A paralisação neste dia de luta é para defender os nossos direitos

A paralisação neste dia de luta é para defender os nossos direitos

Escrito por: Adriana Magalhães Publicado em: 21/09/2016 Publicado em: 21/09/2016

Na foto, a dirigente Adriana Oliveira Magalhães - Foto: DivulgaçãoNa foto, a dirigente Adriana Oliveira Magalhães - Foto: Divulgação

É contra os ataques aos direitos sociais e trabalhistas que organizamos este Dia Nacional de Paralisação e Mobilização rumo à greve geral e convocamos toda a população para ir às ruas em defesa da democracia e por nenhum direito a menos.

Desde o dia 6 de setembro, a categoria bancária iniciou uma greve nacional reivindicando melhorias nas condições de trabalho e garantia de emprego. Afinal, o setor financeiro, principalmente o privado, vem demitindo e praticando alta rotatividade.

Exigimos reajuste salarial decente que faça a reposição das inflações e que haja maior participação nos lucros, compatível, inclusive, com a alta lucratividade e rentabilidade dos banqueiros. Temos bancos multinacionais como o Itaú, por exemplo, que é o 21º banco do mundo.

Por esses e outros motivos é que os banqueiros têm condições de atender às nossas reivindicações. Vale lembrar que somos uma das poucas categorias que têm Convenção Coletiva Nacional e a nossa luta unitária faz com que tenhamos força na mesa de negociação.

Fizemos recentemente uma pesquisa com a categoria bancária envolvendo 14.941 trabalhadores para saber se eles cruzarão os braços contra a reforma da Previdência, a terceirização sem limites e possíveis privatizações nas empresas públicas e, desses, 12.095 (81%) votaram pela mobilização nacional contra os retrocessos de direitos.

A história mostra que já fizemos greves muito importantes que impulsionaram conquistas para a categoria. E é por isso que nos somamos à paralisação nacional rumo à greve geral até que o governo golpista e ilegítimo de Michel Temer e os representantes do Congresso Nacional desistam de mexer nas regras da aposentadoria, nas férias, no 13º, na jornada de trabalho, no FGTS e nos direitos trabalhistas e sociais.   

Adriana Oliveira Magalhães - Bancária e secretária de Comunicação da CUT/SP




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