Diário de S.Paulo: jornalistas entram em greve na terça (10)

Em protesto contra os frequentes atrasos de pagamentos, profissionais cruzam os braços

Escrito por: Flaviana Serafim - Sindicato dos Jornalistas de São Paulo • Última modificação: 09/10/2017 - 12:07 • Publicado em: 09/10/2017 - 10:29 Escrito por: Flaviana Serafim - Sindicato dos Jornalistas de São Paulo Publicado em: 09/10/2017 - 10:29 Última modificação: 09/10/2017 - 12:07

Cadu Bazilevski

Os jornalistas do Diário de S.Paulo entram em greve nesta terça-feira (10), a partir das 14h, pois a direção do jornal continua atrasando os pagamentos. Além dos salários, os atrasos se estendem às férias, ao vale-refeição e também ao recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Os profissionais estavam em estado de greve desde o último dia 27 de setembro em protesto contra os atrasos e, em assembleia com participação maciça da redação, na última quinta-feira (5) decidiram cruzar os braços em protesto.

Os jornalistas contratados diretamente receberam o salário de agosto somente na semana passada e o de setembro continua em aberto. Para os que trabalham como Pessoa Jurídica, o último pagamento foi em 20 de agosto.

Em 18 de setembro, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) enviou ofício solicitando reunião com a direção do Diário para tratar do problema, mas a empresa não se manifestou. Na manhã desta sexta-feira (6), o SJSP protocolou o aviso de greve comunicando oficialmente a paralisação das atividades em 48 horas se o Diário não abrir negociação com os trabalhadores. 

A crise financeira no Diário de S.Paulo têm se arrastado nos últimos anos e os jornalistas fizeram diversas mobilizações em 2016 e neste ano protestando contra os frequentes atrasos de pagamento e também contra a precarização nas redações.

Logo no início de 2017, os profissionais enfrentaram falta de água, telefone cortado e ar-condicionado quebrado. Mais de 2 mil assinaturas foram canceladas devido à interrupção da distribuição dos jornais e, além da falta de pagamento, os sindicalistas constataram que a empresa estava pejotizando até os estagiários. 

Para marcar o início da greve e debater os rumos da mobilização, os jornalistas realizam nova assembleia também às 14h da próxima terça-feira, em frente à sede do jornal, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista. 

Título: Diário de S.Paulo: jornalistas entram em greve na terça (10), Conteúdo: Os jornalistas do Diário de S.Paulo entram em greve nesta terça-feira (10), a partir das 14h, pois a direção do jornal continua atrasando os pagamentos. Além dos salários, os atrasos se estendem às férias, ao vale-refeição e também ao recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os profissionais estavam em estado de greve desde o último dia 27 de setembro em protesto contra os atrasos e, em assembleia com participação maciça da redação, na última quinta-feira (5) decidiram cruzar os braços em protesto. Os jornalistas contratados diretamente receberam o salário de agosto somente na semana passada e o de setembro continua em aberto. Para os que trabalham como Pessoa Jurídica, o último pagamento foi em 20 de agosto. Em 18 de setembro, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) enviou ofício solicitando reunião com a direção do Diário para tratar do problema, mas a empresa não se manifestou. Na manhã desta sexta-feira (6), o SJSP protocolou o aviso de greve comunicando oficialmente a paralisação das atividades em 48 horas se o Diário não abrir negociação com os trabalhadores.  A crise financeira no Diário de S.Paulo têm se arrastado nos últimos anos e os jornalistas fizeram diversas mobilizações em 2016 e neste ano protestando contra os frequentes atrasos de pagamento e também contra a precarização nas redações. Logo no início de 2017, os profissionais enfrentaram falta de água, telefone cortado e ar-condicionado quebrado. Mais de 2 mil assinaturas foram canceladas devido à interrupção da distribuição dos jornais e, além da falta de pagamento, os sindicalistas constataram que a empresa estava pejotizando até os estagiários.  Para marcar o início da greve e debater os rumos da mobilização, os jornalistas realizam nova assembleia também às 14h da próxima terça-feira, em frente à sede do jornal, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista. 



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