Editora Positivo assedia trabalhadores, persegue e demite sindicalista no Paraná

Trabalhadores da empresa denunciam assédio moral em negociação

Escrito por: SEEL • Última modificação: 09/08/2017 - 18:00 • Publicado em: 09/08/2017 - 11:14 Escrito por: SEEL Publicado em: 09/08/2017 - 11:14 Última modificação: 09/08/2017 - 18:00

Reprodução

O Sindicato dos Empregados em Empresas Editoras de Livros e Publicações Culturais do Estado do Paraná (SEEL-PR) denuncia a Editora Positivo por demitir a presidenta da entidade, Renata Correia, em plena negociação sobre o acordo de horas.

De acordo com nota publicada pelo SEEL-SP, as duas assembleias realizadas foram marcadas por forte assédio moral da empresa contra os trabalhadores, até a demissão de Renata na última segunda-feira (7). 

Leia a nota da Seel-SP na íntegra:        


A Editora Positivo faz parte de grupo que mantém cerca de três mil empregados em todo o Paraná e está em negociação com o Sindicato dos Empregados em Empresas Editoras de Livros e Publicações Culturais no Estado do Paraná (SEEL-PR) sobre acordo de compensação de horas para trabalhadores que viajam a serviço da empresa.


A primeira assembleia com os trabalhadores e trabalhadoras foi realizada nas dependências da Positivo e, infelizmente, sofreu forte assédio por parte do departamento de RH e da direção da empresa, para que os trabalhadores aceitassem as condições propostas. O SEEL-PR conseguiu intervir em tempo e não houve acordo.


Para evitar transtornos e novos assédios, a segunda assembleia foi realizada dia 4 de julho na sede da Federação paranaense, fora das instalações da Positivo e fora do horário de trabalho. Surpreendentemente, dois dias após a realização da assembleia, o gerente responsável pelo departamento pedagógico da empresa -- local onde labora os funcionários abrangidos pelo acordo --, chamou separadamente os trabalhadores que compareceram à assembleia e os ameaçou. Alguns trabalhadores procuraram a direção do SEEL-PR aos prantos, para relatar o constrangimento e pedidos da gerência para que houvesse deduragem dos nomes presentes à assembleia.

As direções do SEEL-PR e da FTDECA-PR (Federação dos Trabalhadores em Empresas de Difusão Cultural e Artística no Estado do Paraná) se reuniram e enviaram uma carta conjunta à diretoria da Positivo relatando o absurdo da perseguição e fazendo referência à legalidade da representação sindical. A carta ainda solicitou respeito ao bom relacionamento entre as partes para uma negociação coletiva e apresentou nova proposta (elaborada pelo conjuntos dos trabalhadores) para o Acordo Coletivo.

No dia 7 de agosto, num ato contínuo de perseguição da luta sindical promovida pela Editora Positivo, Renata Correia, presidenta do SEEL-PR foi demitida.

A diretoria do SEEL-SP já expressou sua solidariedade e confia nas providências judiciais no sentido de reintegrar imediatamente a sindicalista ao seu local de trabalho.

Temos consciência que essa não é uma medida isolada da Editora Positivo, pois faz parte das ações antissindicais empreendidas pelo empresariado ávido pelo silêncio dos trabalhadores e suas entidades de classe. É mais um resultado golpe que abateu o governo Dilma em 2016 e criou as condições para a aprovação, pelo Congresso, do desmonte das leis e direitos trabalhistas. Do nosso lado, faz parte do jogo denunciar e resistir.

Diretoria executiva do SEEL-SP

Título: Editora Positivo assedia trabalhadores, persegue e demite sindicalista no Paraná, Conteúdo: O Sindicato dos Empregados em Empresas Editoras de Livros e Publicações Culturais do Estado do Paraná (SEEL-PR) denuncia a Editora Positivo por demitir a presidenta da entidade, Renata Correia, em plena negociação sobre o acordo de horas. De acordo com nota publicada pelo SEEL-SP, as duas assembleias realizadas foram marcadas por forte assédio moral da empresa contra os trabalhadores, até a demissão de Renata na última segunda-feira (7).  Leia a nota da Seel-SP na íntegra:         A Editora Positivo faz parte de grupo que mantém cerca de três mil empregados em todo o Paraná e está em negociação com o Sindicato dos Empregados em Empresas Editoras de Livros e Publicações Culturais no Estado do Paraná (SEEL-PR) sobre acordo de compensação de horas para trabalhadores que viajam a serviço da empresa. A primeira assembleia com os trabalhadores e trabalhadoras foi realizada nas dependências da Positivo e, infelizmente, sofreu forte assédio por parte do departamento de RH e da direção da empresa, para que os trabalhadores aceitassem as condições propostas. O SEEL-PR conseguiu intervir em tempo e não houve acordo. Para evitar transtornos e novos assédios, a segunda assembleia foi realizada dia 4 de julho na sede da Federação paranaense, fora das instalações da Positivo e fora do horário de trabalho. Surpreendentemente, dois dias após a realização da assembleia, o gerente responsável pelo departamento pedagógico da empresa -- local onde labora os funcionários abrangidos pelo acordo --, chamou separadamente os trabalhadores que compareceram à assembleia e os ameaçou. Alguns trabalhadores procuraram a direção do SEEL-PR aos prantos, para relatar o constrangimento e pedidos da gerência para que houvesse deduragem dos nomes presentes à assembleia. As direções do SEEL-PR e da FTDECA-PR (Federação dos Trabalhadores em Empresas de Difusão Cultural e Artística no Estado do Paraná) se reuniram e enviaram uma carta conjunta à diretoria da Positivo relatando o absurdo da perseguição e fazendo referência à legalidade da representação sindical. A carta ainda solicitou respeito ao bom relacionamento entre as partes para uma negociação coletiva e apresentou nova proposta (elaborada pelo conjuntos dos trabalhadores) para o Acordo Coletivo. No dia 7 de agosto, num ato contínuo de perseguição da luta sindical promovida pela Editora Positivo, Renata Correia, presidenta do SEEL-PR foi demitida. A diretoria do SEEL-SP já expressou sua solidariedade e confia nas providências judiciais no sentido de reintegrar imediatamente a sindicalista ao seu local de trabalho. Temos consciência que essa não é uma medida isolada da Editora Positivo, pois faz parte das ações antissindicais empreendidas pelo empresariado ávido pelo silêncio dos trabalhadores e suas entidades de classe. É mais um resultado golpe que abateu o governo Dilma em 2016 e criou as condições para a aprovação, pelo Congresso, do desmonte das leis e direitos trabalhistas. Do nosso lado, faz parte do jogo denunciar e resistir. Diretoria executiva do SEEL-SP



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