Bancários: negociação será retomada no dia 4

Se bancos querem mesmo resolver campanha na mesa de negociação, têm de pagar aumento real maior, valorizar PLR, piso e auxílios

Escrito por: flaviana • Publicado em: 30/08/2012 - 16:14 Escrito por: flaviana Publicado em: 30/08/2012 - 16:14

Claudia Motta - Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

A proposta dos bancos de aumento real de 0,7% não avançou. Uma nova rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban) foi marcada para terça 4.

Durante toda a manhã da quarta-feira 29, os representantes dos trabalhadores apresentaram aos bancos números que demonstram que o índice de reajuste salarial de 6%, apresentado pela Fenaban no dia anterior, é insuficiente.

??Deixamos claro que os bancários ficaram bastante insatisfeitos com a proposta e com esse índice?, afirma Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato.

??Para resolver a campanha na mesa de negociação como os bancos falam, eles precisam pagar aumento real de verdade, PLR, piso e auxílios maiores?, ressalta a dirigente. ??Além disso, melhorar condições de trabalho e contratar mais para acabar com a sobrecarga e o desrespeito à jornada que adoecem a categoria. E isso que a categoria bancaria, em todo o Brasil, reivindica e vem reforçando desde o início da Campanha 2012.?

Na tarde dessa mesma quarta-feira 29, os representantes dos trabalhadores e dos bancos também debateram o programa de combate ao assédio moral.

Demandas ?? O Comando relembrou aos bancos que os resultados do setor indicam plenas condições para atender às demandas da categoria. ??O lucro cresceu no primeiro semestre deste ano, mesmo com o alto provisionamento. São quase R$ 26 bi de lucro líquido somente para as sete maiores instituições do país. E isso com PDD (provisão para devedores duvidosos) de mais de 30% em média?, reafirma a presidenta do Sindicato.

??Reforçamos também que já foi maior a porcentagem do lucro líquido que os bancos gastam com a PLR dos trabalhadores e isso tem de mudar. Com esse provisionamento alto e se não for alterada a regra, bancos como Bradesco, Santander e HSBC vão pagar PLR menor que a de 2011. Não podemos aceitar?, explica Juvandia. ??Os bancos têm de voltar para a rodada de negociação do dia 4 com proposta que atenda todas essas demandas fundamentais à categoria.?

Veja abaixo outros itens da proposta global dos bancos

EMPREGO
Os bancos se negaram a tratar das reivindicações de emprego na CCT, informando que essas questões devem ser resolvidas em acordo coletivo de trabalho, ou seja, banco a banco.

Diante disso, o Comando Nacional dos Bancários enviará carta a cada uma das instituições que compõem a mesa da Fenaban solicitando espaço para discutir demandas fundamentais à categoria, como mais contratações, fim da rotatividade, da terceirização e das dispensas imotivadas, respeito à jornada de seis horas, universalização dos serviços bancários. ??Deixamos claro para os bancos a relevância do tema e de mudanças que alterem a realidade de sobrecarga de trabalho e adoecimento dos bancários, por falta de funcionários e desrespeito à jornada?, relata Juvandia.

SEGURAN?A
A proposta do Comando, de manter um projeto piloto de segurança, foi aceita pela Fenaban, em local ainda a ser definido. O objetivo é cruzar estatísticas com dados do passado e do presente que mostrem a importância das ações implementadas, como portas de segurança e biombos de proteção entre os caixas e entre as filas. Um grupo de trabalho com representantes dos bancários e dos bancos deverá acompanhar os planos de ação e de monitoramento.

??Tem de ter prazo para começar e para analisar. Tendo esses números a gente consegue estabelecer a discussão das medidas que têm de ser implementadas no Brasil inteiro?, explica Juvandia.

SAUDE
"Os bancos se comprometeram com atuação emergencial junto aos trabalhadores afastados que ficam sem salário e benefício até a perícia" do INSS ou devido a alta programada. A cláusula que deverá constar da Convenção Coletiva de Trabalho deve definir quanto, como e até quando pagar os salários dos afastados.

Também ficou acertado que representantes dos bancários e dos bancos procurarão a Previdência, juntos, para cobrar solução para o probolema. ??O importante é que possamos garantir os proventos desses trabalhadores que já sofrem tanto com o adoecimento. Esse é um avanço importante em relação aos direitos dos afastados?, ressalta Juvandia.

Até o encerramento da campanha, os bancos também devem se posicionar em relação à cláusula que prevê o direito à reabilitação após adoecimento, mas à qual nenhuma instituição aderiu.

IGUALDADE
Os bancos finalmente aceitaram refazer o censo da categoria. Ao longo de 2013 farão o planejamento, preparação e sensibilização dos trabalhadores para aplicação da pesquisa no início de 2014. Toda a discussão será feita na mesa temática de igualdade de oportunidade. ??Esse censo é importante para que possamos saber das condições das mulheres, dos negros, das pessoas com deficiência e trabalhar para que todos tenham as mesmas oportunidades nos bancos?, completa Juvandia.

