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Em assembleia, mulheres repudiam Reforma da Previdência

08/03/2017

Militantes se reuniram em frente a sede do INSS para protestar contra o projeto do governo ilegítimo de Michel Temer

Escrito por: Érica Aragão e Igor Carvalho - CUT Nacional

Foto: Roberto ParizottiNa tarde desta quarta-feira (8), em respeito ao Dia Internacional da Mulher, centenas de militantes reuniram-se em frente a sede do INSS, na região central de São Paulo, para protestar contra a Reforma da Previdência.

“Hoje não é um dia de comemoração. Nossa missão é enorme, não vale a pena passar nessa vida apenas sendo mulher, tem que ser lutadora e comprometida com as transformações que precisamos. Ainda vivemos numa sociedade machista e patriarcal”, afirmou Carmen Foro, vice-presidenta da CUT.

A dirigente CUTista criticou a proposta que pode acabar com a aposentadoria, caso aprovada no Congresso. “Nós, mulheres trabalhadoras, estamos conectadas neste momento em todo mundo. As mulheres negras, trans, jovens e do campo se mobilizando. É muito importante essa união, pois as reformas neoliberais estão em curso no mundo. Essas reformas são perversas com a classe trabalhadora”, explicou Carmen.

A secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Juneia Martins, também criticou o projeto. “Nós não vamos tolerar a Reforma da Previdência proposta pelo golpista Michel Temer. Nós não aceitaremos trabalhar 49 anos ininterruptamente para nos aposentarmos aos 65 anos. Até porque, sabemos que isso é impossível.”

A assembleia das mulheres, obteve apoio unânime para a proposta de ir às ruas barrar a Reforma da Previdência. O resultado foi comemorado pelo presidente da CUT, Vagner Freitas, que elogio a “bela mobilização organizada pelas mulheres”.

“As mulheres estão em mobilização permanente. Eu repito o que ouvi do Paulo Vanucchi agora na rádio: ‘Se existe uma revolução consistente no mundo, é a revolução das mulheres’. A luta mais vencedora neste século, é a luta pela independência e direito das mulheres”, enfatizou Vagner Freitas.

Participaram da assembleia, além da CUT, as mulheres do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do Movimento Sem Terra (MST), Levante Popular da Juventude e Marcha Mundial das Mulheres (MMM).

Após o ato na frente da sede do INSS, as mulheres seguiram para a Praça da Sé, também na região central da capital, onde será realizado o ato nacional pelo “Dia Internacional da Mulher.”
 

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