Mulheres protestam em SP contra a PEC que proíbe aborto em todos os casos

13/11/2017 - 19:31

Atividades ocorreram em várias cidades do Brasil

Trabalhadoras CUTistas e movimentos de mulheres saíram às ruas nesta segunda-feira (13) para protestar contra a PEC 181, votada na última quarta-feira (8) na Câmara dos Deputados, que pretende criminalizar o aborto em todos os casos no país, inclusive após estupros.

Na cidade de São Paulo, o ato se concentrou na Avenida Paulista. Em Campinas, as mulheres realizaram protesto no Largo do Rosário. Outras atividades ocorreram em várias cidades do Brasil.

Na capital paulista, a atividade contou com a participação de figuras públicas como Eleonora Menicucci, ex-ministra de Políticas para Mulheres do governo da presidenta eleita Dilma Rousseff.   

Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP, Márcia Viana, lembrou que no Brasil já são altos os índices de estupro e defendeu que as mulheres devem ter o direito à escolha, como já ocorre em outros países.

“Não podemos permitir que 18 homens machistas tenham o controle sobre os nossos corpos. Sabemos que o índice de mortes aumentará porque abortos não deixarão de acontecer, principalmente nos casos de violência contra as mulheres. Não vamos permitir que essa criminalização avance”, defendeu a dirigente que participou do ato na capital.

Para a professora Gislaine Marangoni, esta PEC representa o retrocesso dos direitos que já foram conquistados anteriormente. “É necessário mobilização e enfrentamento dessa questão. Principalmente a conscientização das mulheres para a ocupação dos espaços políticos. Não vamos permitir que homens decidam sobre os nossos corpos e as nossas vidas”, afirmou a educadora, que também é conselheira da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) em Campinas.

Bancária e coordenadora do Coletivo das Mulheres da Subsede da CUT-SP em Campinas, Elisa Ferreira, apontou a luta nas ruas como única saída. “Só a mobilização popular poderá barrar a PEC 181, pois sabemos que os ataques contra as mulheres neste golpe só aumentam”, critica.