Direito à água: CUT-SP lança publicação no Fórum Alternativo Mundial da Água

Cartilha traz contribuições para o debate sobre o acesso universal à água e ao saneamento básico

Escrito por: Redação CUT-SP • Última modificação: 13/03/2018 - 15:29 • Publicado em: 12/03/2018 - 17:42 Escrito por: Redação CUT-SP Publicado em: 12/03/2018 - 17:42 Última modificação: 13/03/2018 - 15:29

Arte: Maria Dias/CUT-SP

No próximo dia 18 de março, a Secretaria de Meio Ambiente da CUT-SP lança, durante as atividades do Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA), a cartilha “Água no Estado de São Paulo: é direito, não mercadoria!”.

A publicação servirá como material de apoio para os trabalhadores e discute o direito universal de acesso à água e ao saneamento. Atualmente, 28% da população mundial vive sem água potável, segundo documento divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Já no estado de São Paulo, de acordo com o Ranking do Saneamento das 100 maiores cidades brasileiras, organizado pelo Instituto Trata Brasil, a capital paulista ocupa a 43ª posição quando o assunto é o esgoto tratado por água consumida.

Além da CUT-SP, a cartilha foi produzida em parceria com a Fundação Friedrich Ebert e o apoio do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o FAMA.

“A cartilha denuncia a política do governo Geraldo Alckmin (PSDB) de tratar a água como mercadoria, uma política que levou a uma série de violações de direitos humanos na fase mais aguda da crise da água em São Paulo enquanto que 60% dos lucros da Sabesp eram remetidos aos acionistas da Bolsa de Nova Iorque e de São Paulo”, diz a secretária de Meio Ambiente da CUT-SP, Solange Ribeiro.

São Paulo enfrentou, em 2014, uma crise que resultou em constante falta de água e prolongada, piora na qualidade da água distribuída e sobretaxas. Há muitos, entidades e especialistas vinham alertando o governo estadual sobre os riscos da seca. Hoje, muitas cidades do estado e bairros periféricos da capital ainda sofrem com a falta de água nas torneiras.

“Tendo em vista que estamos em ano eleitoral, temos que alertar a população para os perigos que é tratar a água como fonte de lucro e não como elemento essencial à vida. Essa é uma questão de garantia de direitos e de soberania nacional. Por isso, precisamos estar atento aos candidatos”, finaliza a dirigente.

Sobre o FAMA

O FAMA é um evento que será um contraponto ao 8º Fórum Mundial da Água (FMA), que conta com apoio do governo golpista de Michel Temer (MDB) e dos empresários.

Realizado entre os dias 17 e 22 de março, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília (DF), o FAMA irá reunir trabalhadores do movimento popular e sindical do mundo todo para organizar uma rede de resistência e agenda de lutas contra a privatização da água, enfrentando as grandes corporações.

Serviço

Lançamento da cartilha “Água no Estado de São Paulo: é direito, não mercadoria!”

18 de março (domingo)

Às 14h

Local: Anfiteatro 6 da Universidade de Brasília (UNB)

 

Título: Direito à água: CUT-SP lança publicação no Fórum Alternativo Mundial da Água, Conteúdo: No próximo dia 18 de março, a Secretaria de Meio Ambiente da CUT-SP lança, durante as atividades do Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA), a cartilha “Água no Estado de São Paulo: é direito, não mercadoria!”. A publicação servirá como material de apoio para os trabalhadores e discute o direito universal de acesso à água e ao saneamento. Atualmente, 28% da população mundial vive sem água potável, segundo documento divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Já no estado de São Paulo, de acordo com o Ranking do Saneamento das 100 maiores cidades brasileiras, organizado pelo Instituto Trata Brasil, a capital paulista ocupa a 43ª posição quando o assunto é o esgoto tratado por água consumida. Além da CUT-SP, a cartilha foi produzida em parceria com a Fundação Friedrich Ebert e o apoio do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o FAMA. “A cartilha denuncia a política do governo Geraldo Alckmin (PSDB) de tratar a água como mercadoria, uma política que levou a uma série de violações de direitos humanos na fase mais aguda da crise da água em São Paulo enquanto que 60% dos lucros da Sabesp eram remetidos aos acionistas da Bolsa de Nova Iorque e de São Paulo”, diz a secretária de Meio Ambiente da CUT-SP, Solange Ribeiro. São Paulo enfrentou, em 2014, uma crise que resultou em constante falta de água e prolongada, piora na qualidade da água distribuída e sobretaxas. Há muitos, entidades e especialistas vinham alertando o governo estadual sobre os riscos da seca. Hoje, muitas cidades do estado e bairros periféricos da capital ainda sofrem com a falta de água nas torneiras. “Tendo em vista que estamos em ano eleitoral, temos que alertar a população para os perigos que é tratar a água como fonte de lucro e não como elemento essencial à vida. Essa é uma questão de garantia de direitos e de soberania nacional. Por isso, precisamos estar atento aos candidatos”, finaliza a dirigente. Sobre o FAMA O FAMA é um evento que será um contraponto ao 8º Fórum Mundial da Água (FMA), que conta com apoio do governo golpista de Michel Temer (MDB) e dos empresários. Realizado entre os dias 17 e 22 de março, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília (DF), o FAMA irá reunir trabalhadores do movimento popular e sindical do mundo todo para organizar uma rede de resistência e agenda de lutas contra a privatização da água, enfrentando as grandes corporações. Serviço Lançamento da cartilha “Água no Estado de São Paulo: é direito, não mercadoria!” 18 de março (domingo) Às 14h Local: Anfiteatro 6 da Universidade de Brasília (UNB)  



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