Haddad assume compromisso de criar mesa permanente de negociação com servidores

Quando tratamos com respeito o trabalhador ele compactua com um bom argumento. O orçamento também tem que ser transparente e hoje vemos abertura do sindicato para compreender os obstáculos que enfrentamos

Escrito por: flaviana • Publicado em: 09/05/2012 - 10:17 Escrito por: flaviana Publicado em: 09/05/2012 - 10:17

Luiz Carvalho - CUT Nacional

Caso seja eleito, o pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que estabelecerá uma mesa de negociação permanente para dialogar com os funcionários públicos paulistanos.

O compromisso foi uma resposta à cobrança dos servidores da saúde que compareceram à entrevista coletiva organizada pela Rede Brasil Atual na manhã desta segunda-feira (8), no auditório do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Haddad lembrou que o canal de diálogoe, antiga reivindicação dos servidores, ajudou a acabar com as constantes paralisações dos funcionários das universidades federais. ??Quando tratamos com respeito o trabalhador ele compactua com um bom argumento. O orçamento também tem que ser transparente e hoje vemos abertura do sindicato para compreender os obstáculos que enfrentamos?, avaliou.

Durante o encontro, o petista afirmou ainda que sua prioridade será rever a situação dos profissionais da saúde da capital. ??Se não houver atenção básica de média e alta complexidade compatível com São Paulo, não adianta porque não se vai resolver o problema de saúde com aspirina. A gestão atual é uma gestão de aspirina?, disse, referindo-se às ações paliativas da administração Kassab.

Pensamento pequeno

O pré-candidato exemplificou essa visão com as medidas adotadas pela prefeitura para enfrentar os problemas do trânsito. ??Eles aumentam duas pistas na Marginal e em seis meses o congestionamento volta. Aí, restringe caminhão e o trânsito volta a ficar ruim em três meses.?

Ainda sobre a gestão do transporte, ele defendeu um modelo multimodal, de um lado ampliando o investimento na oferta de ônibus e, do outro, cobrando metas mediante o repasse ao Metrô e à CPTM. ??Não consigo ver uma parceria sem um plano de metas. Não basta enviar recursos, precisamos indicar quais são nossas prioridades no transporte sobre trilhos?, definiu.

Haddad propôs ainda estabelecer um modelo de governo baseado na descentralização dos recursos públicos para gerar empregos nos bairros e evitar que os paulistanos precisem se deslocar até o centro.

Ocupação errada, creche e truculência

O processo de ocupação da cidade mereceu críticas. ??Não é verdade que falta terreno, temos 1.500 km ² de território, mas se constrói muito para pouca gente. A lógica construtiva hoje é excludente, não dialoga com a cidade e atende apenas meia dúzia.?

O petista lembrou que o argumento da falta de terreno fez com que a prefeitura paulistana, inclusive, não utilizasse o recurso disponibilizado pelo governo federal para a construção de 72 creches. ??O Plano Diretor não saiu do papel. E, se falta tanto terreno assim, como construímos os CEUS. Não falta espaço, falta gestão?, questionou.

Segundo ele, o atual processo de desocupação da área comercial no centro, formada por ruas como a Santa Ifigênia e a 25 de Março, é um grande equívoco. ??Isso deve se feito em galpões ociosos, regiões degradadas. O que se propõe é uma desvitalização.?

A situação é resultado também da falta de diálogo, comentou Haddad. ??Não temos conselhos de representantes, não há participação popular em nada. Defendemos a descentralização do poder com participação popular. Com controle social não é preciso ter medo da descentralização.?

Ainda na área da educação, ele afirmou que, caso seja eleito, a prefeitura investirá em educação integral, inclusive para abrir o horizonte da cultura. ??E hora de investir pesado para recuperar as expectativas emancipatórias. Queremos muita liberdade de expressão.?

Cultura e tecnologia

Segundo o pré-candidato pelo PT, a promoção da cultura não pode se restringir à Virada Cultural. ??E um evento bacana, mas são apenas 24 horas contra outros 365 dias em que você não enfrenta o problema da falta de acesso à cultura. Queremos apenas isso ou a ocupação de museus, bibliotecas, atividades em parques. Falta planejamento para ampliar o acesso também na periferia.?

