CUT protesta em SP contra reforma da Previdência e lembra que ‘quem votar, não volta’

Trabalhadores protestaram em frente ao prédio do INSS na capital paulista e também no ABC

Escrito por: Rafael Silva e Vanessa Ramos - CUT São Paulo • Última modificação: 13/12/2017 - 20:40 • Publicado em: 13/12/2017 - 14:52 Escrito por: Rafael Silva e Vanessa Ramos - CUT São Paulo Publicado em: 13/12/2017 - 14:52 Última modificação: 13/12/2017 - 20:40

Roberto Parizotti/CUT Nacional

Entidades sindicais lideradas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) protestaram nesta quarta-feira (13) na cidade de São Paulo contra a reforma da Previdência. O ato ocorreu no centro da capital paulista, em frente ao prédio do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), no Viaduto Santa Ifigênia.

A manifestação teve início às 11h30 e contou com a participação de movimentos ligados à Frente Brasil Popular.

Presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo falou sobre o momento de crise e de golpe pelo qual passam os trabalhadores no Brasil. “A reforma da Previdência, assim como as outras reformas, só vem precarizar a vida do povo brasileiro. O governo não só está prejudicando os trabalhadores como ignora os R$ 426 bilhões devidos por grandes empresas ao INSS”, afirmou.

Tanto a dívida das empresas como a compra de votos e as falsas propagandas feitas pelo governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) com relação à reforma não enganam mais, lembrou o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas. “A sociedade brasileira sabe que não existe reforma da Previdência, a sociedade sabe que Temer está vendendo os direitos dos brasileiros e brasileiras de se aposentarem.”

Freitas também destacou que a hashtag #SeVotarNãoVolta utilizada hoje pelos movimentos ocupou a primeira posição entre os assuntos mais comentados do dia no Twitter. A ação organizada pela CUT e os movimentos sociais fazem menção às eleições do ano que vem.

Durante o protesto, o coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, prestou solidariedade à greve de fome feita pelos trabalhadores rurais em Brasília, que hoje completa nove dias.

“Toda a nossa resistência em defesa da aposentadoria é muito importante e não devemos cair nesta história de que eles (governo e parlamentares aliados) não têm os votos necessários porque foi desta mesma forma que tiraram a presidenta eleita Dilma Rousseff do poder”, disse.

De passagem pelas ruas do centro, a comerciária Cristiane Muni parou para ouvir os dirigentes e fez questão de falar ao microfone sobre o que pensa desta reforma.

“Este governo precisa entender que ele não tem que cortar benefícios. Ele tem que se controlar e fazer a coisa valer de verdade, trabalhando junto com todos nós para o Brasil melhorar. Eu sou contra esta reforma e se ela acontecer, a gente tem que paralisar mesmo porque esta foi uma das nossas maiores conquistas”, protestou.   

Depois do ato em frente ao prédio do INSS, os manifestantes saíram em marcha até a Prefeitura de São Paulo, onde trabalhadores municipais aguardavam para se somar à atividade. No local, os participantes lembraram que o prefeito João Doria está alinhado ao desmonte do Estado e dos direitos ao propor privatizações dos equipamentos municipais e desvalorizar os servidores. A mobilização terminou às 13h30.

Também na cidade de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, trabalhadores metalúrgicos da Volks ocuparam durante a manhã parte da rodovia Anchieta, sentido litoral, contra a reforma da Previdência. Depois realizaram assembleia da categoria. Novos protestos estão sendo organizado pelo estado de São Paulo.

 

 

Título: CUT protesta em SP contra reforma da Previdência e lembra que ‘quem votar, não volta’, Conteúdo: Entidades sindicais lideradas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) protestaram nesta quarta-feira (13) na cidade de São Paulo contra a reforma da Previdência. O ato ocorreu no centro da capital paulista, em frente ao prédio do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), no Viaduto Santa Ifigênia. A manifestação teve início às 11h30 e contou com a participação de movimentos ligados à Frente Brasil Popular. Presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo falou sobre o momento de crise e de golpe pelo qual passam os trabalhadores no Brasil. “A reforma da Previdência, assim como as outras reformas, só vem precarizar a vida do povo brasileiro. O governo não só está prejudicando os trabalhadores como ignora os R$ 426 bilhões devidos por grandes empresas ao INSS”, afirmou. Tanto a dívida das empresas como a compra de votos e as falsas propagandas feitas pelo governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) com relação à reforma não enganam mais, lembrou o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas. “A sociedade brasileira sabe que não existe reforma da Previdência, a sociedade sabe que Temer está vendendo os direitos dos brasileiros e brasileiras de se aposentarem.” Freitas também destacou que a hashtag #SeVotarNãoVolta utilizada hoje pelos movimentos ocupou a primeira posição entre os assuntos mais comentados do dia no Twitter. A ação organizada pela CUT e os movimentos sociais fazem menção às eleições do ano que vem. Durante o protesto, o coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, prestou solidariedade à greve de fome feita pelos trabalhadores rurais em Brasília, que hoje completa nove dias. “Toda a nossa resistência em defesa da aposentadoria é muito importante e não devemos cair nesta história de que eles (governo e parlamentares aliados) não têm os votos necessários porque foi desta mesma forma que tiraram a presidenta eleita Dilma Rousseff do poder”, disse. De passagem pelas ruas do centro, a comerciária Cristiane Muni parou para ouvir os dirigentes e fez questão de falar ao microfone sobre o que pensa desta reforma. “Este governo precisa entender que ele não tem que cortar benefícios. Ele tem que se controlar e fazer a coisa valer de verdade, trabalhando junto com todos nós para o Brasil melhorar. Eu sou contra esta reforma e se ela acontecer, a gente tem que paralisar mesmo porque esta foi uma das nossas maiores conquistas”, protestou.    Depois do ato em frente ao prédio do INSS, os manifestantes saíram em marcha até a Prefeitura de São Paulo, onde trabalhadores municipais aguardavam para se somar à atividade. No local, os participantes lembraram que o prefeito João Doria está alinhado ao desmonte do Estado e dos direitos ao propor privatizações dos equipamentos municipais e desvalorizar os servidores. A mobilização terminou às 13h30. Também na cidade de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, trabalhadores metalúrgicos da Volks ocuparam durante a manhã parte da rodovia Anchieta, sentido litoral, contra a reforma da Previdência. Depois realizaram assembleia da categoria. Novos protestos estão sendo organizado pelo estado de São Paulo.    



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