Comissões da Câmara e do Senado Federal ouvirão população de rua sobre violações de direitos em SP

Movimentos acusam gestão Doria (PSDB) de praticar atos higienistas

Escrito por: Rafael Silva - CUT São Paulo • Última modificação: 13/09/2017 - 15:53 • Publicado em: 13/09/2017 - 11:12 Escrito por: Rafael Silva - CUT São Paulo Publicado em: 13/09/2017 - 11:12 Última modificação: 13/09/2017 - 15:53

Reprodução Calendário Minha São Paulo

Nesta sexta-feira (15), a população em situação de rua de São Paulo será ouvida pelas comissões de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal sobre as violações de direitos que ocorrem na cidade. A atividade terá início às 9h e será na Quadra dos Bancários, na Rua Tabatinguera, 192, no centro da capital.

Essa reunião de escuta das violações ocorrerá por conta das denúncias recebidas pelas duas comissões e que motivaram requerimentos em ambos os colegiados. A população em situação de rua de São Paulo tem enfrentado diversos problemas por parte da Prefeitura, seja nas ruas ou nos serviços de acolhida.

Coordenador nacional do Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPSR), Darcy Costa fala que esse momento será importante para denunciar o descaso do poder público. “Será uma oportunidade para relatar o trato da polícia em casos que acontecem em regiões como na (Praça) 14 Bis e Cracolândia. Além da atuação da Prefeitura durante a ação de zeladoria, que retira cobertores e itens pessoais da população de rua, e que ainda cria toda uma burocracia para reaver de volta esses objetos.”

Em julho, a rádio CBN flagrou que o serviço de limpeza da Prefeitura acordava pessoas em situação de rua com jatos de água fria na região da Sé. Na época, as temperaturas chegavam a 8º durante a madrugada. Apesar de João Doria (PSDB) ter feito um vídeo negando a informação, até o momento a emissora de rádio afirma não ter recebido as imagens que sustentem a versão do prefeito.

Padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua, diz que "todo atendimento institucionalizado se torna violador de direitos" por conta das regras estabelicidas. "Para acessar um desses espaços, a pessoa precisa seguir muitas regras que acabam por excluir". A expectativa de Lancellotti é a de que os representantes da Câmara e do Senado façam encaminhamentos que possam mudar o atual cenário. 

Além do MNPSR e da Pastoral do Povo de Rua, diversas outras entidades e movimentos participam da mobilização da escuta desta sexta, como o Movimento da População em Situação de Rua do Estado de São Paulo e o espaço sociocultural Cisarte. Entre os apoiadores, estão o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região e a Unisol.

Título: Comissões da Câmara e do Senado Federal ouvirão população de rua sobre violações de direitos em SP, Conteúdo: Nesta sexta-feira (15), a população em situação de rua de São Paulo será ouvida pelas comissões de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal sobre as violações de direitos que ocorrem na cidade. A atividade terá início às 9h e será na Quadra dos Bancários, na Rua Tabatinguera, 192, no centro da capital. Essa reunião de escuta das violações ocorrerá por conta das denúncias recebidas pelas duas comissões e que motivaram requerimentos em ambos os colegiados. A população em situação de rua de São Paulo tem enfrentado diversos problemas por parte da Prefeitura, seja nas ruas ou nos serviços de acolhida. Coordenador nacional do Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPSR), Darcy Costa fala que esse momento será importante para denunciar o descaso do poder público. “Será uma oportunidade para relatar o trato da polícia em casos que acontecem em regiões como na (Praça) 14 Bis e Cracolândia. Além da atuação da Prefeitura durante a ação de zeladoria, que retira cobertores e itens pessoais da população de rua, e que ainda cria toda uma burocracia para reaver de volta esses objetos.” Em julho, a rádio CBN flagrou que o serviço de limpeza da Prefeitura acordava pessoas em situação de rua com jatos de água fria na região da Sé. Na época, as temperaturas chegavam a 8º durante a madrugada. Apesar de João Doria (PSDB) ter feito um vídeo negando a informação, até o momento a emissora de rádio afirma não ter recebido as imagens que sustentem a versão do prefeito. Padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua, diz que todo atendimento institucionalizado se torna violador de direitos por conta das regras estabelicidas. Para acessar um desses espaços, a pessoa precisa seguir muitas regras que acabam por excluir. A expectativa de Lancellotti é a de que os representantes da Câmara e do Senado façam encaminhamentos que possam mudar o atual cenário.  Além do MNPSR e da Pastoral do Povo de Rua, diversas outras entidades e movimentos participam da mobilização da escuta desta sexta, como o Movimento da População em Situação de Rua do Estado de São Paulo e o espaço sociocultural Cisarte. Entre os apoiadores, estão o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região e a Unisol.



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