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Lula estará no Dia Nacional de Mobilização e Paralisação em SP

14/03/2017

Ato, que ocorre nesta quarta (15), começa às 16h em frente ao Masp, na Avenida Paulista

Escrito por: Redação - CUT São Paulo

Dirigentes falaram nesta terça (14) em coletiva de imprensa - Fotos: Roberto ParizottiA Frente Brasil Popular SP e a Frente Povo Sem Medo SP, com as centrais sindicais, realizaram na manhã desta terça (14) uma coletiva de imprensa sobre o Dia Nacional de Mobilização e Paralisação contra a reforma da Previdência, que ocorre amanhã, dia 15, por todo o país.

Em São Paulo, o ato será a partir das 16h, com concentração em frente ao Masp, na Avenida Paulista. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é uma das presenças confirmadas.

A coletiva foi realizada na sede do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, na região central da cidade, e teve a presença de representantes das duas frentes, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Intersindical, Central de Movimentos Populares (CMP) e Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Esse governo não apresentou nenhuma medida econômica e geração de emprego para que o país tome um novo rumo. Só apresenta medidas que vão piorar a vida dos brasileiros. Por isso, amanhã faremos ampla mobilização e paralisações em diversos locais para barrar a reforma da Previdência, que praticamente inviabiliza a aposentadoria”, afirma o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo.

Essa mobilização é a primeira unificada de 2017 e abre o calendário da agenda intensiva que as organizações farão para denunciar, e na luta contra os retrocessos que penalizam os trabalhadores com as reformas da Previdência e Trabalhista, propostas em análise no Congresso Nacional. Participarão do ato diversos movimentos sociais e sindical.

Coordenador da CMP, Raimundo Bonfim disse que a expectativa é reunir um grande número de trabalhadores, já que Michel Temer (PMDB) tem baixa popularidade no Brasil. “Realizamos essa atividade no momento que o próprio governo está sob ameaça, inclusive de cassação, já que o processo do TSE a cada dia compromete mais o Temer. Além disso, vivemos uma crise econômica e social sem precedentes”.

Já o secretário-geral da Intersindical, Edson Carneiro (Índio), lembrou do lobby que os grandes bancos têm feito para que o projeto siga adiante, com a perspectiva de obter lucro com o aumento das contratações dos planos de previdência privada. “A reforma da previdência prejudica o conjunto da população de trabalhadores para beneficiar os bancos, pois querem transformar o direito à aposentadoria em produto bancário”, disse.

Greve
Na quarta, diversas categorias farão paralisações e greves. Entre elas está a CNTE, que inicia uma greve nacional da educação, reivindicando a não aprovação da reforma previdenciária e o cumprimento do piso salarial dos professores. A classe trabalhadora é uma das que irão sofrer drasticamente com a reforma.

“Quando aprovamos a greve, sabíamos que não era uma coisa fácil de ser feita, mas que era necessária, porque se não for feita agora, não teremos país para os nossos filhos e netos”, disse Roberto Franklin Leão, dirigente da CNTE.

Antes do ato na avenida Paulista, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) fará uma assembleia com os professores às 14h na Praça da República. Já o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) fará a assembleia em frente à Prefeitura de São Paulo também para criticar o início da gestão João Dória. Em seguida, os participantes das duas entidades seguirão em caminhada até o local do ato.
 

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