Ato de docentes, funcionários e alunos da USP defende Lula e a democracia

Atividade será no dia 9 de agosto no vão da História e Geografia da universidade

Escrito por: Vanessa Ramos - CUT São Paulo • Publicado em: 31/07/2018 - 15:44 Escrito por: Vanessa Ramos - CUT São Paulo Publicado em: 31/07/2018 - 15:44

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Desde a prisão política de Lula, no dia 7 de abril, comitês em defesa do ex-presidente e da democracia começaram a ser criados em diferentes regiões do Brasil. Diversos países também organizaram ações de solidariedade exigindo a liberdade de Lula, que está detido na Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba.

Um desses comitês foi criado por estudantes, funcionários e docentes da Universidade de São Paulo (USP) que, no próximo dia 9 de agosto, preparam um ato no vão da História e Geografia da universidade, na Avenida Lineu Prestes, 338, na capital paulista. A atividade será a partir das 17h30 e conta com a participação, entre outras, de Frei Betto, da economista Leda Paulani, do professor da Universidade federal do ABC, Gilberto Maringoni e dirigentes cutistas.

Um dos participantes será o presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo. Para ele, não há como a educação fechar os olhos para o que tem acontecido no Brasil. “Lula representa outro projeto de país, diferente de tudo que temos visto hoje neste cenário de desmonte que envolve ainda as universidades públicas. Aqui em São Paulo, o governo estadual tem muita responsabilidade já que é incansável nas alianças com o governo golpista de Michel Temer (MDB)”, afirma o dirigente.

A luta em apoio a Lula é também a defesa das universidades públicas, gratuita e de qualidade, aponta o professor do departamento de História da USP, Everaldo de Oliveira Andrade.

“Essa luta está ligada ao direito e à liberdade de os professores se expressarem nas universidades já que o mundo acadêmico vem sendo ameaçado. E isso tem relação com os ataques que a população vem sofrendo, com a reforma trabalhista, as privatizações, a ameaça da reforma da Previdência. E a possibilidade de Lula ser candidato é um instrumento para que o conjunto da população possa se defender desses ataques, junto com a construção de uma Constituinte, defendida por Lula como caminho para reconstruir os direitos e a democracia no Brasil”, explica o docente, que faz parte da Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp).

Nesta disputa, afirma o diretor executivo da CUT, Júlio Turra, as universidades têm a responsabilidade de aprofundar o debate com a sociedade. “Num momento em que o golpe segue curso e há um aprofundamento na retirada de direitos é fundamental o envolvimento de estudantes, docentes e trabalhadores das universidades já que esses espaços representam centros de difusão de ideias”, conclui.

Título: Ato de docentes, funcionários e alunos da USP defende Lula e a democracia, Conteúdo: Desde a prisão política de Lula, no dia 7 de abril, comitês em defesa do ex-presidente e da democracia começaram a ser criados em diferentes regiões do Brasil. Diversos países também organizaram ações de solidariedade exigindo a liberdade de Lula, que está detido na Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba. Um desses comitês foi criado por estudantes, funcionários e docentes da Universidade de São Paulo (USP) que, no próximo dia 9 de agosto, preparam um ato no vão da História e Geografia da universidade, na Avenida Lineu Prestes, 338, na capital paulista. A atividade será a partir das 17h30 e conta com a participação, entre outras, de Frei Betto, da economista Leda Paulani, do professor da Universidade federal do ABC, Gilberto Maringoni e dirigentes cutistas. Um dos participantes será o presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo. Para ele, não há como a educação fechar os olhos para o que tem acontecido no Brasil. “Lula representa outro projeto de país, diferente de tudo que temos visto hoje neste cenário de desmonte que envolve ainda as universidades públicas. Aqui em São Paulo, o governo estadual tem muita responsabilidade já que é incansável nas alianças com o governo golpista de Michel Temer (MDB)”, afirma o dirigente. A luta em apoio a Lula é também a defesa das universidades públicas, gratuita e de qualidade, aponta o professor do departamento de História da USP, Everaldo de Oliveira Andrade. “Essa luta está ligada ao direito e à liberdade de os professores se expressarem nas universidades já que o mundo acadêmico vem sendo ameaçado. E isso tem relação com os ataques que a população vem sofrendo, com a reforma trabalhista, as privatizações, a ameaça da reforma da Previdência. E a possibilidade de Lula ser candidato é um instrumento para que o conjunto da população possa se defender desses ataques, junto com a construção de uma Constituinte, defendida por Lula como caminho para reconstruir os direitos e a democracia no Brasil”, explica o docente, que faz parte da Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp). Nesta disputa, afirma o diretor executivo da CUT, Júlio Turra, as universidades têm a responsabilidade de aprofundar o debate com a sociedade. “Num momento em que o golpe segue curso e há um aprofundamento na retirada de direitos é fundamental o envolvimento de estudantes, docentes e trabalhadores das universidades já que esses espaços representam centros de difusão de ideias”, conclui.