CUT e UFABC: Curso discute questões étnico-raciais no mundo do trabalho

Formação é uma oportunidade para os trabalhadores fortalecerem as discussões sobre discriminação nas empresas

Escrito por: Rafael Silva - CUT São Paulo • Última modificação: 13/03/2018 - 18:32 • Publicado em: 13/03/2018 - 18:25 Escrito por: Rafael Silva - CUT São Paulo Publicado em: 13/03/2018 - 18:25 Última modificação: 13/03/2018 - 18:32

Secom CUT-SP

A CUT-SP, por meio da Secretaria de Combate ao Racismo iniciou nesta terça (13), em parceria com a Universidade Federal do ABC (UFABC), um curso de extensão para discutir as questões étnico-raciais no mercado de trabalho.

O curso “Desigualdades raciais no mundo do trabalho: as consequências da ideologia racista” é uma iniciativa piloto voltada para dirigentes e ativistas sindicais do estado de São Paulo.

Dividido em oito aulas, os encontros irão discutir o papel econômico, social, político e cultural da escravidão, a transição do trabalho escravo para o trabalho assalariado e o legado científico e cultural dos africanos.Mesa de abertura do cursoMesa de abertura do curso

Professor responsável pelo curso, Ramatis Jacino diz que a proposta é contribuir para que os participantes percebam o quanto que Brasil deve ao trabalhador negro. “Seja pela produção de riquezas, na qual durante 350 anos deste país, foi produzida a partir do massacre de indígenas e o sequestro de africanos para o trabalho escravo, quanto pelo desenvolvimento cientifico, tecnológico, formas de organização social, enfim, todo o legado africano capturado pelas oligarquias e trazidas pra cá”.

A partir dessa reflexão do professor, a secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP, Rosana Aparecida afirma que a formação é uma oportunidade para os trabalhadores fortalecerem as discussões sobre discriminação nas empresas. “Entendendo o contexto de como a discriminação ocorre, os sindicatos podem formular novas cláusulas de promoção da igualdade racial e pensar ações de denúncia ao racismo”.

Outro assunto que será abordado no curso é o momento de golpe no país, que tem promovido a perda de direitos a toda população, sobretudo a negra.

Presidente da CUT-SP, Douglas Izzo criticou a falta de atuação do governo golpista de Michel Temer (MDB) na luta pelo combate ao racismo. “A população negra é a que mais sofre com o desemprego e, quanto está no mercado de trabalho, recebe o menor salário. Quando falamos de mulheres negras, o cenário piora. Com o golpe em curso, isso se aprofunda, pois retrocedemos em políticas de igualdade racial que havíamos conquistado”.

O curso de extensão está cadastrado na Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do ABC e as aulas serão realizadas na sede da CUT, sempre às terças feiras, com certificação pela UFABC.

Título: CUT e UFABC: Curso discute questões étnico-raciais no mundo do trabalho, Conteúdo: A CUT-SP, por meio da Secretaria de Combate ao Racismo iniciou nesta terça (13), em parceria com a Universidade Federal do ABC (UFABC), um curso de extensão para discutir as questões étnico-raciais no mercado de trabalho. O curso “Desigualdades raciais no mundo do trabalho: as consequências da ideologia racista” é uma iniciativa piloto voltada para dirigentes e ativistas sindicais do estado de São Paulo. Dividido em oito aulas, os encontros irão discutir o papel econômico, social, político e cultural da escravidão, a transição do trabalho escravo para o trabalho assalariado e o legado científico e cultural dos africanos. Professor responsável pelo curso, Ramatis Jacino diz que a proposta é contribuir para que os participantes percebam o quanto que Brasil deve ao trabalhador negro. “Seja pela produção de riquezas, na qual durante 350 anos deste país, foi produzida a partir do massacre de indígenas e o sequestro de africanos para o trabalho escravo, quanto pelo desenvolvimento cientifico, tecnológico, formas de organização social, enfim, todo o legado africano capturado pelas oligarquias e trazidas pra cá”. A partir dessa reflexão do professor, a secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP, Rosana Aparecida afirma que a formação é uma oportunidade para os trabalhadores fortalecerem as discussões sobre discriminação nas empresas. “Entendendo o contexto de como a discriminação ocorre, os sindicatos podem formular novas cláusulas de promoção da igualdade racial e pensar ações de denúncia ao racismo”. Outro assunto que será abordado no curso é o momento de golpe no país, que tem promovido a perda de direitos a toda população, sobretudo a negra. Presidente da CUT-SP, Douglas Izzo criticou a falta de atuação do governo golpista de Michel Temer (MDB) na luta pelo combate ao racismo. “A população negra é a que mais sofre com o desemprego e, quanto está no mercado de trabalho, recebe o menor salário. Quando falamos de mulheres negras, o cenário piora. Com o golpe em curso, isso se aprofunda, pois retrocedemos em políticas de igualdade racial que havíamos conquistado”. O curso de extensão está cadastrado na Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do ABC e as aulas serão realizadas na sede da CUT, sempre às terças feiras, com certificação pela UFABC.



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