Ao retrocesso respondemos com luta

Ao retrocesso respondemos com luta

Escrito por: Junéia Batista e Ana Lúcia Firmino - secretárias da Mulher Trabalhadora da CUT Nacional e da São Paulo* secret Publicado em: 01/03/2016 Publicado em: 01/03/2016

Dirigente (na foto) também lembra das conquistas dos últimos anos - Foto: Dino SantosDirigente (na foto) também lembra das conquistas dos últimos anos - Foto: Dino SantosO ano de 2016 já dá sinais a que veio. Ofensiva dos setores mais conservadores, ataques constantes à nossa democracia e o aprofundamento do racismo e do patriarcado, seja na mercantilização do corpo feminino ou no controle da nossa função reprodutiva.

Exemplos não faltam. O Estatuto da Família, o Estatuto do Nascituro (bolsa-estupro) e o PL 5069 (que trata do aborto) são projetos encampados pelo atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB) – figura que escrachamos e que queremos fora do Congresso Nacional.

Destacamos também os recentes ataques à Previdência Social e alertamos que não admitiremos retrocessos em nossos direitos conquistados a duras penas por nós que vivemos a realidade de uma dupla e até tripla jornada de trabalho.

A esses e outros ataques respondemos com luta. Só assim para desconstruirmos a cultura machista, patriarcal e racista que gera tanta violência contra as mulheres em nossa sociedade e tamanha desigualdade no mundo do trabalho e na vida.

Por outro lado, as conferências das mulheres, os 10 anos da Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, criadas e legitimadas nos governos Lula e Dilma, foram avanços importantes para o movimento das mulheres. Essas conquistas também contribuíram para politizarmos os debates sobre violência e relações entre homens e mulheres, que nem sempre caminham no sentido da igualdade de gênero, que tanto lutamos.

Sabemos que há muito ainda que avançar. E há mesmo. No Estado paulista, cobramos políticas de inclusão para as mulheres, a exemplo do que o governo federal e as prefeituras de São Paulo e Santo André fizeram.

Também reforçamos nesta conjuntura que somos maioria no Brasil, mas minoria nos espaços de poder e entendemos que a saída é a maior participação das mulheres nos sindicatos, partidos e movimentos, além de uma ampla reforma política. A luta para ampliarmos nossa representação, fazer valer o Estado laico nas escolas e na sociedade, barrar o conservadorismo e o machismo e avançar nos direitos das mulheres é aqui e agora.
 




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