Balanço: trabalhadoras mobilizam 8 de março no estado de SP

Cutistas de vários ramos organizam e participam de atos, debates e mobilizações pelo interior paulista

Escrito por: Rafael Silva e Vanessa Ramos - CUT São Paulo • Publicado em: 08/03/2017 - 20:20 Escrito por: Rafael Silva e Vanessa Ramos - CUT São Paulo Publicado em: 08/03/2017 - 20:20

Foto: Dino Santos Foto: Dino Santos Trabalhadoras de diferentes ramos sindicais iniciaram o 8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres, nas ruas do estado de São Paulo. A mobilização contou com atividades como palestras, panfletagem, passeatas, atos e diálogos com a população.

Em São Paulo, sindicatos filiados à CUT iniciaram ações desde as primeiras horas da manhã com a entrega do jornal da Classe Trabalhadora, edição Mulheres. O material foi entregue nas portas de fábricas, comércios e nas praças públicas.

As pessoas foram convidadas a se somarem nos atos contra o governo golpista de Michel Temer (PMDB), que pretende, nos próximos dias, iniciar um dos maiores ataques aos trabalhadores da história do Brasil com reformas que acabam com a aposentadoria e liberam a terceirização sem limites.

Também foram feitos debates a fim de sensibilizar a população sobre a importância da luta pela garantia dos direitos e o reconhecimento de que é preciso descontruir uma cultura machista presente no país, responsável, entre outros motivos, pelos casos de violência contra a mulher e a desigualdade enfrentada pelas mulheres no mercado de trabalho. 

Trabalhadoras de diferentes categorias - Foto: Fridas ComunicaTrabalhadoras de diferentes categorias - Foto: Fridas Comunica

Capital em luta

Na cidade de São Paulo, as atividades começaram às 14h, em frente ao prédio do INSS, no Viaduto Santa Efigênia, com assembleia das trabalhadoras cutistas contra a Reforma da Previdência.

Depois da assembleia, as cutistas se somaram ao ato unificado na Praça da Sé. A organização do evento estimou 60 mil pessoas. De lá saíram em caminhada sentido Avenida Brigadeiro Luís Antônio.

No início da tarde, os professores municipais (Sinpeem) se concentraram na Praça Oswaldo Cruz e os estaduais (Apeoesp) no vão livre do Masp. Decidiram em assembleia pela greve nacional que ocorrerá no próximo dia 15 contra a reforma da aposentadoria.

Depois se encontraram com os movimentos de mulheres, às 18h, também na Av. Brigadeiro. E seguiram todos em marcha até a Prefeitura de São Paulo, aproveitando para criticar, dentre tantas pautas, a atual gestão de João Doria que extinguiu a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres.

Luta pelas regiões

Foto: Dino SantosFoto: Dino Santos

Em Osasco, as categorias marcharam pela manhã da estação de trem da cidade até a prefeitura. No final da tarde houve homenagem às trabalhadoras e ato político no Sindicato dos Comerciários de Osasco (Secor). Em Mogi das Cruzes, os sindicalistas entregaram jornal da CUT-SP na Praça da Marisa

Na cidade de Campinas, as mulheres realizaram ato político na Praça da Catedral, na parte da tarde, e caminharam até a prefeitura. A atividade foi organizada por coletivos, centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais ligados à Frente Brasil Popular.

Em Jundiaí-SP, houve palestra sobre a reforma da Previdência e os retrocessos que a medida traz, na sede da Associação dos Aposentados. Depois os participantes viajaram até a capital paulista.

Confira as fotos das atividades das regiões em nossas redes sociais (clique)

Já em Ribeirão Preto, as atividades tomaram o dia todo. Na parte da manhã houve coleta de assinaturas contra o fechamento do Conselho Municipal da Mulher, no centro da cidade. Na parte da tarde, um evento contou com prestação de serviços de saúde pública para mulheres. Depois ocorreu um sarau com apresentação de teatro e maracatu e debate com universitários e representantes dos movimentos de mulheres e negro.

No município de Matão, a 300 km da capital, os movimentos entregaram o jornal da Mulher Trabalhadora nas empresas metalúrgicas, químicas, alimentação e em escolas. À tarde houve um ato das mulheres no centro da cidade.

Próximas agendas

No próximo dia 10, a subsede do ABC participará da Comemoração dos 30 anos de luta das mulheres da CUT, organizada pelos metalúrgicos na região. O evento começa às 18h, na Rua João Basso n° 231, no centro de São Bernardo do Campo (SP).

O dia 11 de março ocorrerá um Ato Regional do ABC, com início às 9 horas, na Praça Lauro Gomes em SBC. Em marcha os participantes seguirão até a Praça Santa Filomena.

No dia 12, as químicas preparam uma atividade de mulheres, às 9h, no Sindicato dos Químicos de São Paulo, à Rua Tamandaré, 348, São Paulo-SP.

Haverá sessão solene na Câmara de SBC, no dia 13 de março, às 19 horas.

Entre os dias 13 e 23 de março, ocorre a panfletagem do Jornal das Mulheres da CUT-SP, nos terminais, feiras e postos de saúde de Sorocaba (SP). Na cidade também tem o debate sobre “As Mudanças na Previdência e Violência contra as Mulheres”, que será no dia 24, sexta-feira.

