Químicos do ABC: A Caminho dos 80 anos - reforçar sempre a democracia

Químicos do ABC: A Caminho dos 80 anos - reforçar sempre a democracia

Escrito por: Remigio Todeschini Ex-presidente dos Químicos do ABC, pesquisador e consultor na área de Saúde, Trabalho e Previdência da Fetquim-SP Publicado em: 10/10/2017 Publicado em: 10/10/2017

Em pleno século XXI a importância da luta sindical é fundamental para garantirmos o jogo da democracia em prol do mundo do trabalho. Tenho participado com outros companheiros da longa trajetória de luta do Sindicato dos Químicos do ABC, das organizações que reúnem o ramo químico e a construção da CUT, Diesat, como também o fortalecimento das demais Centrais Sindicais nos últimos 40 anos. 

Nesta história de redemocratização do Sindicato participamos juntamente com o Agenor Narciso, José Drumond, Tiago Nogueira, Joaquim Holanda, Élcio, Expedito, Lino, Risadinha, Humberto, Banhara, Luiz do Rhodia, Pintado e muitos outros na retomada do Sindicato dos Químicos do ABC. Enfim, até que nossa direção estivesse nas mãos dos trabalhadores para que avançássemos nos nossos direitos.

Nosso Sindicato teve participação ativa no movimento das Diretas, da Luta contra a Ditadura, a Constituinte de 88 que inscreveu diversos direitos sociais trabalhistas e previdenciários na nova Constituição, o turno de 6 horas, a quinta turma no polo petroquímico. 

Com a retomada do Sindicato houve a primeira unificação da data-base em dezembro, que passou com os anos a ser novembro. O Setor Tintas tinha o reajuste em janeiro, prejudicando o 13º salário dos trabalhadores. Algumas das greves históricas pela Saúde: Ferroenamel, Solvay, Matarazzo, PQU entre outras centenas de greves que conquistaram aumentos e melhorias das condições de trabalho.

O elemento essencial da luta pela democracia nos locais de trabalho foi a organização, desde 1982, das Comissões de Fábrica e Cipas, além dos grupos nacionais e internacionais de trabalhadores. 

Como não somos de ferro foi construída a primeira fase da Colônia de Férias de Caraguatatuba.

Houve uma nova geração que participou nos anos 90 da resistência ao neoliberalismo do Collor, até a conquista da democracia Popular com Lula e Dilma:  Paulo Lage, Sérgio Novais, Raimundo, Juvenil, Carlão, Freire, Cano, Paulão, Fábio, Donizete e muitas valorosas companheiras entre outros companheiros.  Também foi reforçado na gestão Paulo Lage- Juvenil a recuperação da História Sindical nos 70 anos com Lula.  O clube de campo em Rio Grande da Serra, melhorias na colônia de férias, a independência em termos sedes próprias em Diadema, Mauá, e finalmente, na gestão Raimundo-Juvenil, a nova sede própria  na Siqueira Campos em Santo André.

Todo esse histórico positivo tanto de avanços como de resistência nos chamam para novas lutas e lutas difíceis frente à Reforma Trabalhista que quer alijar os trabalhadores para que não tenham uma organização de luta como o Sindicato e suas organizações de base.

O Sindicato deve continuar sempre sendo um espaço de luta nas fábricas, junto aos governos para que o mundo do trabalho não seja subjugado pelo capitalismo selvagem predador.

Parabéns à base química! A luta é contínua. Além de termos de enfrentar os meios de comunicação, o judiciário e legislativo que querem a toda custo criminalizar a  política  (ou seja, a luta de Lula pelo mundo do trabalho e mais pobres), agora o desafio é manter a luta sindical e dos químicos de pé ainda por muitos anos. 

Vamos seguir o dramaturgo Bretch: “Tem pessoas que lutam um dia e são boas, tem pessoas que lutam anos e são muito boas... mas as que lutam de forma permanente são imprescindíveis."




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