Campanha Salarial 2017: FEM-CUT/SP realiza segunda rodada de negociações com Grupo 3

Bancada Patronal insiste no fim da cláusula do trabalhador acidentado

Escrito por: Marina Selerges - FEM • Publicado em: 09/08/2017 - 13:00 Escrito por: Marina Selerges - FEM Publicado em: 09/08/2017 - 13:00

Marina Selerges

A Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT São Paulo realizou nesta quarta-feira, 09, a segunda rodada de Negociações com o Grupo 3, que reúne os sindicatos patronais de Peças, Forjaria e Parafusos. Realizada na sede da FEM-CUT/SP, em São Bernardo do Campo/ SP, a reunião tratou das cláusulas pré-existentes na Convenção Coletiva de Trabalho do G3 e também das reivindicações do grupo patronal.
 
“As cláusulas pré-existentes são cláusulas leves, apropriadas para o momento de crise e não têm impacto econômico”, explicou Raimundo Oliveira, assessor jurídico da FEM-CUT/SP. Esse rol de cláusulas reivindicam alterações na cláusula do auxílio funerário, por exemplo, acelerando o pagamento do auxílio às famílias, garantias às mulheres que sofrerem aborto ou estiverem em situação de violência e também a inserção de cláusulas que orientam a contratação do trabalhador/a com deficiência por meio da ABEA (Associação Brasileira de Emprego Apoiado). “Essas cláusulas são de cunho humanitário, que caracterizaram a Campanha Salarial do último ano, mas que não foi assinada pelo Grupo 3”, finalizou Oliveira”.
 
Da pauta de reivindicações patronal, diversos pontos já estão contemplados na redação da última convenção coletiva ou já estão previstas em lei. “Eles voltam a atacar os direitos dos trabalhadores/as acidentados ou portadores de doença profissional”, alerta Adilson Faustino, o Carpinha, Secretário Geral da FEM-CUT/SP. O principal argumento do setor patronal é o mau uso das garantias aos trabalhadores/as portadores acidentados ou com doença profissional. “Má fé existe em todo lugar e existem órgãos competentes para tratar desses casos que são isolados. De forma alguma, esses casos devem pautar a retirada desta garantia para o conjunto da categoria metalúrgica”, afirmou Carpinha. A bancada patronal pede a retirada das cláusulas que tratam licença amamentação, reajuste do vale transporte dissociado do reajuste do transporte público, além das garantias ao trabalhador estudante.
 
Para Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, presidente da FEM-CUT/SP, o esforço da bancada de trabalhadores/as é grande para construir uma nova Convenção Coletiva de Trabalho. “O momento é delicado, mas ainda assim devemos debater incansavelmente até chegar a um entendimento. São 3 anos sem convenção coletiva. Fizemos acordos com todos os outros os grupos patronais, menos com o Grupo 3. O problema não é na bancada dos trabalhadores”, afirmou Luizão.
 
Campanha Salarial 2017: Resistência Unidade e Luta
 
A data base da categoria é 1º de Setembro. A FEM-CUT/SP representa aproximadamente 198 mil metalúrgicos/as no Estado de São Paulo. A Campanha Salarial 2017 “Resistência, Unidade e Luta”, traz em sua identidade visual o resgate do Construtivismo Russo, linguagem estética e artística usada durante o período revolucionário russo para dialogar com a população por meio de cartazes e panfletos. Além de homenagear os 100 anos da Revolução Russa, a campanha também celebra os 100 anos da primeira Greve Geral no Brasil. “100 anos depois da Greve Geral de 1917, em 28 de abril de 2017, construímos a maior greve geral da história do Brasil. Em um momento como esse que vivemos, de ataques concretos contra nossos direitos é importante resgatar os diversos momentos de resistência da classe trabalhadora”, explica Luizão.
Título: Campanha Salarial 2017: FEM-CUT/SP realiza segunda rodada de negociações com Grupo 3, Conteúdo: A Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT São Paulo realizou nesta quarta-feira, 09, a segunda rodada de Negociações com o Grupo 3, que reúne os sindicatos patronais de Peças, Forjaria e Parafusos. Realizada na sede da FEM-CUT/SP, em São Bernardo do Campo/ SP, a reunião tratou das cláusulas pré-existentes na Convenção Coletiva de Trabalho do G3 e também das reivindicações do grupo patronal.   “As cláusulas pré-existentes são cláusulas leves, apropriadas para o momento de crise e não têm impacto econômico”, explicou Raimundo Oliveira, assessor jurídico da FEM-CUT/SP. Esse rol de cláusulas reivindicam alterações na cláusula do auxílio funerário, por exemplo, acelerando o pagamento do auxílio às famílias, garantias às mulheres que sofrerem aborto ou estiverem em situação de violência e também a inserção de cláusulas que orientam a contratação do trabalhador/a com deficiência por meio da ABEA (Associação Brasileira de Emprego Apoiado). “Essas cláusulas são de cunho humanitário, que caracterizaram a Campanha Salarial do último ano, mas que não foi assinada pelo Grupo 3”, finalizou Oliveira”.   Da pauta de reivindicações patronal, diversos pontos já estão contemplados na redação da última convenção coletiva ou já estão previstas em lei. “Eles voltam a atacar os direitos dos trabalhadores/as acidentados ou portadores de doença profissional”, alerta Adilson Faustino, o Carpinha, Secretário Geral da FEM-CUT/SP. O principal argumento do setor patronal é o mau uso das garantias aos trabalhadores/as portadores acidentados ou com doença profissional. “Má fé existe em todo lugar e existem órgãos competentes para tratar desses casos que são isolados. De forma alguma, esses casos devem pautar a retirada desta garantia para o conjunto da categoria metalúrgica”, afirmou Carpinha. A bancada patronal pede a retirada das cláusulas que tratam licença amamentação, reajuste do vale transporte dissociado do reajuste do transporte público, além das garantias ao trabalhador estudante.   Para Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, presidente da FEM-CUT/SP, o esforço da bancada de trabalhadores/as é grande para construir uma nova Convenção Coletiva de Trabalho. “O momento é delicado, mas ainda assim devemos debater incansavelmente até chegar a um entendimento. São 3 anos sem convenção coletiva. Fizemos acordos com todos os outros os grupos patronais, menos com o Grupo 3. O problema não é na bancada dos trabalhadores”, afirmou Luizão.   Campanha Salarial 2017: Resistência Unidade e Luta   A data base da categoria é 1º de Setembro. A FEM-CUT/SP representa aproximadamente 198 mil metalúrgicos/as no Estado de São Paulo. A Campanha Salarial 2017 “Resistência, Unidade e Luta”, traz em sua identidade visual o resgate do Construtivismo Russo, linguagem estética e artística usada durante o período revolucionário russo para dialogar com a população por meio de cartazes e panfletos. Além de homenagear os 100 anos da Revolução Russa, a campanha também celebra os 100 anos da primeira Greve Geral no Brasil. “100 anos depois da Greve Geral de 1917, em 28 de abril de 2017, construímos a maior greve geral da história do Brasil. Em um momento como esse que vivemos, de ataques concretos contra nossos direitos é importante resgatar os diversos momentos de resistência da classe trabalhadora”, explica Luizão.



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