Em todo estado de SP, 360 mil foram às ruas contra a reforma da Previdência

O ato da capital reuniu 250 mil na Paulista; em diversas cidades do interior e litoral ocorreram paralisações, mobilizações e atos

Escrito por: Vanessa Ramos e Rafael Silva - CUT São Paulo • Publicado em: 17/03/2017 - 18:50 Escrito por: Vanessa Ramos e Rafael Silva - CUT São Paulo Publicado em: 17/03/2017 - 18:50

250 mil só na Avenida Paulista - Foto: Carlos Uka250 mil só na Avenida Paulista - Foto: Carlos Uka

A classe trabalhadora de São Paulo amanheceu de braços cruzados na última quarta-feira (15). Na luta por direitos, diversas categorias paralisaram sinalizando ao governo ilegítimo de Michel Temer que o Brasil entrará em greve caso os golpistas avancem com as reformas que retiram direitos trabalhistas e sociais.  

No Dia Nacional de Paralisação e Mobilização, 20 subsedes da CUT-SP localizadas na capital, interior e litoral estiveram envolvidas nas ações.Em todo estado de SP, 360 mil foram às ruas contra a reforma da Previdência.

Na capital, o ato, de caráter nacional, reuniu 250 mil pessoas no final da tarde na Avenida Paulista. Organizado pela CUT e movimentos sociais e sindical que compõem a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, a mobilização contou com apoio sindicatos, confederações e federações.

Capital

Pela manhã na capital, movimentos sociais ocuparam o prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), reunindo 250 pessoas. Houve também paralisação do Quarteirão da Saúde, com concentração em frente ao Metrô Clínicas, e dos estudantes e professores de Direito da Faculdade do Largo São Francisco.

No transporte, os metroviários convocaram uma greve geral de 24 horas, aprovada em assembleia no dia anterior.Ao todo, 95% dos funcionários aderiram à paralisação, segundo a entidade que representa a categoria, e pelo menos 8.500 funcionários estiveram envolvidos na paralisação. Segundo o Metrô, mais de 4,6 milhões de pessoas circulam todos os dias pelas cinco linhas.

As linhas do metrô não funcionaram nas primeiras horas do dia, mas, numa atitude irresponsável do governador Geraldo Alckmin (PSDB), pequenos trechos do Metrô fizeram operação com supervisores que têm treinamento precário, colocando em risco a população. O sindicato da categoria divulgou nota repudiando a ação do governo.

Também não circularam pela cidade as linhas dos ônibus municipais. Terminais importantes, como Bandeira e Parque Dom Pedro II, de ligação entre os ônibus, ficaram completamente vazios. Agentes de trânsito de São Paulo também participaram das ações, informou a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL-CUT).

Trabalhadores ligados ao Sindicato dos Químicos de São Paulo realizaram protesto na Ponte do Socorro, região de Santo Amaro, na capital.

Os bancários paralisaram as agências localizadas nos principais corredores da cidade e prédios administrativos dos bancos. Segundo a Federação dos Bancários de São Paulo (Fetec/CUT-SP), os trabalhadores paralisaram os seguintes locais: Brigadeiro e Tatuapé, do Itaú; o Complexo Verbo Divino, do Banco do Brasil; e o Bradesco Telebanco, na Santa Cecília; e as agências bancárias nos corredores da Avenida Paulista, Voluntários da Pátria, Faria Lima e centro da capital.

Na educação, os professores estaduais e municipais realizaram assembleias na capital, reunindo 50 mil e 30 mil trabalhadores, respectivamente. Atos da educação em defesa da aposentadoria ocorreram em cidades grandes, pequenas e médias. Cerca de 180 mil profissionais da educação estadual cruzaram os braços e, segundo o Sindicato dos Professores da Rede Oficial no Estado de São Paulo (Apeoesp), 80% das escolas paralisaram.

A paralisação dos professores municipais marcou o início da greve da categoria que fará sua próxima assembleia dia 21 de março. Os estaduais indicaram perspectiva de greve a partir de 28 de março.

Os servidores municipais também aderiram massivamente aos atos de quarta-feira em diversos pontos do estado. Na capital, os trabalhadores concentraram-se em frente à Autarquia Hospitalar Municipal antes de seguirem ao ato da Paulista.

