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CUT Campinas pede que CPFL restabeleça energia da Flaskô, fábrica que está sob controle dos trabalhadores

20/04/2017

Empresa de energia surpreendeu em sua atitude, pois os trabalhadores estavam negociando a dívida, herdada da administração patronal

Escrito por: Redação - CUT Campinas

A Central Única dos Trabalhadores de São Paulo - Subsede Campinas (CUT-SP) e seus sindicatos filiados repudiam com veemência o corte de energia elétrica feito pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) na fábrica ocupada Flaskô, em Sumaré (SP), impossibilitando a continuidade das atividades e prejudicando financeiramente os trabalhadores e trabalhadoras, assim como seus familiares.

No dia 30 de março, os funcionários da fábrica, que produz tambores plásticos, foram surpreendidos pelo corte ter ocorrido no momento em que se seguia uma negociação com a empresa. Além disso, a ação foi feita sem aviso prévio, colocando em risco a vida e a saúde dos que estavam em plena atividade no momento do corte, gerando perda de matéria-prima. Como se não bastasse, a CPFL se utilizou de recurso totalmente hostil e opressor para entrar na fábrica e intimidar os trabalhadores (as), com apoio das polícias Civil e Militar e do Garra.

A Flaskô é a única empresa do Brasil controlada por trabalhadores desde em 2003, quando foi ameaçada de ser fechada devido à falência do grupo que a administrava. No entanto, as dívidas da antiga gestão foram herdadas pelos funcionários.

Para a Subsede CUT Campinas causou estranheza esta ação irresponsável da CPFL, pois em nenhum momento os trabalhadores (as) se furtam do reconhecimento da dívida e nem se negam ao pagamento da mesma – apenas buscam uma forma justa e viável para saná-la, mesmo entendendo que se trata de um passivo da administração patronal da empresa.

Reconhecemos a luta de quase 14 anos dos operários que controlam o local. Por isso, a CUT-SP se solidariza com o caso e solicita que a CPFL restabeleça a energia elétrica para que as atividades possam ser retomadas, os postos de trabalho sejam assegurados e que a empresa consiga cumprir e honrar seus compromissos.

Defendemos o diálogo como o instrumento a ser utilizado e não medidas unilaterais de quem detém o poder econômico diante de uma fábrica sob controle operário. Nossa solidariedade à Flaskô e nosso repúdio a essa atitude arbitrária da CPFL.

Saudações CUTistas!

Central Única dos Trabalhadores de São Paulo - Subsede Campinas (CUT-SP)
 

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