Alckmin: tire as mãos de nossas escolas!

Alckmin: tire as mãos de nossas escolas!

Escrito por: João Batista Gomes e Cibele Vieira secret Publicado em: 13/11/2015 Publicado em: 13/11/2015

Desde o início da semana, jovens, estudantes e secundaristas iniciaram ocupações em escolas estaduais ameaçadas pela “desorganização” imposta pela Secretaria Estadual de Educação do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Em primeiro lugar, os jovens ocuparam a Escola Estadual de Diadema, região do Grande ABC, e a E.E. Fernão Dias, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Outras escolas já foram ocupadas na zona leste, zona norte da cidade de São Paulo e em municípios do ABC paulista.

Os jovens têm razão na luta que travam, pois se trata do futuro deles colocado em questão 

pelo governo Alckmin, que decidiu fechar escolas e superlotar salas de aula para fazer seu “ajuste fiscal” à custa de cortes e mais cortes nos recursos da educação pública. Como disse uma aluna da escola da zona norte: “Se fecharem aqui, o que vão fazer com o prédio? Vai virar ponto de droga”. Parece ser esse o futuro que Alckmin quer para a juventude.

O governador é cínico ao dizer que o movimento é “político”, afinal, é exatamente um movimento contra sua política de cortes e destruição da educação e do futuro para a juventude paulista.

A truculência tucana é aquela que manda a Polícia Militar contra estudantes que querem o direito de estudar, que age com violência e prende sindicalistas, como no caso do professor Roberto Guido, dirigente da Apeoesp quando saiu em defesa dos estudantes da E.E. Fernão Dias.

O movimento sindical deve estar ao lado dos estudantes, prestando sua solidariedade e apoio.

É a escola de nossos filhos e filhas, irmãos e irmãs, os filhos da classe trabalhadora do Estado que vão sofrer com essa “bagunça” promovida pelo governo.
Defender cada escola ameaçada de ser fechada é uma luta de todos, assim como defender as escolas da “bagunça” orquestrada pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo a mando de Alckmin, governo 
que tem feito as ações sem nenhum diálogo com a população, com estudantes e o conjunto da classe trabalhadora.
 
 
*João Batista Gomes - Secretário de Mobilização e Relação com Movimentos Sociais da CUT/SP e secretário de Imprensa do Sindsep
  
 

 

 

 


*Cibele Vieira - Secretária de Juventude da CUT/SP e coordenadora do Sindicato Unificado dos Petroleiros (Sindipetro-SP)

 

 

 

 

 



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