Na parte da tarde, a mobilização também contou com o Arrastão dos Blocos, coletivo que congrega 73 Blocos de Carnaval de Rua de São Paulo. Ele se concentrou na Praça do Ciclista e permaneceu até o final do ato na avenida Paulista animando os participantes com paródias de marchinhas politizadas. 

ABC

Cerca de 130 linhas de ônibus em Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e Diadema, da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), amanheceram paralisadas. Agentes de trânsito de São Paulo também participaram das ações, segundo a CNTTL-CUT.

Os químicos fizeram ato e paralisação na empresa Colgate Palmolive, em São Bernardo do Campo, envolvendo 800 funcionários. No município, cerca de 600 trabalhadores da Volkswagen que conseguiram chegar pela manhã de quarta na empresa, decidiram em assembleia pela paralisação integral da empresa por 24 horas. Em seguida, seguiram para a Avenida Paulista para se unir aos demais trabalhadores.

No ABC, as agências bancárias também não abriram. Assembleias e ações foram realizadas nas cidades de Santo André e São Bernardo do Campo. Depois, a categoria participou do ato na Avenida Paulista. Um ato dos municipais em Diadema reuniu cerca de 300 funcionários públicos que marcharam pela manhãnas ruas do município. Em Mauá, petroleiros paralisaram na Recap (Refinaria de Capuava).

Trabalhadores da educação do ABCD participaram das mobilizações. De acordo com o Sindicato dos Professores do ABC (Sinpro), professores e professoras das escolas particulares participaram ativamente das ações contra as reformas da Previdência e trabalhista.

Grande São Paulo

Em Guarulhos, os condutores e cobradores das cidades de Guarulhos e de Arujá, de 99 linhas de ônibus do transporte coletivo de passageiros, paralisaram. A CUT-SP noticiou em suas redes, em tempo real, as paralisações das garagens de ônibus da Vila Galvão, Vouge e Guarulhos Transporte.

Além dos condutores, aeroviários, trabalhadores da construção civil e servidores da saúde fizeram paralisações, panfletagem e dialogaram com a população.

Em Osasco, também amanheceu sem circular a frota de ônibus da cidade. Os metalúrgicos da Meritor pararam, assim como os comerciários da região fecharam as portas de muitos pontos.

Centenas de trabalhadores comerciários percorreram a Rua Dona Primitiva Vianco e o calçadão da Rua Antonio Agu, pontos de grande circulação da cidade, onde as lojas comerciais e agências bancárias foram fechadas momentaneamente em protesto à tentativa de reforma da Previdência. Com cartazes e palavras de ordem, os participantes pediam a saída imediata do presidente golpista Michel Temer. Categorias e movimentos sociais também realizaram um ato pela manhã que contou com a participação de 2.000 pessoas.

Na cidade de Guarulhos, os bancários fizeram protestos em frente às agências, distribuíram jornais e dialogaram com a população local.

Profissionais da educação em Poá paralisaram suas atividades e foram à luta contra a PEC 287/2016, da Reforma da Previdência, proposta por Temer e sua base aliada.

Interior

Além de cidades do Vale do Paraíba, Vale do Ribeira e Grande São Paulo e capital, os bancários fizeram ações, atos e paralisações nas cidades de Araraquara, Assis, Barretos, Bragança Paulista, Catanduva, Jundiaí, Limeira, Mogi das Cruzes e Presidente Prudente.

Em Presidente Prudente, sindicatos e movimentos ligados à Frente Brasil Popular realizaram dois atos e panfletagem contra as reformas do governo golpista de Temer no calçadão, com a participação de 500 pessoas.  

Em Sorocaba, a paralisação envolveu motoristas e agentes de bordo de empresas de transporte rodoviário e urbano de 44 cidades da região, desde a divisa do Paraná até Araçariguama.  Nas redes sociais da CUT-SP, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Sorocaba e Região fez transmissão ao vivo das atividades. No município, um ato pela aposentadoria reuniu 300 pessoas.

Também participaram dos protestos e paralisações trabalhadores do transporte de Limeira, Dracena, Diamantina e Osvaldo Cruz.

Em Catanduva houve caminhada pelas ruas centrais da cidade até o prédio da Previdência Social. Bancários, professores e estudantes se uniram em nome da democracia e dos direitos da classe trabalhadora.Do Centro Paula Souza, incluindo Etecs e Fatecs, foram paralisadas 50 unidades.