No dia 15 de março, quarta-feira, é o Dia Nacional de Paralisação e Mobilização contra a Reforma da Previdência, com ato no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, a partir das 16h.

No último sábado (25) do mês haverá Encontro de Mulheres Costureiras do ABC.

Confira a fala da secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP, Ana Lúcia Firmino, no ato em frente ao INSS nesta quarta (8):

Título: Balanço: trabalhadoras mobilizam 8 de março no estado de SP, Conteúdo: Trabalhadoras de diferentes ramos sindicais iniciaram o 8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres, nas ruas do estado de São Paulo. A mobilização contou com atividades como palestras, panfletagem, passeatas, atos e diálogos com a população. Em São Paulo, sindicatos filiados à CUT iniciaram ações desde as primeiras horas da manhã com a entrega do jornal da Classe Trabalhadora, edição Mulheres. O material foi entregue nas portas de fábricas, comércios e nas praças públicas. As pessoas foram convidadas a se somarem nos atos contra o governo golpista de Michel Temer (PMDB), que pretende, nos próximos dias, iniciar um dos maiores ataques aos trabalhadores da história do Brasil com reformas que acabam com a aposentadoria e liberam a terceirização sem limites. Também foram feitos debates a fim de sensibilizar a população sobre a importância da luta pela garantia dos direitos e o reconhecimento de que é preciso descontruir uma cultura machista presente no país, responsável, entre outros motivos, pelos casos de violência contra a mulher e a desigualdade enfrentada pelas mulheres no mercado de trabalho.  Capital em luta Na cidade de São Paulo, as atividades começaram às 14h, em frente ao prédio do INSS, no Viaduto Santa Efigênia, com assembleia das trabalhadoras cutistas contra a Reforma da Previdência. Depois da assembleia, as cutistas se somaram ao ato unificado na Praça da Sé. A organização do evento estimou 60 mil pessoas. De lá saíram em caminhada sentido Avenida Brigadeiro Luís Antônio. No início da tarde, os professores municipais (Sinpeem) se concentraram na Praça Oswaldo Cruz e os estaduais (Apeoesp) no vão livre do Masp. Decidiram em assembleia pela greve nacional que ocorrerá no próximo dia 15 contra a reforma da aposentadoria. Depois se encontraram com os movimentos de mulheres, às 18h, também na Av. Brigadeiro. E seguiram todos em marcha até a Prefeitura de São Paulo, aproveitando para criticar, dentre tantas pautas, a atual gestão de João Doria que extinguiu a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres. Luta pelas regiões Em Osasco, as categorias marcharam pela manhã da estação de trem da cidade até a prefeitura. No final da tarde houve homenagem às trabalhadoras e ato político no Sindicato dos Comerciários de Osasco (Secor). Em Mogi das Cruzes, os sindicalistas entregaram jornal da CUT-SP na Praça da Marisa Na cidade de Campinas, as mulheres realizaram ato político na Praça da Catedral, na parte da tarde, e caminharam até a prefeitura. A atividade foi organizada por coletivos, centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais ligados à Frente Brasil Popular. Em Jundiaí-SP, houve palestra sobre a reforma da Previdência e os retrocessos que a medida traz, na sede da Associação dos Aposentados. Depois os participantes viajaram até a capital paulista. Confira as fotos das atividades das regiões em nossas redes sociais (clique) Já em Ribeirão Preto, as atividades tomaram o dia todo. Na parte da manhã houve coleta de assinaturas contra o fechamento do Conselho Municipal da Mulher, no centro da cidade. Na parte da tarde, um evento contou com prestação de serviços de saúde pública para mulheres. Depois ocorreu um sarau com apresentação de teatro e maracatu e debate com universitários e representantes dos movimentos de mulheres e negro. No município de Matão, a 300 km da capital, os movimentos entregaram o jornal da Mulher Trabalhadora nas empresas metalúrgicas, químicas, alimentação e em escolas. À tarde houve um ato das mulheres no centro da cidade. Próximas agendas No próximo dia 10, a subsede do ABC participará da Comemoração dos 30 anos de luta das mulheres da CUT, organizada pelos metalúrgicos na região. O evento começa às 18h, na Rua João Basso n° 231, no centro de São Bernardo do Campo (SP). O dia 11 de março ocorrerá um Ato Regional do ABC, com início às 9 horas, na Praça Lauro Gomes em SBC. Em marcha os participantes seguirão até a Praça Santa Filomena. No dia 12, as químicas preparam uma atividade de mulheres, às 9h, no Sindicato dos Químicos de São Paulo, à Rua Tamandaré, 348, São Paulo-SP. Haverá sessão solene na Câmara de SBC, no dia 13 de março, às 19 horas. Entre os dias 13 e 23 de março, ocorre a panfletagem do Jornal das Mulheres da CUT-SP, nos terminais, feiras e postos de saúde de Sorocaba (SP). Na cidade também tem o debate sobre “As Mudanças na Previdência e Violência contra as Mulheres”, que será no dia 24, sexta-feira. No dia 15 de março, quarta-feira, é o Dia Nacional de Paralisação e Mobilização contra a Reforma da Previdência, com ato no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, a partir das 16h. No último sábado (25) do mês haverá Encontro de Mulheres Costureiras do ABC. Confira a fala da secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP, Ana Lúcia Firmino, no ato em frente ao INSS nesta quarta (8):



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