Aos 79 anos, morre José Alencar

Escrito por: tatiana • Publicado em: 29/03/2011 - 16:28 Escrito por: tatiana Publicado em: 29/03/2011 - 16:28
Na última aparição pública, Alencar se disse vencedor independentemente do resultado (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil) Na última aparição pública, Alencar se disse vencedor independentemente do resultado (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Rede Brasil Atual

São Paulo - José Alencar, ex-vice-presidente da República, morreu na tarde desta terça-feira (29), no Hospital Sírio-Libanês, na capital Paulista. Ele estava internado desde segunda-feira (28), quando apresentou quadro de oclusão intestinal e peritonite ?? entupimento e perfuração da parede do intestino ?? no que se mostrou o último capítulo de uma luta contra tumores na região abdominal iniciada em 1997.

Ele tinha 79 anos e estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Desde a manhã desta terça, a equipe médica havia deixado claro que não havia novo tratamento para o quadro de Alencar. Por isso, ele foi sedado com analgésicos para não sofrer.

A carreira política do empresário nascido em Muriaé, na Zona da Mata de Minas Gerais, começou aos 14 anos. O ponto alto da carreira foi a formação da Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), ainda sob o controle de sua família. Ele é considerado uma das grandes referências entre os empresários do estado.

Alencar foi presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) de 1989 a 1995, e candidatou-se ao governo de Minas em 1994.

Os primeiros tumores foram encontrados no rim, espalhando-se para a próstata, bexiga e intestino. Foram pelo menos 15 procedimentos cirúrgicos no período, incluindo boa parte dos dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva. A sequência mais complexa ocorreu em 2009, quando a intervenção durou 17 horas seguidas. No fim do ano passado, perto da sucessão presidencial, Alencar passou por recorrentes internações e interrupções de tratamentos de quimioterapia. Por isso, não pode participar da cerimônia de posse de Dilma Rousseff.

Como vice-presidente, manteve-se atuante como vice, apesar da luta contra a doença. Além de assumir o cargo durante viagens presidenciais, Alencar opinava sobre a política do país. Especialmente no primeiro mandato, o destaque eram as críticas a temas econômicos, como a taxa de juros elevada. Ele mantinha ainda o bom humor nos últimos anos de vida.

No último evento público, quando recebeu uma homenagem em São Paulo, no dia 25 de janeiro, data do aniversário da cidade, Alencar chegou a esboçar um pronunciamento. "Se eu morrer agora, é um privilégio para mim, que a situação está tão boa, que não tem como melhorá-la", disse.

Ele reconhecia que não estava bem, mas dizia não poder se queixar. "Estou lutando para não morrer e estamos vencendo com a força de Deus. E seja qual for o resultado, será uma vitória nossa. O que ele fizer é o que está certo", disse, à ocasião.

Como a presidenta Dilma Rousseff está em viagem a Portugal, o primeiro a se manifestar no Planalto foi o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República. "Ele deu tantos bailes nos médicos que a gente achava que ele poderia ainda aguentar mais um pouco no meio de nós. Foi o equilíbrio dele, a amizade dele que nos confortou nas horas mais difíceis", afirmou o ministro, que no governo Lula foi chefe de gabinete da Presidência.

Título: Aos 79 anos, morre José Alencar, Conteúdo: Rede Brasil Atual São Paulo - José Alencar, ex-vice-presidente da República, morreu na tarde desta terça-feira (29), no Hospital Sírio-Libanês, na capital Paulista. Ele estava internado desde segunda-feira (28), quando apresentou quadro de oclusão intestinal e peritonite ?? entupimento e perfuração da parede do intestino ?? no que se mostrou o último capítulo de uma luta contra tumores na região abdominal iniciada em 1997. Ele tinha 79 anos e estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Desde a manhã desta terça, a equipe médica havia deixado claro que não havia novo tratamento para o quadro de Alencar. Por isso, ele foi sedado com analgésicos para não sofrer. A carreira política do empresário nascido em Muriaé, na Zona da Mata de Minas Gerais, começou aos 14 anos. O ponto alto da carreira foi a formação da Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), ainda sob o controle de sua família. Ele é considerado uma das grandes referências entre os empresários do estado. Alencar foi presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) de 1989 a 1995, e candidatou-se ao governo de Minas em 1994. Os primeiros tumores foram encontrados no rim, espalhando-se para a próstata, bexiga e intestino. Foram pelo menos 15 procedimentos cirúrgicos no período, incluindo boa parte dos dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva. A sequência mais complexa ocorreu em 2009, quando a intervenção durou 17 horas seguidas. No fim do ano passado, perto da sucessão presidencial, Alencar passou por recorrentes internações e interrupções de tratamentos de quimioterapia. Por isso, não pode participar da cerimônia de posse de Dilma Rousseff. Como vice-presidente, manteve-se atuante como vice, apesar da luta contra a doença. Além de assumir o cargo durante viagens presidenciais, Alencar opinava sobre a política do país. Especialmente no primeiro mandato, o destaque eram as críticas a temas econômicos, como a taxa de juros elevada. Ele mantinha ainda o bom humor nos últimos anos de vida. No último evento público, quando recebeu uma homenagem em São Paulo, no dia 25 de janeiro, data do aniversário da cidade, Alencar chegou a esboçar um pronunciamento. "Se eu morrer agora, é um privilégio para mim, que a situação está tão boa, que não tem como melhorá-la", disse. Ele reconhecia que não estava bem, mas dizia não poder se queixar. "Estou lutando para não morrer e estamos vencendo com a força de Deus. E seja qual for o resultado, será uma vitória nossa. O que ele fizer é o que está certo", disse, à ocasião. Como a presidenta Dilma Rousseff está em viagem a Portugal, o primeiro a se manifestar no Planalto foi o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República. "Ele deu tantos bailes nos médicos que a gente achava que ele poderia ainda aguentar mais um pouco no meio de nós. Foi o equilíbrio dele, a amizade dele que nos confortou nas horas mais difíceis", afirmou o ministro, que no governo Lula foi chefe de gabinete da Presidência.



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