Em Bauru, 500 pessoas protestaram contra a reforma da Previdência Social, em ato que reuniu movimentos e sindicatos. Na cidade, os médicos e enfermeiros dos hospitais estaduais aderiram às paralisações.

Na cidade de Americana houve ato na Praça Comendador Muller, reunindo 200 manifestantes, em sua maioria professoras.

Em São Carlos, os trabalhadores metalúrgicos da Electrolux pararam também. Na cidade de Matão, as paralisações foram nas empresas de implementos agrícolas Baldan e Machesan. A subsede da CUT em São Carlos ainda participou, ao lado de trabalhadores do ramo de alimentação, da paralisação na empresa Predilecta, na cidade de Matão. Na região ocorreram atos em Matão, São Carlos, Araraquara e Ibapé que contou com 1.700 militantes.  

Contra a reforma da previdência, em São José do Rio Preto, CUT, sindicatos e movimentos sociais também paralisaram. Durante o dia, um ato reuniu 1.500 militantes. Em Ribeirão Preto, a população também ocupou as ruas da cidade no Dia de Paralisação Nacional, com 4.000 participantes.

Na região de Marília, sindicatos e movimentos sociais fizeram paralisações em escolas e hospitais. As atividades envolveram as cidades de Lins, Promissão e Penápolis. Nessas cidades ocorreram atos que envolveram 800 pessoas.

Na cidade de Ourinhos houve paralisação dos professores, policiais civis e estudantes e protesto contra federal deputado Capitão Augusto. Os militantes foram recebidos pela assessoria no local que afirmou que o parlamentar votará na comissão e no plenário contra a reforma da Previdência. Um ato no município reuniu 1.500 pessoas.

Os trabalhadores e trabalhadoras da construção, montagem industrial e mobiliário de Campinas e região se uniram contra a reforma da previdência social. A categoria realizou paralisações nas empresas Odebrecht, Brooksfield, Projeto Sirius e na Refinaria do Planalto, em Paulínia. Também ocorreu passeata dos trabalhadores da Sirius para o CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações).

Também em Campinas, os eletricitários de Furnas paralisaram geral, tanto trabalhadores do quadro próprio da empresa quanto terceirizados. Teve também paralisação dos eletricitários das unidades da CPFL paulista, Barretos e Araraquara. No final da tarde, um ato reuniu cerca de 5.000 pessoas.       

Jundiaí contou com ato no calçadão do centro e caminhada até a agência do INSS. Franca teve protesto dos servidores da saúde que realizaram uma passeata pelas ruas da cidade. Em Tupi Paulista, os servidores da saúde se mobilizaram no dia de paralisações.

Além de Mauá, no ABC, petroleiros paralisaram na Replan, em Paulínia no Terminal da Transpetro de Barueri com ampla adesão de trabalhadores próprios e terceirizados.

Nas redes sociais da CUT-SP também foram noticiadas as paralisações dos professores da escola estadual Tancredo do Amaral, em Salto, com apoio da subsede da CUT em Sorocaba e em Piracicaba, com os professores da escola estadual Professora Mirandolina de Almeida Canto.

Vale do Ribeira e Vale do Paraíba

Em São José dos Campos foram 600 servidores municipais que paralisaram as atividades em protesto contra a PEC 287/2016 e também contra a administração do prefeito Felício Ramuth (PSDB). Os funcionários públicos se reuniram pela manhã na porta do Paço Municipal e depois seguiram em passeata até a Praça Afonso Pena.

Em Taubaté, o Sindicato dos Bancários realizou ato na cidade de Ubatuba com a participação de trabalhadores e movimentos locais.

Contra a reforma da Previdência, cerca de 300 pessoas entre trabalhadores, movimentos de mulheres e indígenas de Sete Barras realizaram ato em frente ao INSS de Registro, no Vale do Ribeira.

Baixada Santista

No Porto de Santos, policiais do Batalhão de Ações da Polícia Militar (Baep) usou da repressão para impedir o direito de manifestação dos trabalhadores portuários. No local, estivadores realizaram protestos, quando a PM atacou com bombas de gás lacrimogêneo atingindo cerca de 300 trabalhadores em frente ao Terminal da Brasil Terminal Portuário, deixando seis feridos.