Haddad acredita que uma das formas de ocupar os espaços públicos seja utilizar a inclusão digital como instrumento para o contato face a face, oferecendo banda larga gratuita em parques, praças e outros pontos. ??Isso torna a cidade a cidade mais convidativa e segura.? ??Nossa tarefa é mostrar que São Paulo tem solução?, defende.

 
Título: Haddad assume compromisso de criar mesa permanente de negociação com servidores, Conteúdo: Luiz Carvalho - CUT Nacional Caso seja eleito, o pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que estabelecerá uma mesa de negociação permanente para dialogar com os funcionários públicos paulistanos. O compromisso foi uma resposta à cobrança dos servidores da saúde que compareceram à entrevista coletiva organizada pela Rede Brasil Atual na manhã desta segunda-feira (8), no auditório do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Haddad lembrou que o canal de diálogoe, antiga reivindicação dos servidores, ajudou a acabar com as constantes paralisações dos funcionários das universidades federais. ??Quando tratamos com respeito o trabalhador ele compactua com um bom argumento. O orçamento também tem que ser transparente e hoje vemos abertura do sindicato para compreender os obstáculos que enfrentamos?, avaliou. Durante o encontro, o petista afirmou ainda que sua prioridade será rever a situação dos profissionais da saúde da capital. ??Se não houver atenção básica de média e alta complexidade compatível com São Paulo, não adianta porque não se vai resolver o problema de saúde com aspirina. A gestão atual é uma gestão de aspirina?, disse, referindo-se às ações paliativas da administração Kassab. Pensamento pequeno O pré-candidato exemplificou essa visão com as medidas adotadas pela prefeitura para enfrentar os problemas do trânsito. ??Eles aumentam duas pistas na Marginal e em seis meses o congestionamento volta. Aí, restringe caminhão e o trânsito volta a ficar ruim em três meses.? Ainda sobre a gestão do transporte, ele defendeu um modelo multimodal, de um lado ampliando o investimento na oferta de ônibus e, do outro, cobrando metas mediante o repasse ao Metrô e à CPTM. ??Não consigo ver uma parceria sem um plano de metas. Não basta enviar recursos, precisamos indicar quais são nossas prioridades no transporte sobre trilhos?, definiu. Haddad propôs ainda estabelecer um modelo de governo baseado na descentralização dos recursos públicos para gerar empregos nos bairros e evitar que os paulistanos precisem se deslocar até o centro. Ocupação errada, creche e truculência O processo de ocupação da cidade mereceu críticas. ??Não é verdade que falta terreno, temos 1.500 km ² de território, mas se constrói muito para pouca gente. A lógica construtiva hoje é excludente, não dialoga com a cidade e atende apenas meia dúzia.? O petista lembrou que o argumento da falta de terreno fez com que a prefeitura paulistana, inclusive, não utilizasse o recurso disponibilizado pelo governo federal para a construção de 72 creches. ??O Plano Diretor não saiu do papel. E, se falta tanto terreno assim, como construímos os CEUS. Não falta espaço, falta gestão?, questionou. Segundo ele, o atual processo de desocupação da área comercial no centro, formada por ruas como a Santa Ifigênia e a 25 de Março, é um grande equívoco. ??Isso deve se feito em galpões ociosos, regiões degradadas. O que se propõe é uma desvitalização.? A situação é resultado também da falta de diálogo, comentou Haddad. ??Não temos conselhos de representantes, não há participação popular em nada. Defendemos a descentralização do poder com participação popular. Com controle social não é preciso ter medo da descentralização.? Ainda na área da educação, ele afirmou que, caso seja eleito, a prefeitura investirá em educação integral, inclusive para abrir o horizonte da cultura. ??E hora de investir pesado para recuperar as expectativas emancipatórias. Queremos muita liberdade de expressão.? Cultura e tecnologia Segundo o pré-candidato pelo PT, a promoção da cultura não pode se restringir à Virada Cultural. ??E um evento bacana, mas são apenas 24 horas contra outros 365 dias em que você não enfrenta o problema da falta de acesso à cultura. Queremos apenas isso ou a ocupação de museus, bibliotecas, atividades em parques. Falta planejamento para ampliar o acesso também na periferia.? Haddad acredita que uma das formas de ocupar os espaços públicos seja utilizar a inclusão digital como instrumento para o contato face a face, oferecendo banda larga gratuita em parques, praças e outros pontos. ??Isso torna a cidade a cidade mais convidativa e segura.? ??Nossa tarefa é mostrar que São Paulo tem solução?, defende.  



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