"Não vamos permitir que o Governo de São Paulo destrua a rede Estadual de ensino"

"Não vamos permitir que o Governo de São Paulo destrua a rede Estadual de ensino"

Escrito por: Vagner Freitas, presidente Nacional da CUT, e Douglas Izzo, presidente da CUT Estadual Publicado em: 13/10/2015 Publicado em: 13/10/2015

O direito à educação pública, gratuita, de qualidade é assegurado pela Constituição Federal a todos os brasileiros e brasileiras.

Como direito universal, inalienável, a educação deve ser defendida por todos e todas, sobretudo por nós, trabalhadores e trabalhadoras, pois nossos filhos e filhas estudam nas escolas públicas e as queremos cada vez melhores.

Entretanto, no estado de São Paulo, há pelo menos vinte anos, sob os governos do PSDB as políticas educacionais apontam em sentido inverso: a qualidade do ensino vem caindo – em que pese todo o esforço e dedicação dos professores – e os profissionais da educação estão cada vez mais desvalorizados e desrespeitados.

Mesmo enfrentando uma greve com 92 dias de duração, a mais longa da história da rede estadual de ensino, o Governador e o Secretário da Educação não negociaram com os professores e cortaram o pagamento dos salários. Foram, porém, obrigados por decisão do Presidente do Supremo Tribunal Federal a pagar todos os dias parados.

O Governador prometeu anunciar reajuste aos professores no dia 1º de julho e não cumpriu. Agora, como denuncia a APEOESP, o sindicato estadual dos professores, filiado à CUT, Alckmin está promovendo a maior bagunça na rede de ensino. Ele decidiu separar em prédios diferentes escolas do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental, do sexto ao nono e do ensino médio.

Escolas serão fechadas, salas superlotadas, crianças estudarão longe de suas casas e correrão todo tipo de risco no trajeto, professores ficarão desempregados e adidos (ou seja, “encostados”) e os que ficarem terão que pular de uma escola para outra para compor suas jornadas de trabalho.

Se o governo estivesse preocupado com a qualidade do ensino, como alega, reduziria o número máximo de alunos por classe para 25, como recomendam os padrões internacionais, valorizaria os profissionais do magistério, resolveria os problemas estruturais das escolas, estabeleceria a gestão democrática e melhorias as condições de trabalho dos professores e de aprendizagem dos estudantes.

A revolta entre professores, pais e estudantes é crescente. Manifestações com números cada vez maiores de participantes estão ocorrendo em todo o estado de São Paulo. Nós, da Central Única dos Trabalhadores, não estamos indiferentes a todo esse processo. Como representantes da classe trabalhadora, não aceitaremos mais este ataque contra a educação pública no estado de São Paulo.

Por meio da CUT/SP, estamos participando do Grito pela Educação Pública de Qualidade no Estado de São Paulo, movimento coordenador pela APEOESP e que conta com a participação de muitas outras entidades e conclamamos todos os sindicatos filiados à nossa central a participarem das mobilizações que vem ocorrendo.

Entre atividades centralizadas previstas para o próximo período estão:

Dia 20/10 – 15 horas – Ato público na Praça da República com professores, pais, estudantes e demais segmentos sociais – São Paulo
Dia 29/10 – 15 horas – Assembleia dos professores. Às 17 horas, Grito em Defesa da Escola Pública de Qualidade no Estado de São Paulo – Vão Livre do MASP – Avenida Paulista – São Paulo.

Se você possui filhos estudantes na rede estadual de ensino de São Paulo, vá à escola, informe-se sobre o que está acontecendo e junte-se a esse movimento. Essa luta é nossa! 




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