Trabalhadores dos Correios de Santos e professores de Santos e Cubatão também paralisaram. Em Itanhaém, um ato organizado por servidores reuniu 100 pessoas.

Clique aqui e confira o balanço por horário organizado pela Comunicação da CUT Nacional

Título: Em todo estado de SP, 360 mil foram às ruas contra a reforma da Previdência, Conteúdo: A classe trabalhadora de São Paulo amanheceu de braços cruzados na última quarta-feira (15). Na luta por direitos, diversas categorias paralisaram sinalizando ao governo ilegítimo de Michel Temer que o Brasil entrará em greve caso os golpistas avancem com as reformas que retiram direitos trabalhistas e sociais.   No Dia Nacional de Paralisação e Mobilização, 20 subsedes da CUT-SP localizadas na capital, interior e litoral estiveram envolvidas nas ações.Em todo estado de SP, 360 mil foram às ruas contra a reforma da Previdência. Na capital, o ato, de caráter nacional, reuniu 250 mil pessoas no final da tarde na Avenida Paulista. Organizado pela CUT e movimentos sociais e sindical que compõem a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, a mobilização contou com apoio sindicatos, confederações e federações. Capital Pela manhã na capital, movimentos sociais ocuparam o prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), reunindo 250 pessoas. Houve também paralisação do Quarteirão da Saúde, com concentração em frente ao Metrô Clínicas, e dos estudantes e professores de Direito da Faculdade do Largo São Francisco. No transporte, os metroviários convocaram uma greve geral de 24 horas, aprovada em assembleia no dia anterior.Ao todo, 95% dos funcionários aderiram à paralisação, segundo a entidade que representa a categoria, e pelo menos 8.500 funcionários estiveram envolvidos na paralisação. Segundo o Metrô, mais de 4,6 milhões de pessoas circulam todos os dias pelas cinco linhas. As linhas do metrô não funcionaram nas primeiras horas do dia, mas, numa atitude irresponsável do governador Geraldo Alckmin (PSDB), pequenos trechos do Metrô fizeram operação com supervisores que têm treinamento precário, colocando em risco a população. O sindicato da categoria divulgou nota repudiando a ação do governo. Também não circularam pela cidade as linhas dos ônibus municipais. Terminais importantes, como Bandeira e Parque Dom Pedro II, de ligação entre os ônibus, ficaram completamente vazios. Agentes de trânsito de São Paulo também participaram das ações, informou a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL-CUT). Trabalhadores ligados ao Sindicato dos Químicos de São Paulo realizaram protesto na Ponte do Socorro, região de Santo Amaro, na capital. Os bancários paralisaram as agências localizadas nos principais corredores da cidade e prédios administrativos dos bancos. Segundo a Federação dos Bancários de São Paulo (Fetec/CUT-SP), os trabalhadores paralisaram os seguintes locais: Brigadeiro e Tatuapé, do Itaú; o Complexo Verbo Divino, do Banco do Brasil; e o Bradesco Telebanco, na Santa Cecília; e as agências bancárias nos corredores da Avenida Paulista, Voluntários da Pátria, Faria Lima e centro da capital. Na educação, os professores estaduais e municipais realizaram assembleias na capital, reunindo 50 mil e 30 mil trabalhadores, respectivamente. Atos da educação em defesa da aposentadoria ocorreram em cidades grandes, pequenas e médias. Cerca de 180 mil profissionais da educação estadual cruzaram os braços e, segundo o Sindicato dos Professores da Rede Oficial no Estado de São Paulo (Apeoesp), 80% das escolas paralisaram. A paralisação dos professores municipais marcou o início da greve da categoria que fará sua próxima assembleia dia 21 de março. Os estaduais indicaram perspectiva de greve a partir de 28 de março. Os servidores municipais também aderiram massivamente aos atos de quarta-feira em diversos pontos do estado. Na capital, os trabalhadores concentraram-se em frente à Autarquia Hospitalar Municipal antes de seguirem ao ato da Paulista. Na parte da tarde, a mobilização também contou com o Arrastão dos Blocos, coletivo que congrega 73 Blocos de Carnaval de Rua de São Paulo. Ele se concentrou na Praça do Ciclista e permaneceu até o final do ato na avenida Paulista animando os participantes com paródias de marchinhas politizadas.  