Título: Bancários: negociação será retomada no dia 4, Conteúdo: Claudia Motta - Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região A proposta dos bancos de aumento real de 0,7% não avançou. Uma nova rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban) foi marcada para terça 4. Durante toda a manhã da quarta-feira 29, os representantes dos trabalhadores apresentaram aos bancos números que demonstram que o índice de reajuste salarial de 6%, apresentado pela Fenaban no dia anterior, é insuficiente.??Deixamos claro que os bancários ficaram bastante insatisfeitos com a proposta e com esse índice?, afirma Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato. ??Para resolver a campanha na mesa de negociação como os bancos falam, eles precisam pagar aumento real de verdade, PLR, piso e auxílios maiores?, ressalta a dirigente. ??Além disso, melhorar condições de trabalho e contratar mais para acabar com a sobrecarga e o desrespeito à jornada que adoecem a categoria. E isso que a categoria bancaria, em todo o Brasil, reivindica e vem reforçando desde o início da Campanha 2012.?Na tarde dessa mesma quarta-feira 29, os representantes dos trabalhadores e dos bancos também debateram o programa de combate ao assédio moral. Demandas ?? O Comando relembrou aos bancos que os resultados do setor indicam plenas condições para atender às demandas da categoria. ??O lucro cresceu no primeiro semestre deste ano, mesmo com o alto provisionamento. São quase R$ 26 bi de lucro líquido somente para as sete maiores instituições do país. E isso com PDD (provisão para devedores duvidosos) de mais de 30% em média?, reafirma a presidenta do Sindicato. ??Reforçamos também que já foi maior a porcentagem do lucro líquido que os bancos gastam com a PLR dos trabalhadores e isso tem de mudar. Com esse provisionamento alto e se não for alterada a regra, bancos como Bradesco, Santander e HSBC vão pagar PLR menor que a de 2011. Não podemos aceitar?, explica Juvandia. ??Os bancos têm de voltar para a rodada de negociação do dia 4 com proposta que atenda todas essas demandas fundamentais à categoria.? Veja abaixo outros itens da proposta global dos bancos EMPREGOOs bancos se negaram a tratar das reivindicações de emprego na CCT, informando que essas questões devem ser resolvidas em acordo coletivo de trabalho, ou seja, banco a banco.Diante disso, o Comando Nacional dos Bancários enviará carta a cada uma das instituições que compõem a mesa da Fenaban solicitando espaço para discutir demandas fundamentais à categoria, como mais contratações, fim da rotatividade, da terceirização e das dispensas imotivadas, respeito à jornada de seis horas, universalização dos serviços bancários. ??Deixamos claro para os bancos a relevância do tema e de mudanças que alterem a realidade de sobrecarga de trabalho e adoecimento dos bancários, por falta de funcionários e desrespeito à jornada?, relata Juvandia.SEGURAN?AA proposta do Comando, de manter um projeto piloto de segurança, foi aceita pela Fenaban, em local ainda a ser definido. O objetivo é cruzar estatísticas com dados do passado e do presente que mostrem a importância das ações implementadas, como portas de segurança e biombos de proteção entre os caixas e entre as filas. Um grupo de trabalho com representantes dos bancários e dos bancos deverá acompanhar os planos de ação e de monitoramento.??Tem de ter prazo para começar e para analisar. Tendo esses números a gente consegue estabelecer a discussão das medidas que têm de ser implementadas no Brasil inteiro?, explica Juvandia.SAUDE"Os bancos se comprometeram com atuação emergencial junto aos trabalhadores afastados que ficam sem salário e benefício até a perícia" do INSS ou devido a alta programada. A cláusula que deverá constar da Convenção Coletiva de Trabalho deve definir quanto, como e até quando pagar os salários dos afastados.Também ficou acertado que representantes dos bancários e dos bancos procurarão a Previdência, juntos, para cobrar solução para o probolema. ??O importante é que possamos garantir os proventos desses trabalhadores que já sofrem tanto com o adoecimento. Esse é um avanço importante em relação aos direitos dos afastados?, ressalta Juvandia.Até o encerramento da campanha, os bancos também devem se posicionar em relação à cláusula que prevê o direito à reabilitação após adoecimento, mas à qual nenhuma instituição aderiu.IGUALDADEOs bancos finalmente aceitaram refazer o censo da categoria. Ao longo de 2013 farão o planejamento, preparação e sensibilização dos trabalhadores para aplicação da pesquisa no início de 2014. Toda a discussão será feita na mesa temática de igualdade de oportunidade. ??Esse censo é importante para que possamos saber das condições das mulheres, dos negros, das pessoas com deficiência e trabalhar para que todos tenham as mesmas oportunidades nos bancos?, completa Juvandia.



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