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“Projeto dos empresários é retirar direitos e nos tornar miseráveis”, diz presidente do Sindicato dos Rodoviários

16/03/2017

Entidade de Sorocaba participou de protesto nacional neste dia 15 e paralisou transporte nas principais cidades das regiões de Sorocaba e Itapeva

Escrito por: Fabiana Caramez - Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba

Assembleias para conscientizar os trabalhadores aconteceram em todas as garagens das empresas - Foto: João BaptistelaOs trabalhadores e as trabalhadoras em transportes urbano, intermunicipal e rodoviários nos municípios de Sorocaba, Votorantim, Itapetininga, Tatuí, Araçoiaba da Serra, Capela do Alto, Salto de Pirapora, Piedade, Capão Bonito, São Miguel Arcanjo, Pilar do Sul, São Roque, Mairinque, Alumínio, Itararé e Itapeva participaram nesta quarta-feira, 15, do Dia de Paralisação Nacional e cruzaram os braços da madrugada até as 11h contra as reformas da Previdência e Trabalhista e contra a terceirização da atividade-fim.

Durante o protesto, o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região manteve 30% da frota em circulação. O Dia de Paralisação Nacional foi convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), demais centrais e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo com o objetivo de informar a população sobre o desmonte dos direitos trabalhistas e sociais.

Fim da aposentadoria: é preciso reagir!
Assembleias para conscientizar os trabalhadores aconteceram em todas as garagens das empresas nesses municípios. Em Sorocaba, o presidente do Sindicato alertou para a importância da luta contra o desmonte dos direitos trabalhistas e sociais.

“O projeto dos empresários é retirar todos os nossos direitos para nos transformar em miseráveis, para sermos humilhados e ficarmos nas portas das empresas implorando para trabalhar por qualquer trocado ou prato de comida. Se não dermos uma resposta agora, imediata, depois pode ser tarde demais”, alerta Paulinho.

“Nós precisamos nos preocupar com nossa família, com nossos filhos e nossos netos. A obrigação de lutar é nossa! Não podemos nos acovardar diante de uma luta tão importante e determinante de nossos futuros”, completou Paulinho.

O vice-presidente do Sindicato, Francisco França, explicou à categoria os prejuízos irreversíveis que representa a reforma da Previdência. “A reforma da Previdência é o fim da aposentadoria no Brasil. Ao elevar a idade mínima para 65 anos, independente de ser homem ou mulher, e exigir 49 anos de contribuição para receber aposentadoria integral, a reforma fará com que ninguém mais se aposente. Quem consegue contribuir por 50 anos? Quem consegue passar a vida toda sem ficar um dia sequer desempregado?”, questionou França.

Congresso corrupto
Nas assembleias os dirigentes explicaram à categoria que o Congresso Nacional é formado majoritariamente por representantes de empresários e banqueiros e que isso triplica a necessidade de organização e luta dos trabalhadores.

Paulinho explicou que os empresários são praticamente donos dos deputados e senadores, pois eles bancaram as campanhas milionárias desses políticos com o objetivo de elegê-los para votarem o que eles quiserem.

“Esse Congresso corrupto, patronal, de capitalistas exploradores quer ligar o rolo compressor para destruir os direitos que os trabalhadores conquistaram em décadas de muita luta”, alertou Paulinho.

As reformas da Previdência (PEC 287) e Trabalhista (PL 6788/16) já tramitam no Congresso Nacional em ritmo acelerado e na última semana o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM), desenterrou e quase colocou em votação o projeto de lei (PL) 4302, que permite a terceirização da atividade-fim.

Grandes redes de TV contra os trabalhadores
Nas assembleias realizadas na região de Sorocaba, os dirigentes sindicais também falaram sobre o papel nefasto das grandes redes de televisão, em especial, que manipulam, mentem e escondem fatos para que a grande maioria da população continue desinformada e, consequentemente, não se indigne e nem vá às ruas protestar contra as reformas.

“Vocês não irão ver na imprensa as paralisações e os protestos de hoje. Não esperem que a imprensa irá mostrar o porque estamos protestando. Vai continuar a mostrar novelas e outros programas que nada trazem de benefício cultural à população. São sugadoras de cérebros, que entram na mente das famílias para poder manipular e distrair para, assim, roubar os direitos da classe trabalhadora. Observem isso!”, alertou Paulinho.

O presidente do Sindicato orientou a categoria a fazer pesquisas na internet e conseguir romper a bolha dos grandes veículos de comunicação. “Hoje tem a internet, ninguém precisa ser manipulado.”
França pediu aos trabalhadores e trabalhadoras em transportes que ajudem a esclarecer a sociedade sobre o perigo que representa a reforma da Previdência.

“Nós precisamos que vocês nos ajudem a reproduzir essas informações para o povão que fica em casa assistindo novela e só escuta a Rede Globo e as outras emissoras falando que ‘tem que ter a reforma se não a Previdência acaba’, mas não sabem, pois essas emissoras não falam, qual é o real tamanho do estrago que essa reforma representa para a vida da população”, pediu o vice-presidente.

O Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região representa mais de 10 mil trabalhadores em 42 municípios das regiões de Sorocaba e Itapeva. O protesto realizado na quarta (15) paralisou os transportes urbano, intermunicipal e rodoviário em todos esses municípios.
 

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