ABC Cerca de 130 linhas de ônibus em Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e Diadema, da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), amanheceram paralisadas. Agentes de trânsito de São Paulo também participaram das ações, segundo a CNTTL-CUT. Os químicos fizeram ato e paralisação na empresa Colgate Palmolive, em São Bernardo do Campo, envolvendo 800 funcionários. No município, cerca de 600 trabalhadores da Volkswagen que conseguiram chegar pela manhã de quarta na empresa, decidiram em assembleia pela paralisação integral da empresa por 24 horas. Em seguida, seguiram para a Avenida Paulista para se unir aos demais trabalhadores. No ABC, as agências bancárias também não abriram. Assembleias e ações foram realizadas nas cidades de Santo André e São Bernardo do Campo. Depois, a categoria participou do ato na Avenida Paulista. Um ato dos municipais em Diadema reuniu cerca de 300 funcionários públicos que marcharam pela manhãnas ruas do município. Em Mauá, petroleiros paralisaram na Recap (Refinaria de Capuava). Trabalhadores da educação do ABCD participaram das mobilizações. De acordo com o Sindicato dos Professores do ABC (Sinpro), professores e professoras das escolas particulares participaram ativamente das ações contra as reformas da Previdência e trabalhista. Grande São Paulo Em Guarulhos, os condutores e cobradores das cidades de Guarulhos e de Arujá, de 99 linhas de ônibus do transporte coletivo de passageiros, paralisaram. A CUT-SP noticiou em suas redes, em tempo real, as paralisações das garagens de ônibus da Vila Galvão, Vouge e Guarulhos Transporte. Além dos condutores, aeroviários, trabalhadores da construção civil e servidores da saúde fizeram paralisações, panfletagem e dialogaram com a população. Em Osasco, também amanheceu sem circular a frota de ônibus da cidade. Os metalúrgicos da Meritor pararam, assim como os comerciários da região fecharam as portas de muitos pontos. Centenas de trabalhadores comerciários percorreram a Rua Dona Primitiva Vianco e o calçadão da Rua Antonio Agu, pontos de grande circulação da cidade, onde as lojas comerciais e agências bancárias foram fechadas momentaneamente em protesto à tentativa de reforma da Previdência. Com cartazes e palavras de ordem, os participantes pediam a saída imediata do presidente golpista Michel Temer. Categorias e movimentos sociais também realizaram um ato pela manhã que contou com a participação de 2.000 pessoas. Na cidade de Guarulhos, os bancários fizeram protestos em frente às agências, distribuíram jornais e dialogaram com a população local. Profissionais da educação em Poá paralisaram suas atividades e foram à luta contra a PEC 287/2016, da Reforma da Previdência, proposta por Temer e sua base aliada. Interior Além de cidades do Vale do Paraíba, Vale do Ribeira e Grande São Paulo e capital, os bancários fizeram ações, atos e paralisações nas cidades de Araraquara, Assis, Barretos, Bragança Paulista, Catanduva, Jundiaí, Limeira, Mogi das Cruzes e Presidente Prudente. Em Presidente Prudente, sindicatos e movimentos ligados à Frente Brasil Popular realizaram dois atos e panfletagem contra as reformas do governo golpista de Temer no calçadão, com a participação de 500 pessoas.   Em Sorocaba, a paralisação envolveu motoristas e agentes de bordo de empresas de transporte rodoviário e urbano de 44 cidades da região, desde a divisa do Paraná até Araçariguama.  Nas redes sociais da CUT-SP, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Sorocaba e Região fez transmissão ao vivo das atividades. No município, um ato pela aposentadoria reuniu 300 pessoas. Também participaram dos protestos e paralisações trabalhadores do transporte de Limeira, Dracena, Diamantina e Osvaldo Cruz. Em Catanduva houve caminhada pelas ruas centrais da cidade até o prédio da Previdência Social. Bancários, professores e estudantes se uniram em nome da democracia e dos direitos da classe trabalhadora.Do Centro Paula Souza, incluindo Etecs e Fatecs, foram paralisadas 50 unidades. Em Bauru, 500 pessoas protestaram contra a reforma da Previdência Social, em ato que reuniu movimentos e sindicatos. Na cidade, os médicos e enfermeiros dos hospitais estaduais aderiram às paralisações. Na cidade de Americana houve ato na Praça Comendador Muller, reunindo 200 manifestantes, em sua maioria professoras. Em São Carlos, os trabalhadores metalúrgicos da Electrolux pararam também. Na cidade de Matão, as paralisações foram nas empresas de implementos agrícolas Baldan e Machesan. A subsede da CUT em São Carlos ainda participou, ao lado de trabalhadores do ramo de alimentação, da paralisação na empresa Predilecta, na cidade de Matão. Na região ocorreram atos em Matão, São Carlos, Araraquara e Ibapé que contou com 1.700 militantes.   