Contra as privatizações de Doria, manifestantes 'abraçam' centro cultural de SP

Secretário de Cultura do município disse que as 52 bibliotecas da capital seriam repassadas a administração de organizações sociais (OS)

Escrito por: Rafael Silva - CUT São Paulo • Publicado em: 25/01/2017 - 20:36 Escrito por: Rafael Silva - CUT São Paulo Publicado em: 25/01/2017 - 20:36

Manifestantes deram as mãos e formaram um círculo no entorno do CCSP - Fotos: Secom CUT-SPManifestantes deram as mãos e formaram um círculo no entorno do CCSP - Fotos: Secom CUT-SPNa tarde desta quarta-feira (25), data em que se comemora o aniversário de 463 anos da cidade de São Paulo, centenas de manifestantes "abraçaram" simbolicamente o Centro Cultural São Paulo (CCSP), localizado na Vergueiro, zona sul da cidade.

O ato ocorreu por conta das ameaças do atual prefeito João Doria de propor a privatização dos equipamentos públicos de cultura. No início do mês, o secretário de Cultura, André Sturm, falou que o CCSP e as 52 bibliotecas da capital seriam repassadas a administração de organizações sociais (OS).

Com faixas e cartazes, os manifestantes alertavam os demais visitantes do CCSP sobre os riscos que uma eventual privatização traz à população, como a falta de transparência e fiscalização da gestão, a terceirização de trabalhadores e a limitação de acesso ao equipamento. Ao fim da atividade, os participantes deram as mãos e formaram um imenso círculo em torno do centro cultural.

Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep-SP), Sérgio Antiqueira diz que o interesse da gestão Doria é fazer o desmonte dos serviços públicos que a população precisa. "São privatizações com interesse de lucro para beneficiar empresas que querem ganhar fácil com o dinheiro público. E o pior é que, como já ocorre na saúde, existe a dificuldade de fazer o controle social desses lugares quando entregues aos empresários".

Ligado à iniciativa privada, Doria tem prometido o encolhimento dos serviços municipais sinalizando que entregará as gestões de importantes equipamentos para empresas. Na mira do tucano, estão creches, cemitérios, parques, farmácias populares e postos de saúde.Presidente do Sindsep-SP, Sérgio Antiqueira, durante discurso no atoPresidente do Sindsep-SP, Sérgio Antiqueira, durante discurso no ato

"São Paulo é uma cidade de características culturais e, agora, vem sofrendo com um governo conservador. Mas enquanto bibliotecária, militante e servidora, tenho esperança que essa luta irá barrar a privatização desses espaços", diz Luciana Melo, a Luba, também dirigente do Sindsep-SP.

Cartão de visita
Pela manhã, o prefeito enfrentou outro prostesto, mas desta vez na Praça da Sé. Antes da tradicional missa de aniversário da cidade realizada pela Catedral da Sé, milhares de manifestantes, ligados a movimentos populares de moradia, como a Central de Movimentos Populares (CMP), protestaram contra as medidas e promessas de retrocesso do prefeito. 

Título: Contra as privatizações de Doria, manifestantes 'abraçam' centro cultural de SP, Conteúdo: Na tarde desta quarta-feira (25), data em que se comemora o aniversário de 463 anos da cidade de São Paulo, centenas de manifestantes "abraçaram" simbolicamente o Centro Cultural São Paulo (CCSP), localizado na Vergueiro, zona sul da cidade. O ato ocorreu por conta das ameaças do atual prefeito João Doria de propor a privatização dos equipamentos públicos de cultura. No início do mês, o secretário de Cultura, André Sturm, falou que o CCSP e as 52 bibliotecas da capital seriam repassadas a administração de organizações sociais (OS). Com faixas e cartazes, os manifestantes alertavam os demais visitantes do CCSP sobre os riscos que uma eventual privatização traz à população, como a falta de transparência e fiscalização da gestão, a terceirização de trabalhadores e a limitação de acesso ao equipamento. Ao fim da atividade, os participantes deram as mãos e formaram um imenso círculo em torno do centro cultural. Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep-SP), Sérgio Antiqueira diz que o interesse da gestão Doria é fazer o desmonte dos serviços públicos que a população precisa. "São privatizações com interesse de lucro para beneficiar empresas que querem ganhar fácil com o dinheiro público. E o pior é que, como já ocorre na saúde, existe a dificuldade de fazer o controle social desses lugares quando entregues aos empresários". Ligado à iniciativa privada, Doria tem prometido o encolhimento dos serviços municipais sinalizando que entregará as gestões de importantes equipamentos para empresas. Na mira do tucano, estão creches, cemitérios, parques, farmácias populares e postos de saúde. "São Paulo é uma cidade de características culturais e, agora, vem sofrendo com um governo conservador. Mas enquanto bibliotecária, militante e servidora, tenho esperança que essa luta irá barrar a privatização desses espaços", diz Luciana Melo, a Luba, também dirigente do Sindsep-SP. Cartão de visita Pela manhã, o prefeito enfrentou outro prostesto, mas desta vez na Praça da Sé. Antes da tradicional missa de aniversário da cidade realizada pela Catedral da Sé, milhares de manifestantes, ligados a movimentos populares de moradia, como a Central de Movimentos Populares (CMP), protestaram contra as medidas e promessas de retrocesso do prefeito. 



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