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Diretas Já – Urgente!

Escrito por: Cibele Vieira - Secretária de Juventude da CUT-SP

13/02/2017

Dirigente cutista defende que intervenção não é a solução. Para ela, as bandeiras de luta devem ser pelo Fora Temer e por Diretas Já para reestabelecer a democracia brasileira

Durante o processo de impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff, o que uniu os movimentos sociais foi a leitura comum de que o golpe não era apenas contra Dilma ou ao PT, mas representava uma ruptura democrática contra a classe trabalhadora. Rasgaram a Constituição e, em seguida, assumem que ela é insustentável no Brasil atual. Pois bem, é a constituição que prevê várias coisas, como os direitos sociais e trabalhistas, mas também o papel dos três poderes e o das forças armadas.

Após ficar claro a fragilidade do poder Executivo em várias nomeações desastrosas, em novembro a discussão do pacote anticorrupção escancarou a briga entre legislativo e judiciário. Em dezembro, nós assistimos a uma verdadeira lambança quando Renan Calheiros descumpriu a liminar do Marco Aurélio e o STF fez um remendo na Constituição para dar um jeitinho de deixar Renan no cargo – e assim tornar-se o Sugestivo Tribunal Federal. Mal começa o ano, e a crise do sistema penitenciário escancara o poder das facções criminosas. Como se fosse pouco, no dia antes de homologar as delações da Odebrecht, por coincidência, o avião com o Teori cai e a Lava-Jato passa para a fase mata-mata (um poder institucional matando o outro), e logo em seguida o auditor do TCU das contas da Dilma se afoga.

Fevereiro começa e para apaziguar os ânimos, o presidente réu indica o Ministro da Justiça, pelo qual pairam dúvidas sobre sua relação com o PCC para o STF e consequentemente relator da Lava-Jato – morre um juiz, entra um “político”- que será isento nas investigações.

No meio disso tudo, o Estado do Espírito Santo entra em colapso devido ao ajuste fiscal lá praticado, e a polícia entra em greve. O exército, assim como nas penitenciárias, entra em cena para garantir a ordem e é ovacionado pela população. Pois bem, por que o Estado do Espírito Santo não se preparou para essa “mobilização das famílias”? Não é possível que não sabiam que a situação chegará ao seu limite. Porque deixou o caos se instaurar por dias para depois chamar ajuda? Não seria mais sensato negociar ao invés de aumentar o tom repressivo agravando o impasse, que já ameaça pipocar em outros Estado? Enquanto isso, o Alexandre Moraes dando jantar para se garantir no STF, o Temer praticamente calado e a “tensão” aumentando no centro do Rio de Janeiro.

A Constituição estabelece que as Forças Armadas se destinam à defesa da pátria, à garantia dos poderes constitucionais e da lei e da ordem. “A Constituição estabelece que as Forças Armadas se destinam à defesa da pátria, à garantia dos poderes constitucionais e da lei e da ordem. Com os três poderes em frangalhos e a “ordem” virando “caos” por conta da austeridade e de pacotes de maldades ou convoca-se Eleições Diretas Já para dar legitimidade a pelo menos um dos poderes ou é possível que vejamos o exército ser cada vez mais acionado, como já defende Padilha e nos alertou o General Vilas Boas e Rômulo Bini Pereira a menos de dois meses”. Depois do golpe de 64, demorou quatro anos para implementarem o AI-5, mas desta vez pode ser que demorem menos.

Intervenção não é a solução – Fora Temer e Diretas para restabelecer a Democracia brasileira Já.

Cibele Vieira, coordenadora geral do Sindicato Unificado dos Petroleiros SP e secretária de Juventude CUT-SP

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