Escrito por: João Batista Gomes Publicado em: 15/09/2016 Publicado em: 15/09/2016

"Agora, a tarefa central de todo militante sindical é preparar com toda garra o dia 22, na linha que a CUT propõe do NENHUM DIREITO A MENOS", diz João Batista Gomes - Foto: Divulgação"Agora, a tarefa central de todo militante sindical é preparar com toda garra o dia 22, na linha que a CUT propõe do NENHUM DIREITO A MENOS", diz João Batista Gomes - Foto: Divulgação

A CUT chamou a mobilização nacional para o próximo dia 22, para “esquentar os motores” em preparação à greve geral. Os bancários já estão em greve e enfrentam a intransigência dos banqueiros, os trabalhadores dos Correios resistem, os servidores em Brasília seguem contra o congelamento de gastos, enfim, são várias mobilizações em curso. 

Os golpistas impuseram o impeachment de Dilma, empossando Temer, mas achavam que haviam derrotado os trabalhadores, o que é um ledo engano. Um governo ilegítimo, que é rejeitado amplamente pelo povo, não pode governar. De um lado, é um governo saído desse golpe, empossado pelo STF, o mesmo que não foi trocado no golpe militar de 1964. De outro, a Câmara e o Senado escancarando ao povo que são serviçais dos patrões e do capital internacional.

Mesmo antes de consumarem o golpe, já anunciavam medidas duras, quebra do regime do pré-sal, reforma da Previdência com aumento da idade mínima, reforma trabalhista com aumento da jornada de trabalho, congelamento de gastos dos serviços públicos por 20 anos e por aí vai.

Mas, desde a votação no Senado que afastou Dilma, atos e manifestações foram realizadas, numa clara demonstração de que o povo não aceita o golpista e, no mais, a política que quer aplicar foi derrotada nas eleições de 2014.

Aqui em São Paulo, 100 mil ocuparam a Av. Paulista no dia 4 de setembro e também no dia 11. E disseram em alto e bom som: FORA TEMER e DIRETAS JÁ! Alguns até questionam a palavra de ordem, mas temos que ter clareza de nossa luta para derrotar o golpe, é preciso resistir na defesa dos direitos atacados, trabalhando para construir a greve geral. Eu particularmente acredito que dizer apenas “Diretas Já” representa o "meio do caminho”, já que é preciso apontar a necessidade de uma Constituinte Soberana que faça a reforma política e abra terreno para o atendimento da aspiração de justiça e soberania da nação. Mas essa discussão vai continuar.

Agora, a tarefa central de todo militante sindical é preparar com toda garra o dia 22, na linha que a CUT propõe do NENHUM DIREITO A MENOS, levantando nossas reivindicações e marchando junto para derrotar esse governo golpista. Várias categorias têm realizado consultas junto à base sindical sobre a necessidade da greve geral e a esmagadora maioria, mais de 90%, tem dito que fará, sim, a greve geral para defender direitos.

Sabemos que votar é uma coisa e fazer é outra, mas essa disposição deve ser transformada em ação: Vamos parar dia 22/09 rumo à GREVE GERAL. 

João Batista Gomes 
Secretário de Mobilização da CUT/SP e Secretário de Imprensa do Sindsep




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