Contra a privatização da Eletrobras, eletricitários iniciam greve no dia do aniversário da Eletrobras

A partir desta segunda-feira, atos são contra a privatização e aumento na conta de luz

Escrito por: Federação Nacional dos Urbanitários • Última modificação: 11/06/2018 - 10:53 • Publicado em: 11/06/2018 - 10:46 Escrito por: Federação Nacional dos Urbanitários Publicado em: 11/06/2018 - 10:46 Última modificação: 11/06/2018 - 10:53

Divulgação

Os eletricitários de todo sistema Eletrobras iniciam greve de 72 horas a partir da zero hora desta segunda-feira (11 de junho) para denunciar a ofensiva do governo de Michel Temer pela privatização da Eletrobras e a venda das distribuidoras de energia do grupo.  

“Ao contrário do que o governo diz, a privatização da Eletrobras irá aumentar a conta de luz para o consumidor comum e a greve é um alerta para à população sobre esse risco. Além do mais, a política de privatização coloca em cheque a soberania nacional no planejamento e na operação da matriz elétrica brasileira, uma vez que o patrimônio do povo será vendido ao capital estrangeiro e, ainda por cima, a um preço de banana”, explica Pedro Blois, presidente da FNU - Federação Nacional dos Urbanitários, entidade que representa o categoria dos eletricitários em todo os país.

Atualmente, o governo federal detém 63% do capital total da Eletrobras, sendo 51% da União e outros 12% do BNDESPar e a empresa representa 32% da capacidade instalada de geração de energia, atua na distribuição em seis estados das regiões Norte e Nordeste e é responsável por 47% das linhas de transmissão de energia do país. Tem usinas de vários tipos de energia, como hidrelétricas, eólica, nuclear, solar e termonuclear.

Fora Pinto!

Os eletricitários também pedem a saída do atual presidente da empresa, Wilson Pinto Jr. “Assim como Pedro Parente na Petrobras, o Pinto Jr. representa a simbologia da privatização e a política de destruição do setor elétrico. Por isso, os eletricitários querem a sua saída imediata do cargo”, ressalta Nailor Gato, vice-presidente da FNU.

Devem cruzar os braços, nestes dias 11, 12 e 13 de junho, aproximadamente 24 mil trabalhadores do grupo Eletrobras das áreas administrativas e atividades fins, como operação e manutenção de todas as empresas de geração, transmissão e distribuição de energia: Furnas, Chesf, Eletrosul, Eletronorte, Eletrobras e o Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel), além das distribuidoras do estados do Piauí, Rondônia, Roraima, Acre e Amazonas.

Os eletricitários garantem que os serviços essenciais serão mantidos.


11 de junho: 56 anos da Eletrobras

A holding Eletrobras comemora 56 anos de existência neste 11 de junho. Ela foi instalada em 1962, no Palácio Laranjeiras, no Rio de Janeiro, durante o governo do presidente João Goulart.

Nesta data, ao fazerem essa grande mobilização em defesa da Eletrobras, os eletricitários darão a maior demonstração da importância da empresa para a povo brasileiro.

Por uma Eletrobras pública e eficiente! - confira nota técnica do Dieese sobre privatização do setor elétrico brasileiro -

https://www.dieese.org.br/notatecnica/2017/notaTec173PrivatizacaoSetorEletrico.pdf

Título: Contra a privatização da Eletrobras, eletricitários iniciam greve no dia do aniversário da Eletrobras, Conteúdo: Os eletricitários de todo sistema Eletrobras iniciam greve de 72 horas a partir da zero hora desta segunda-feira (11 de junho) para denunciar a ofensiva do governo de Michel Temer pela privatização da Eletrobras e a venda das distribuidoras de energia do grupo.   “Ao contrário do que o governo diz, a privatização da Eletrobras irá aumentar a conta de luz para o consumidor comum e a greve é um alerta para à população sobre esse risco. Além do mais, a política de privatização coloca em cheque a soberania nacional no planejamento e na operação da matriz elétrica brasileira, uma vez que o patrimônio do povo será vendido ao capital estrangeiro e, ainda por cima, a um preço de banana”, explica Pedro Blois, presidente da FNU - Federação Nacional dos Urbanitários, entidade que representa o categoria dos eletricitários em todo os país. Atualmente, o governo federal detém 63% do capital total da Eletrobras, sendo 51% da União e outros 12% do BNDESPar e a empresa representa 32% da capacidade instalada de geração de energia, atua na distribuição em seis estados das regiões Norte e Nordeste e é responsável por 47% das linhas de transmissão de energia do país. Tem usinas de vários tipos de energia, como hidrelétricas, eólica, nuclear, solar e termonuclear. Fora Pinto! Os eletricitários também pedem a saída do atual presidente da empresa, Wilson Pinto Jr. “Assim como Pedro Parente na Petrobras, o Pinto Jr. representa a simbologia da privatização e a política de destruição do setor elétrico. Por isso, os eletricitários querem a sua saída imediata do cargo”, ressalta Nailor Gato, vice-presidente da FNU. Devem cruzar os braços, nestes dias 11, 12 e 13 de junho, aproximadamente 24 mil trabalhadores do grupo Eletrobras das áreas administrativas e atividades fins, como operação e manutenção de todas as empresas de geração, transmissão e distribuição de energia: Furnas, Chesf, Eletrosul, Eletronorte, Eletrobras e o Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel), além das distribuidoras do estados do Piauí, Rondônia, Roraima, Acre e Amazonas. Os eletricitários garantem que os serviços essenciais serão mantidos. 11 de junho: 56 anos da Eletrobras A holding Eletrobras comemora 56 anos de existência neste 11 de junho. Ela foi instalada em 1962, no Palácio Laranjeiras, no Rio de Janeiro, durante o governo do presidente João Goulart. Nesta data, ao fazerem essa grande mobilização em defesa da Eletrobras, os eletricitários darão a maior demonstração da importância da empresa para a povo brasileiro. Por uma Eletrobras pública e eficiente! - confira nota técnica do Dieese sobre privatização do setor elétrico brasileiro - https://www.dieese.org.br/notatecnica/2017/notaTec173PrivatizacaoSetorEletrico.pdf