sos de produção. Preocupa pelo risco de diminuição dos postos de trabalho e pela necessidade de oferta de formação.

“Os metalúrgicos do ABC precisam estar neste debate para reduzir seus efeitos negativos. O próprio sistema de uma má­quina poderá se autocorrigir, por exemplo, e a mão de obra não será mais necessária”, contou.

De acordo com o dirigente, a discussão está mais avançada em países desenvolvi­dos. “Existem propostas sobre a aplicação gradativa dos processos modernos que não criem o baque de uma vez no nível de em­prego. Temos que buscar alternativas neste período, quem é o profissional do futuro e sua qualificação”, disse.

“A defesa do desenvolvimento das novas tecnologias e modernização tem que ser aqui dentro do País, não importar tudo de fora. Os patrões têm uma visão apenas do processo produtivo e competitivo”, continuou.

Apenas representantes do governo, BNDES, Finep, Confederação Nacional da Indústria, Senai, Sebrae e de universidades estão entre os participantes do grupo de trabalho.

Clique aqui e confira a notícia original.

Título: "Indústria 4.0 afetará empregos e trabalhadores devem estar no debate", Conteúdo: O governo federal vai criar um grupo de trabalho para discutir as estratégias do País para a Indústria 4.0 sem a participação dos trabalhadores nem de setores empresariais como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp. “O governo não chamar os atores que fazem parte do processo produtivo já está errado. A Indústria 4.0 afetará os empregos e postos de trabalho do futuro e, por isso, o debate sobre como os trabalhadores vão se inserir nessa nova configuração precisa ser tratado por nós”, defendeu o CSE na Volks, Wellington Messias Damasceno. “Se não, perderemos os empregos na indústria mais rápido e não haverá recolo­cação de posto de trabalho”, explicou. O modelo de Indústria 4.0 utiliza a aplicação de tecnologia avançada na busca por excelência e inteligência nos proces­sos de produção. Preocupa pelo risco de diminuição dos postos de trabalho e pela necessidade de oferta de formação. “Os metalúrgicos do ABC precisam estar neste debate para reduzir seus efeitos negativos. O próprio sistema de uma má­quina poderá se autocorrigir, por exemplo, e a mão de obra não será mais necessária”, contou. De acordo com o dirigente, a discussão está mais avançada em países desenvolvi­dos. “Existem propostas sobre a aplicação gradativa dos processos modernos que não criem o baque de uma vez no nível de em­prego. Temos que buscar alternativas neste período, quem é o profissional do futuro e sua qualificação”, disse. “A defesa do desenvolvimento das novas tecnologias e modernização tem que ser aqui dentro do País, não importar tudo de fora. Os patrões têm uma visão apenas do processo produtivo e competitivo”, continuou. Apenas representantes do governo, BNDES, Finep, Confederação Nacional da Indústria, Senai, Sebrae e de universidades estão entre os participantes do grupo de trabalho. Clique aqui e confira a notícia original.



Informa CUT-SP

Cadastre-se e receba periodicamente
nossos boletins informativos.