Entidades debatem mobilização contra privatização da Loteria Instantânea

Loterias são uma concessão pública que, atualmente, é explorada exclusivamente pela Caixa

Escrito por: Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito de São Paulo • Última modificação: 08/06/2018 - 17:15 • Publicado em: 08/06/2018 - 17:12 Escrito por: Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito de São Paulo Publicado em: 08/06/2018 - 17:12 Última modificação: 08/06/2018 - 17:15

Divulgação

Em reunião realizada na última segunda, representantes de entidades sindicais que compõem o Comitê Estadual de Defesa da Caixa se reuniram para debater formas de mobilizar os trabalhadores e denunciar à sociedade a entrega da concessão da loteria instantânea à iniciativa privada.

As loterias são uma concessão pública que, atualmente, é explorada exclusivamente pela Caixa. Em 2016, dos R$ 12,8 bilhões arrecadados, R$ 6 bilhões, ou 45% do total, foram repassados diretamente a programas sociais, como o financiamento estudantil (FIES), o Fundo Nacional de Cultura, o Fundo Nacional da Saúde, a Seguridade Social, o esporte nacional e o Fundo Penitenciário Nacional. Na loteria instantânea após a privatização, o percentual que será repassado, de acordo com o governo, será de 16,7%, quase dois terços a menos.

O leilão, parte da estratégia de privatista do governo Temer, que já atingiu empresas como a Liquigas, BR Distribuidora e ameaça a Eletrobrás, estava previsto para ocorrer em 14 de junho, foi adiado para 04 de julho. Os grupos interessados têm até o dia 25 de junho para apresentarem suas propostas. 

Pelas regras impostas, empresas estrangeiras deverão disputar a concessão, já que é necessário comprovar experiência na área e a Caixa já anunciou que não deve concorrer. O valor da proposta mínima, de R$ 542 milhões, representa 3,76% do valor do contrato previsto em edital, de R$ 14,4 bilhões.

Título: Entidades debatem mobilização contra privatização da Loteria Instantânea, Conteúdo: Em reunião realizada na última segunda, representantes de entidades sindicais que compõem o Comitê Estadual de Defesa da Caixa se reuniram para debater formas de mobilizar os trabalhadores e denunciar à sociedade a entrega da concessão da loteria instantânea à iniciativa privada. As loterias são uma concessão pública que, atualmente, é explorada exclusivamente pela Caixa. Em 2016, dos R$ 12,8 bilhões arrecadados, R$ 6 bilhões, ou 45% do total, foram repassados diretamente a programas sociais, como o financiamento estudantil (FIES), o Fundo Nacional de Cultura, o Fundo Nacional da Saúde, a Seguridade Social, o esporte nacional e o Fundo Penitenciário Nacional. Na loteria instantânea após a privatização, o percentual que será repassado, de acordo com o governo, será de 16,7%, quase dois terços a menos. O leilão, parte da estratégia de privatista do governo Temer, que já atingiu empresas como a Liquigas, BR Distribuidora e ameaça a Eletrobrás, estava previsto para ocorrer em 14 de junho, foi adiado para 04 de julho. Os grupos interessados têm até o dia 25 de junho para apresentarem suas propostas.  Pelas regras impostas, empresas estrangeiras deverão disputar a concessão, já que é necessário comprovar experiência na área e a Caixa já anunciou que não deve concorrer. O valor da proposta mínima, de R$ 542 milhões, representa 3,76% do valor do contrato previsto em edital, de R$ 14,4 bilhões.