Contra a reforma da previdência, em São José do Rio Preto, CUT, sindicatos e movimentos sociais também paralisaram. Durante o dia, um ato reuniu 1.500 militantes. Em Ribeirão Preto, a população também ocupou as ruas da cidade no Dia de Paralisação Nacional, com 4.000 participantes. Na região de Marília, sindicatos e movimentos sociais fizeram paralisações em escolas e hospitais. As atividades envolveram as cidades de Lins, Promissão e Penápolis. Nessas cidades ocorreram atos que envolveram 800 pessoas. Na cidade de Ourinhos houve paralisação dos professores, policiais civis e estudantes e protesto contra federal deputado Capitão Augusto. Os militantes foram recebidos pela assessoria no local que afirmou que o parlamentar votará na comissão e no plenário contra a reforma da Previdência. Um ato no município reuniu 1.500 pessoas. Os trabalhadores e trabalhadoras da construção, montagem industrial e mobiliário de Campinas e região se uniram contra a reforma da previdência social. A categoria realizou paralisações nas empresas Odebrecht, Brooksfield, Projeto Sirius e na Refinaria do Planalto, em Paulínia. Também ocorreu passeata dos trabalhadores da Sirius para o CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações). Também em Campinas, os eletricitários de Furnas paralisaram geral, tanto trabalhadores do quadro próprio da empresa quanto terceirizados. Teve também paralisação dos eletricitários das unidades da CPFL paulista, Barretos e Araraquara. No final da tarde, um ato reuniu cerca de 5.000 pessoas.        Jundiaí contou com ato no calçadão do centro e caminhada até a agência do INSS. Franca teve protesto dos servidores da saúde que realizaram uma passeata pelas ruas da cidade. Em Tupi Paulista, os servidores da saúde se mobilizaram no dia de paralisações. Além de Mauá, no ABC, petroleiros paralisaram na Replan, em Paulínia no Terminal da Transpetro de Barueri com ampla adesão de trabalhadores próprios e terceirizados. Nas redes sociais da CUT-SP também foram noticiadas as paralisações dos professores da escola estadual Tancredo do Amaral, em Salto, com apoio da subsede da CUT em Sorocaba e em Piracicaba, com os professores da escola estadual Professora Mirandolina de Almeida Canto. Vale do Ribeira e Vale do Paraíba Em São José dos Campos foram 600 servidores municipais que paralisaram as atividades em protesto contra a PEC 287/2016 e também contra a administração do prefeito Felício Ramuth (PSDB). Os funcionários públicos se reuniram pela manhã na porta do Paço Municipal e depois seguiram em passeata até a Praça Afonso Pena. Em Taubaté, o Sindicato dos Bancários realizou ato na cidade de Ubatuba com a participação de trabalhadores e movimentos locais. Contra a reforma da Previdência, cerca de 300 pessoas entre trabalhadores, movimentos de mulheres e indígenas de Sete Barras realizaram ato em frente ao INSS de Registro, no Vale do Ribeira. Baixada Santista No Porto de Santos, policiais do Batalhão de Ações da Polícia Militar (Baep) usou da repressão para impedir o direito de manifestação dos trabalhadores portuários. No local, estivadores realizaram protestos, quando a PM atacou com bombas de gás lacrimogêneo atingindo cerca de 300 trabalhadores em frente ao Terminal da Brasil Terminal Portuário, deixando seis feridos. Trabalhadores dos Correios de Santos e professores de Santos e Cubatão também paralisaram. Em Itanhaém, um ato organizado por servidores reuniu 100 pessoas. Clique aqui e confira o balanço por horário organizado pela Comunicação da CUT Nacional



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