CUT-SP apresenta coordenação do Coletivo Estadual de Cultura

No final de semana, entidade discutiu formas de fomentar a cultura popular no Estado

Escrito por: Rafael Silva - CUT São Paulo • Publicado em: 03/12/2016 - 22:13 Escrito por: Rafael Silva - CUT São Paulo Publicado em: 03/12/2016 - 22:13

Integrantes do Coletivo de Cultura: Nunes (à direita, na ponta - Químicos de SP) e Djalma (SindServ), ao lado de Douglas Izzo e Robson Matos (Sinsexpro) - Fotos: Dino SantosIntegrantes do Coletivo de Cultura: Nunes (à direita, na ponta - Químicos de SP) e Djalma (SindServ), ao lado de Douglas Izzo e Robson Matos (Sinsexpro) - Fotos: Dino SantosCom o objetivo de disputar a narrativa da indústria cultural, a CUT-SP realizou na última sexta-feira (2) o 1º Encontro Estadual de Cultura, evento que também apresentou a coordenação do Coletivo de Cultura da Central.

A atividade teve a presença de trabalhadores e militantes da cultura, que discutiram as diferentes e possíveis formas de expandir o movimento cultural que priorize as diversas identidades regionais. Com convidados que atuam na área, o encontro teve debates e momentos de reflexão sobre o cenário cultural do país.

"Este encontro e a formalização do Coletivo tem por objetivo reforçar a cultura numa perspectiva diferente, libertadora, colocando em xeque a produção de massa, promovido pelos meios de comunicação" afirmou o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo. Segundo ele, a proposta do Coletivo é fomentar a cultura nos sindicatos e reforçar a identidade dos trabalhadores por meio das intervenções artísticas.

Secretário nacional de Cultura da CUT, José Celestino Lourenço, o Tino, disse que apesar de a secretaria ter sido criada em 2015, os sindicatos produzem cultura há muito tempo. "A gente está estimulando todas as estaduais da CUT a fazerem essa discussão. E esse encontro, com certeza, vai contribuir muito na construção da nossa política nacional".

O Coletivo de Cultura será composto por representantes dos sindicatos cutistas e se reunirá com frequência para montar uma agenda de ações, sob a coordenação de Djalma Maria Prado, do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo, e Lutembergue Nunes Ferreguete, do Sindicato dos Químicos de São Paulo.

“Queremos com o Coletivo ajudar na transformação da sociedade, pois entendemos que a cultura é essencial nesse desafio”, disse Djalma. Já Nunes apresentou as expectativas dos integrantes desse espaço. “Queremos fazer um bom trabalho para, no futuro, transformar esse Coletivo em uma secretaria”.Tata Amaral, à esquerda, Deise Capelozza (Sindgasista) e Roberta Estrela D'alvaTata Amaral, à esquerda, Deise Capelozza (Sindgasista) e Roberta Estrela D'alva

Debate
Em uma das mesas, a cineasta Tata Amaral falou sobre a necessidade dos movimentos sociais e sindical realizarem mais investimentos no setor, já que a arte e a cultura também são responsáveis pela sensibilização política da sociedade. Para ela, é também uma forma de preservar a memória dos movimentos, em histórias contadas por eles próprios. “A gente tem que entrar na disputa da narrativa e construir a nossa história, não os outros”.

Tata defende o fortalecimento das produções de comunicação já existentes no movimento sindical. "É preciso fortalecer não só com jornalismo, mas também produzir obras de ficção, com narrativas que desconstrua preconceitos".

Apresentadora do programa Manos e Minas, da TV Cultura, Roberta Estrela D'alva, falou dos novos formatos de produção de cultura que fogem das estéticas da indústria cultural, e que são feitas “pelo povo e para o povo”. Como exemplo, ela citou o poetry slam, uma espécie de campeonato de poesia que tem ganhado o mundo, no qual os participantes recitam seus trabalhos e são avaliados por um júri escolhido que não tem como objetivo escolher um vencedor, mas estimular novas participações.

Também estiveram nas discussões Celso Frateschi, ator e diretor de teatro, Guilherme Varela, que foi secretário de políticas culturais do MinC no governo Dilma, Luaa Gabanini, atriz e coreografa do Núcleo Bartolomeu de Teatro e Hip Hop, e Maurício Pestana, secretário da Igualdade Racial da Prefeitura de São Paulo. Todos eles falaram do momento de golpe no Brasil e os retrocessos que estão ocorrendo na cultura. Houve ainda intervenções de artes do Grupo Ô de Casa e do Poetas do Tietê. Clique aqui e confira a galeria de fotos.

Centenário do samba
Neste final de semana, o Coletivo de Cultura da CUT-SP também realizou uma festa em homenagem ao centenário do samba, celebrado neste ano, em parceria com sindicatos, a Rádio Brasil Atual, Portal Linha Direta e a rádio comunitária Cantareira.

Realizado no sábado (3), no saguão da entidade, o evento teve roda de diálogo e apresentação de grupos que tocaram músicas consagradas no Brasil. 

Participantes da mesa que discutiu o golpe e os retrocessos na área culturalParticipantes da mesa que discutiu o golpe e os retrocessos na área cultural

Título: CUT-SP apresenta coordenação do Coletivo Estadual de Cultura, Conteúdo: Com o objetivo de disputar a narrativa da indústria cultural, a CUT-SP realizou na última sexta-feira (2) o 1º Encontro Estadual de Cultura, evento que também apresentou a coordenação do Coletivo de Cultura da Central. A atividade teve a presença de trabalhadores e militantes da cultura, que discutiram as diferentes e possíveis formas de expandir o movimento cultural que priorize as diversas identidades regionais. Com convidados que atuam na área, o encontro teve debates e momentos de reflexão sobre o cenário cultural do país. "Este encontro e a formalização do Coletivo tem por objetivo reforçar a cultura numa perspectiva diferente, libertadora, colocando em xeque a produção de massa, promovido pelos meios de comunicação" afirmou o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo. Segundo ele, a proposta do Coletivo é fomentar a cultura nos sindicatos e reforçar a identidade dos trabalhadores por meio das intervenções artísticas. Secretário nacional de Cultura da CUT, José Celestino Lourenço, o Tino, disse que apesar de a secretaria ter sido criada em 2015, os sindicatos produzem cultura há muito tempo. "A gente está estimulando todas as estaduais da CUT a fazerem essa discussão. E esse encontro, com certeza, vai contribuir muito na construção da nossa política nacional". O Coletivo de Cultura será composto por representantes dos sindicatos cutistas e se reunirá com frequência para montar uma agenda de ações, sob a coordenação de Djalma Maria Prado, do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo, e Lutembergue Nunes Ferreguete, do Sindicato dos Químicos de São Paulo. “Queremos com o Coletivo ajudar na transformação da sociedade, pois entendemos que a cultura é essencial nesse desafio”, disse Djalma. Já Nunes apresentou as expectativas dos integrantes desse espaço. “Queremos fazer um bom trabalho para, no futuro, transformar esse Coletivo em uma secretaria”. Debate Em uma das mesas, a cineasta Tata Amaral falou sobre a necessidade dos movimentos sociais e sindical realizarem mais investimentos no setor, já que a arte e a cultura também são responsáveis pela sensibilização política da sociedade. Para ela, é também uma forma de preservar a memória dos movimentos, em histórias contadas por eles próprios. “A gente tem que entrar na disputa da narrativa e construir a nossa história, não os outros”. Tata defende o fortalecimento das produções de comunicação já existentes no movimento sindical. "É preciso fortalecer não só com jornalismo, mas também produzir obras de ficção, com narrativas que desconstrua preconceitos". Apresentadora do programa Manos e Minas, da TV Cultura, Roberta Estrela D'alva, falou dos novos formatos de produção de cultura que fogem das estéticas da indústria cultural, e que são feitas “pelo povo e para o povo”. Como exemplo, ela citou o poetry slam, uma espécie de campeonato de poesia que tem ganhado o mundo, no qual os participantes recitam seus trabalhos e são avaliados por um júri escolhido que não tem como objetivo escolher um vencedor, mas estimular novas participações. Também estiveram nas discussões Celso Frateschi, ator e diretor de teatro, Guilherme Varela, que foi secretário de políticas culturais do MinC no governo Dilma, Luaa Gabanini, atriz e coreografa do Núcleo Bartolomeu de Teatro e Hip Hop, e Maurício Pestana, secretário da Igualdade Racial da Prefeitura de São Paulo. Todos eles falaram do momento de golpe no Brasil e os retrocessos que estão ocorrendo na cultura. Houve ainda intervenções de artes do Grupo Ô de Casa e do Poetas do Tietê. Clique aqui e confira a galeria de fotos. Centenário do samba Neste final de semana, o Coletivo de Cultura da CUT-SP também realizou uma festa em homenagem ao centenário do samba, celebrado neste ano, em parceria com sindicatos, a Rádio Brasil Atual, Portal Linha Direta e a rádio comunitária Cantareira. Realizado no sábado (3), no saguão da entidade, o evento teve roda de diálogo e apresentação de grupos que tocaram músicas consagradas no Brasil. 



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